Os moradores de bairros de lata e bairros populares marcharam pelo Caminho de Francisco, este sábado, e concluíram quase cinco horas de sinais e testemunhos do cardeal Bergoglio enquanto este era arcebispo em Buenos Aires.
Foi desta forma que muitos porteños (os cidadãos da capital argentina) se despediram do seu “amado Papa Francisco”, segundo o relato do grupo de padres destes bairros de Buenos Aires, no mesmo dia em que os restos mortais de Bergoglio passaram a repousar na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Em Buenos Aires, os moradores celebraram uma missa na escadaria da Catedral, que se estendeu até à Praça de Maio, local icónico da luta contra a ditadura militar. A missa foi presidida pelo atual arcebispo de Buenos Aires, Jorge Ignacio García Cuerva, acompanhado pelos seus bispos auxiliares.
Depois de um almoço partilhado na praça, a caravana percorreu locais que o Papa Francisco costumava visitar quando era arcebispo de Buenos Aires: bairros de lata, hospitais, prisões, cozinhas comunitárias e lares. Em cada um deles, foi feito “um gesto concreto, ouvindo a sua mensagem para criar uma memória viva do seu tempo entre os mais pobres e esquecidos”.
Os milhares que marcharam em caravana, passaram, entre outras locais, pela Praça da Constituição, pelo hospital-prisão Muñiz ou pela paróquia Virgen de los Milagros, em Caacupé, onde Bergoglio “percorreu os corredores e abraçou os mais humildes”. Os marchantes rezaram, cantaram e hastearam bandeiras e faixas pelas ruas e avenidas, na descrição do grupo de padres, lembrando os gestos e as palavras de Jorge Mario Bergoglio.
Esta Caravana foi a primeira, antecipou o grupo de padres: a partir deste ano, será repetida, seguindo sempre os Caminhos de Francisco.










