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Sobreviver a cenários de terror

Sobreviver a cenários de terror

A série Terror em Paris, da Netflix, recorda o ataque terrorista ocorrido em Paris, em 2015. Quando estava a ver este documentário senti-me, naturalmente, perturbado com todos os testemunhos. No entanto, o último episódio dá conta de um par de situações que são de uma enorme comicidade – o que me apanhou completamente de surpresa.

Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho

Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho

Às vezes precisamos que alguém nos empurre. Foi o que aconteceu comigo no sábado passado. Quando recebi o telefonema da minha amiga J. que estava na estação central de comboios, aqui em Berlim, e precisava de arranjar casas onde alojar pessoas acabadas de chegar da Ucrânia.

diário

diário

No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?

Desejar a ausência dos outros

Desejar a ausência dos outros

Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.

A estética indizível do Chade

A estética indizível do Chade

Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.

Ser pai no inverno da Estónia

Ser pai no inverno da Estónia

Estou a viver na Estónia há oito anos e fui pai recentemente. Vim para aqui estudar e, como acontece a muitos outros portugueses espalhados por esse mundo, apaixonei-me por uma mulher deste país, arranjei trabalho, casei e o mais recente capítulo da minha história é o nascimento do meu filho, no mês de dezembro de 2021.

As velocidades do tempo

As velocidades do tempo

Joaquim, Jo para os ingleses, é das pessoas mais extraordinárias que conheci em Inglaterra. É construtor civil especializado em transformar sótãos das tradicionais casas ingleses em espaços habitáveis. Levanta-se cedo e toma o pequeno-almoço, a única refeição e pausa que fará até ao jantar. De resto, alimenta-se a café.

E hoje, onde vamos?

E hoje, onde vamos?

Há pouco menos de um mês lançámo-nos em mais uma viagem de carro neste país que nos acolhe. Nove dias, cerca de dois mil quilómetros percorridos. De tudo, no entanto, destacou-se uma pergunta. Uma pergunta livre, sem agenda. Simples. Direta.

Sobreviver a cenários de terror

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A série Terror em Paris, da Netflix, recorda o ataque terrorista ocorrido em Paris, em 2015. Quando estava a ver este documentário senti-me, naturalmente, perturbado com todos os testemunhos. No entanto, o último episódio dá conta de um par de situações que são de uma enorme comicidade – o que me apanhou completamente de surpresa.

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Às vezes precisamos que alguém nos empurre. Foi o que aconteceu comigo no sábado passado. Quando recebi o telefonema da minha amiga J. que estava na estação central de comboios, aqui em Berlim, e precisava de arranjar casas onde alojar pessoas acabadas de chegar da Ucrânia.

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Inteligência lógica e emocional

[Entre Margens]

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Li uma vez que Paulo Freire (educador e filósofo brasileiro, 1921-1997) fez um tipo de desafio com camponeses chilenos, pois “todos” dizem que lavradores são ignorantes e os “letrados” são “oooh! Incríveis!”, os “sabe-tudo”. O desafio era: 10 coisas que os camponeses saberiam fazer e ele, Paulo Freire, não – e vice-versa. [Texto de Denise Sabino, Porto Alegre |Brasil].

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