Rejeitando "discursos políticos autoritários"

Conselho Português de Igrejas Cristãs apela a voto que “salvaguarde conquistas” do 25 de Abril

| 26 Fev 2024

Mulher a votar. Foto Pixelshot

Em vésperas de eleições, as Igrejas recordam  “a importância da aplicação dos valores cristãos da integridade ética, da verdade e da reconciliação”. Foto © Pixelshot

 

O Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) apela ao voto “de todas e todos” os portugueses nas legislativas de março, e também nas eleições para o parlamento Europeu que irão acontecer em junho, “como forma de participação cívica e de salvaguarda das conquistas e desenvolvimentos alcançados ao longo de 50 anos de democracia”, aludindo assim ao aniversário do 25 de Abril que este ano se assinala.

Numa nota de imprensa divulgada esta segunda-feira, 26 de fevereiro, a organização de caráter ecuménico – que reúne as igrejas Metodista, Presbiteriana, Lusitana (Anglicana) e Evangélica Alemã do Porto – reafirma “a importância da aplicação dos valores cristãos da integridade ética, da verdade e da reconciliação e em particular num tempo e contexto polarizado em que se buscam falsas divisões entre pessoas e grupos”.

“Rejeitamos discursos políticos autoritários e a manipulação falsa de notícias e factos, que visam a desinformação e o ocultamento da verdade e da transparência que deve reger a informação e o debate de ideias e projetos sociais”, pode ler-se no texto assinado por Jorge Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana e presidente do COPIC.

A nota assinala que “são grandes os desafios que a nível internacional se colocam com evidentes implicações a nível nacional; o desafio da crescente pressão migratória para a Europa, a instabilidade internacional causada pelas diversas guerras em especial na Ucrânia e na Faixa de Gaza, o abrandar da economia europeia, o aproveitamento político das religiões para o exacerbar de movimentos nacionalistas e xenófobos e a destruição trazida por acidentes naturais extremos provocados pelas alterações climáticas”.

A falta de habitação que afeta particularmente os jovens, a precariedade no mercado de trabalho e a “falta de proteção social em que vivem muitos idosos com baixas pensões de sobrevivência” são outros dos desafios referidos pelo COPIC na declaração, ao mesmo tempo que defendem que as políticas e projetos a desenvolver tenham em consideração estes desafios e sejam fruto da “conjugação de esforços de todos os homens e mulheres de boa vontade independentemente da sua raça, cultura e religião”.

O COPIC manifesta ainda “disponibilidade para colaborar no alcançar de consensos sociais que envolvam os partidos políticos e demais organizações da sociedade civil na busca de soluções para responder às necessidades e problemas nacionais”.

 

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