Exclusivo 7M: O questionário completo acerca dos candidatos a bispo na Igreja Católica

| 17 Set 20

Bispo. Igreja Católica. Catedral de Burgos

Um bispo numa pintura da Catedral de Burgos (Espanha): o questionário nunca fala do evangelho, mas pergunta pela ortodoxia doutrinal e pela moral. Foto: Direitos reservados

 

Treze temas, dezenas de tópicos ou perguntas. É essa a estrutura do questionário que a Congregação dos Bispos, da Santa Sé, através das nunciaturas (embaixadas) do Vaticano em cada país ou região, envia às pessoas convidadas a pronunciar-se sobre eventuais candidatos a bispo católico. É esse questionário completo – e inédito, em termos públicos – que o 7MARGENS divulga a seguir, o que acontece pela primeira vez em Portugal, a par de um trabalho onde se reflecte sobre o processo de nomeação dos bispos.

O questionário vai acompanhado dos comentários de três pessoas que convidámos a analisá-lo, fazendo as observações que entendessem: uma delas já foi convidada a responder a este questionário, outra apenas o viu uma vez e a terceira não o conhecia de todo. O texto nunca fala do evangelho, notam, entre outras chamadas de atenção, algumas muito críticas. Insiste-se demasiado na “ortodoxia” relacionada com a disciplina eclesiástica ou a doutrina moral, mas não se aponta para uma linguagem de escuta ou diálogo ou para as questões da forma de governo e criatividade pastoral.

Este questionário pode ser antecedido ou sucedido de outro(s) e ser mais ou menos exaustivo, consoante as fases do processo: pode pedir apenas a indicação de nomes e características que dão ao candidato “aptidão” para o lugar. No processo actualmente mais comum de escolha do bispo, os núncios (embaixadores) do Vaticano em cada país ou região vão solicitando periodicamente, aos bispos e padres, sugestões de nomes a ter em conta num eventual procedimento de escolha.

Quando é necessário nomear alguém para determinada diocese, recorre-se a essa lista. Depois de uma primeira recolha de opiniões, escolhem-se alguns nomes até chegar a três candidatos – a chamada “terna”. Envia-se, então, um questionário a pessoas (na sua maioria, outros padres e bispos, e muito poucos leigos) que conhecem cada um deles – o texto que aqui se divulga (ou um muito semelhante, com pequenas variações, como admitiram clérigos que, nos últimos anos, também o viram ou foram convidados a responder).

Todo o inquérito é sigiloso e sujeito a rigoroso “segredo pontifício” – ou seja, não se pode falar sobre ele nem sequer dizer que se respondeu. Mas a prática das últimas décadas, não só em Portugal, mostra que o segredo é cada vez menos segredo, com notícias que surgem nos jornais e que, muitas vezes, acertam nos candidatos e nos nomes escolhidos no final do processo, antes da sua nomeação – ou, até, em recusas de outros nomes que acabam postos de lado ou, pelo contrário, “impostos” pelo núncio.

Qualquer um dos três comentadores convidados defende um processo mais aberto e transparente para a escolha dos bispos, na linha do que acontecia nos primeiros séculos de cristianismo, em que, sob diversas formas, eram as comunidades locais que, até pela inexistência de um papado centralizado, escolhiam e elegiam os seus bispos. Mas, ainda assim, os três convidados apresentam propostas para uma eventual melhoria do inquérito.

O texto que, apesar de recente, segue ainda a anterior norma ortográfica, é reproduzido a seguir na íntegra, tal qual aparece nas duas páginas enviadas aos inquiridos. Para o distinguir dos comentários, estes vão grafados entre parêntesis, em itálico e alinhados à direita. Os comentários foram editados pelo 7MARGENS, apenas para evitar repetições e dar o mínimo de sequência lógica às diferentes observações.

 

QUESTIONÁRIO

Descreva que relação tem com o candidato e diga há quanto tempo o conhece.

(Uma das questões fundamentais de todo o processo. É importante que quem responde a este questionário não só disponha de informações relevantes mas que, sobretudo, conheça o candidato. Como é importante que descreva a relação que tem com ele. A partir daqui, a nunciatura tem a possibilidade de cruzar, validar ou não, e averiguar tudo o que é escrito por quem foi chamado a pronunciar-se. Não raras vezes o ciúme e a inveja eliminam candidatos.)

*  *  *

1. NOTAS PESSOAIS. Aspecto físico, saúde, resistência ao trabalho; condições da família, sobretudo no referente a eventuais manifestações de doenças hereditárias.

(Vinicius de Moraes, no poema “Receita de Mulher”, diz: “As muito feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental”. A beleza ou a fealdade ajuda ou desajuda na escolha de um bispo? Não se percebe muito bem o que se pretende ao pedir referências sobre o aspecto físico. O que se valoriza? Para uma função pastoral não pode ser relevante o aspecto nem a condição física. Deus disse a Samuel para não se deixar enganar pelo aspecto físico. Não se percebe que importância tem isto aqui, tal como as doenças hereditárias. Isso não foi verificado na ordenação presbiteral? Constituirá a existência de uma deficiência física (congénita ou não) um obstáculo? Entendem-se perfeitamente as questões sobre a saúde e a “energia” física e anímica. O exercício do episcopado é muito exigente, cheio de permanentes desafios que se repercutem na saúde.)

 

2. DOTES HUMANOS. Capacidade intelectual especulativa e prática; temperamento e carácter, equilíbrio, serenidade de juízo; sentido de responsabilidade.

(É importante vincar estes aspectos, mas porque não acrescentar algumas questões mais directas, tais como: manifesta autoritarismo? Tem capacidade de diálogo? Escuta? Reconhece os erros? Sabe pedir perdão? A “capacidade intelectual especulativa e prática” poderá definir um bom estratega, o que não é necessariamente uma virtude evangélica e pastoral. Aquilo que se entende aqui por “dotes humanos” exclui a bondade, a criatividade e a ousadia.)

 

3. FORMAÇÃO HUMANA, CRISTÃ E SACERDOTAL. Vivência e testemunho das virtudes humanas, cristãs e sacerdotais (prudência, justiça, rectidão, lealdade, sobriedade, fé, esperança, caridade, obediência, humildade, piedade, celebração quotidiana da Eucaristia e Liturgia das Horas, devoção mariana…).

(É importante vincar a boa formação humana, porque só nessa é que se pode enxertar a cristã e a sacerdotal. É de lamentar que as “virtudes humanas, cristãs e sacerdotais” não incluam a capacidade de escuta e de diálogo, a criatividade e a ousadia.)

 

4. COMPORTAMENTO. Conduta moral, comportamento com as pessoas e no exercício do ministério sacerdotal, capacidade de estabelecer relações de amizade; relação com as Autoridades do Estado (respeito e autonomia).

(Mais do que “relações de amizade”, interessará a capacidade de estabelecer relações de proximidade com todas as pessoas, na diversidade das suas condições e de todos os meios sociais e culturais.

A “relação com as Autoridades do Estado” deve pautar-se essencialmente pela autonomia em relação a todas as lógicas de poder sempre na defesa dos mais pobres e desfavorecidos. O respeito e autonomia, habitualmente, não garante estima pública, pelo que esta pergunta fica em contradição com a nº 11. Poderiam acrescentar-se perguntas como: Manifesta profetismo e assertividade? Anuncia de modo claro a doutrina social da Igreja?)

 

5. PREPARAÇÃO CULTURAL. Competência e actualização nas ciências eclesiásticas; cultura geral, conhecimento e sensibilidade pelos problemas do nosso tempo; conhecimento de outras línguas; eventuais publicações de livros ou artigos dignos de menção.

(O “conhecimento e sensibilidade pelos problemas do nosso tempo” é importante, mas é pouco; interessa uma real capacidade e disposição para ler e entender a complexidade da realidade (ou seja, ter capacidade de leitura dos “sinais dos tempos”), assim como uma sensibilidade estética a todas as formas de expressão e de simbolização cultural e espiritual. Seria mais preciso saber, nas questões de cultura geral se, por exemplo, vai ao cinema, ao teatro, frequenta exposições…)

 

6. ORTODOXIA. Adesão convicta e leal à Doutrina e ao Magistério da Igreja. Em particular, tomada de posição do candidato face aos documentos da Santa Sé relativos ao Sacerdócio Ministerial, à ordenação sacerdotal de mulheres, ao matrimónio, à ética sexual e à justiça social. Fidelidade à genuína tradição eclesial e empenho na autêntica renovação promovida pelo Concílio Vaticano II e pelos ensinamentos pontifícios que se lhe seguiram.

(A verdadeira ortodoxia cristã, aquela a que se esperaria uma “adesão convicta” é o Evangelho de Jesus Cristo, em nenhum momento referido no documento. Em vez disso, salvaguarda-se (é disso que se trata, de uma atitude defensiva) aquilo que se prende com a manutenção da disciplina sacerdotal e da moral sexual e comportamental.

Tão pouco há ortodoxia e fidelidade ao Magistério sem capacidade crítica. Neste ponto, tal como no 7, devia ser avaliada a capacidade de reflexão teológica do candidato e de diálogo com os que pensam diferente, mesmo os “heterodoxos”.

Não se percebe o sublinhado que se dá à ordenação de mulheres e à ética sexual e não se dá o mesmo destaque a questões como a economia, a exploração dos mais fracos, à opção preferencial pelos mais pobres ou a proteção do ambiente.)

Concílio Vaticano I. Bispos. Igreja Católica

O Concílio Vaticano I (1870), numa representação pictórica: Não pode haver ortodoxia e fidelidade ao Magistério sem capacidade crítica. 

 

7. DISCIPLINA. Fidelidade e docilidade ao Santo Padre, à Santa Sé, à Hierarquia, estima e acolhimento do celibato sacerdotal como é proposto pelo Magistério Eclesiástico; respeito e observância das normas gerais e particulares sobre o culto divino e o hábito eclesiástico.

(Pressupõe-se um funcionalismo numa lógica de manutenção, sem margem de abertura à novidade do Espírito nem, por conseguinte, a uma atitude profética, que alie denúncia e anúncio no exercício de uma consciência informada pelos valores evangélicos.

Mais uma vez se sublinham aspectos acessórios, como o hábito eclesiástico, que muitos dos bispos recém-nomeados só começaram a usar depois de escolhidos; esquecem-se outros factores determinantes da fidelidade ao Papa como o comportamento carreirista ou o “cheiro a ovelha”…)

 

8. APTIDÕES E EXPERIÊNCIA PASTORAIS. Capacidade, experiência e resultados obtidos no ministério pastoral, evangelização e catequese, pregação e ensino (preparação, aptidão para falar em público), pastoral sacramental e litúrgica (especialmente na administração da Penitência e na celebração da Eucaristia); pastoral vocacional; sensibilidade missionária e espírito ecuménico; formação dos leigos para o apostolado (família, jovens, promoção e defesa dos direitos humanos, mundo do trabalho, da cultura, da informação); promoção e acção social, com particular aos pobres e mais desfavorecidos.

(A dimensão pastoral é muito valorizada neste pontificado do Papa Francisco. Fala-se, no entanto, de ministério pastoral, em que cabe tudo, e devia também mencionar-se a experiência paroquial, sobretudo para nomeação de um bispo diocesano.

Quanto a “resultados obtidos no ministério pastoral”, pretende-se valorizar o quê? A ousadia de caminhos inovadores?

A “preparação, aptidão para falar em público” – o poder de comunicação – não será o que mais interessa, pois deveria estar alicerçado na escuta, no diálogo e na proximidade, com uma linguagem nova, acessível e libertadora.

O pressuposto desta formulação é o de que os leigos, “os pobres e os desfavorecidos” são, apenas, destinatários de evangelização, de formação, dos sacramentos, de acção social… Não se valoriza o papel do bispo na promoção do protagonismo dos leigos e das leigas em processos participados de tomada de decisão, de evangelização, etc., com vista à transparência nas opções tomadas, nos processos, e nas finanças. Tão pouco se valoriza a capacidade de trabalhar em equipa.)

 

9. DOTES DE GOVERNO. Espírito de paternidade, de serviço, de iniciativa; capacidade de orientar, de diálogo, de suscitar e receber colaboração, de análise e programação, de decidir e actuar, de dirigir e acompanhar o trabalho de conjunto, estima pelo papel e a colaboração dos religiosos e dos leigos (homens e mulheres) e por uma justa comparticipação nas responsabilidades; interesse pelos problemas da Igreja universal e particular.

(Será possível encontrar um candidato que reúna todas estas qualidades?…

A capacidade de orientar deveria surgir necessariamente subordinada à capacidade de escutar, de se confrontar com a diversidade e de dialogar. Mais do que “estima pelo papel e a colaboração dos religiosos e dos leigos”, deveria desejar-se uma real promoção da participação (mais do que “colaboração”) dos leigos e das leigas.)

Caso o candidato tenha tratado acusações de abuso sexual de menores por parte de algum sacerdote, agiu sempre de modo adequado e justo em relação a todas as pessoas e os grupos envolvidos?

Surgiram críticas razoáveis (especialmente se foram públicas) sobre a inadequada actuação do candidato nos casos de acusações de abusos sexuais de menores? 

(Nesta pergunta, tal como na 10, deveria questionar-se se os candidatos são transparentes no exercício do governo e como lidam com as avaliações e as críticas. Na questão dos abusos deveria perguntar-se directamente se concordam com as orientações do Papa Francisco ou se resistem a elas. O inciso “especialmente se foram públicas” pode indiciar alguma resistência a tratar dos casos que apareçam, se eles se mantiverem ainda no âmbito privado…)

 

10. CAPACIDADE ADMINISTRATIVA. Respeito e bom uso dos bens da Igreja; habilidade e despacho na administração; sentido de justiça e espírito de desapego; disposição em procurar a colaboração de especialistas na matéria.

(Sublinhe-se a referência à “disposição em procurar a colaboração de especialistas na matéria”. Um bispo, como qualquer outra pessoa, não sabe de tudo, nem tem de saber de tudo, mas tem de ter a capacidade de rodear-se de bons conselheiros e assessores. E não deve ser alguém que ouça os especialistas para, depois, decidir sem ter tais opiniões em conta.)

 

11. ESTIMA PÚBLICA. Por parte dos sacerdotes, do povo e das autoridades.

(Se a resposta pretendida é a de que não têm estima pública, pode ser um bom critério. “Ai de vós se vos elogiarem…”, diz o Evangelho.)

 

12. JUÍZO GLOBAL. Sobre a personalidade do candidato e sobre a sua idoneidade para o Episcopado. Indicar, em caso positivo, se o candidato é mais idóneo para Bispo residencial ou Bispo auxiliar, e para que tipo de Diocese ele parece mais indicado (urbana, industrial, rural, importante, média, pequena…).

(Uma pergunta absurda: como é possível escolher alguém para bispo auxiliar? Ou tem perfil para bispo ou não. Tem de ter perfil para servir a Igreja onde for necessário como bispo. Também é lamentável classificar as dioceses em categorias como as referidas e que os bispos sejam ordenados para serem de 1ª, 2ª ou 3ª.)

 

13. OUTRAS EVENTUAIS INFORMAÇÕES.

Pede-se, por fim, a indicação de outras pessoas (sacerdotes, religiosos ou leigos) que conheçam bem o candidato e sejam dotados de critério, serenidade de juízo e capacidade de guardar confidencialidade. De cada pessoa indicar o nome completo, título, morada e contactos, mencionando em que qualidade, cargo e circunstância conheceu o candidato.

(Todo este questionário deixa muito a desejar e esquece um aspecto importantíssimo: “Pareceu-nos a nós e ao Espírito Santo…” Demasiado humano e pouco espiritual…)

 

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