Funeral do padre Mário Tavares esta segunda-feira em Câmara de Lobos

Padre Mário Tavares. Foto: Direitos reservados.
O padre Mário Tavares Figueira, da diocese do Funchal, morreu sábado, 6 de Junho, no Hospital Nélio Mendonça, na capital madeirense. Tinha 85 anos. A missa do funeral será celebrada na igreja paroquial do Estreito de Câmara de Lobos, nesta segunda-feira, 8, às 11h.
O padre Tavares chegou a ser deputado pela CDU na Assembleia Regional da Madeira em protesto contra o então bispo do Funchal, Teodoro de Faria, que comparara o padre Frederico Cunha, condenado em tribunal pelo homicídio de um jovem, a Jesus Cristo. Também o que considerava a conivência do bispo com o líder do Governo regional, Alberto João Jardim, o levou a candidatar-se.
Nascido no Estreito de Câmara de Lobos em 1934, Mário Tavares foi ordenado no em 1959. Trabalhou nas paróquias de Machico, Arco de São Jorge e Santo da Serra e foi também capelão militar na Guiné-Bissau entre 1965 e 1969, antes de voltar para pároco de São Tiago, até 1992, quando se candidatou a deputado, cargo que exerceu até 1996.
Edgar Silva, que foi padre e hoje é o líder do PCP-Madeira, recorda o “grande amigo” que se “identificou com a luta dos mais fracos e dos mais pobres”. E na página da Ribeira Seca no Facebook, onde é pároco Martins Júnior, que esteve suspenso de funções eclesiásticas até ao ano passado e era amigo de Mário Tavares, evoca-se “um dos homens mais puros e mais justos que esta terra conheceu”, com uma grande “inquietude frente às injustiças”.
Na nota publicada na página da diocese na internet, o actual bispo, Nuno Brás, diz que ele foi um padre que, “ao longo da sua vida, procurou defender o povo e trabalhar em favor da justiça”.
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