“A cada dia que passa, em Gaza, a violência, a fome e a desumanização infligidas à população civil pelo governo de Israel tornam-se mais depravadas e inconcebíveis. Em nome de Deus, clamo contra este ataque bárbaro à vida e à dignidade humanas.”
Assim abre uma declaração sobre Gaza do arcebispo Stephen Cottrell, que desempenha também, interinamente, a gestão corrente da Igreja de Inglaterra (Anglicana), publicada na quarta-feira. Para ele, o que o governo de Israel está a fazer “é uma mancha na consciência da comunidade internacional e uma violação flagrante do direito internacional humanitário”.
Para o arcebispo, a recente declaração emitida esta semana por 28 Estados, em que se condena a negação de ajuda e o assassinato desumano de civis em postos de socorro “é um sinal importante, ainda que há muito esperado, da crescente determinação internacional para pôr fim a esta guerra”.
Na sua declaração, o responsável anglicano congratula-se com o facto de esses países se dizerem preparados para tomar novas medidas. Mas alerta: “não há tempo a perder; é preciso agir agora para pôr fim a este ataque contínuo a Gaza, travar a construção de colonatos e a violência dos colonos na Cisjordânia e garantir a negociação para uma paz duradoura e justa”.
O arcebispo condenou igualmente o recente ataque mortal à igreja católica da Sagrada Família, na cidade de Gaza. Na declaração ele afirma que “não há desculpa para o bombardeio de locais de culto onde pessoas desesperadas se abrigam, ou de hospitais onde doentes e feridos são atendidos. Faço minhas as palavras do Papa Leão XIV e digo claramente que essa barbárie precisa de acabar”.
Por fim, Stephen Cottrell disse reiterar a condenação dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a exigência da libertação dos que ainda são mantidos reféns. “Deploramos qualquer ataque contra inocentes. Mas (…) esta guerra agora é uma guerra de agressão – é um pecado grave e tem de acabar”.










