
O Papa numa mesa de trabalho da primeira sessão do Sínodo, em 28 de outubro de 2023. Foto © Ricardo Perna
Já foi apresentada ao Papa a primeira versão do documento no qual se basearão os trabalhos da sessão de outubro do Sínodo sobre a Sinodalidade em Roma, o Instrumentum Laboris 2. Este será agora objeto de revisão e publicado nos primeiros dez dias de julho, depois da aprovação final de Francisco, anunciou a Secretaria Geral do Sínodo em comunicado de imprensa divulgado esta terça-feira, 25 de junho.
O novo documento surgiu na sequência de uma reunião de teólogos que decorreu de 4 a 14 de junho, e na qual foram analisados os relatórios recebidos pela Secretaria Geral, após a consulta às várias dioceses e comunidades católicas de todo o mundo. Desta resultaram relatórios de 108 conferências episcopais, de nove Igrejas Católicas orientais, da União Internacional dos Superiores Maiores e União Internacional das Superioras Gerais (USG-UISG), e ainda “mais de 200 observações de realidades internacionais, faculdades universitárias, associações de fiéis ou comunidades e pessoas particulares, além dos relatórios apresentados pelos párocos”.
O texto foi depois enviado a cerca de setenta pessoas – “sacerdotes, consagrados e consagradas, leigos, representantes de realidades eclesiais, teólogos, agentes pastorais e um número significativo de pastores” – de “várias sensibilidades eclesiais e de diferentes escolas teológicas”, refere a nota de imprensa.
“Queríamos realizar essa ampla consulta para permanecermos coerentes com o princípio da circularidade (o que vem das bases, volta para as bases) que animou todo o processo sinodal”, assinala o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo, citado no comunicado.
“Essa verificação do material elaborado à luz dos relatórios recebidos também pretende ser um exercício, por parte da Secretaria-Geral, da prestação de contas (accountability) que caracteriza a Igreja sinodal e que, tenho certeza, testemunhará a autenticidade do trabalho sinodal”, acrescenta.
Na manhã desta segunda-feira, 24, os membros do conselho foram então recebidos em audiência pelo Papa Francisco, que com eles discutiu a primeira versão do Instrumentum Laboris 2 e os “animou a continuarem o seu trabalho”. Foi já aprovado um esboço do programa para a próxima assembleia.
Os trabalhos deste ano, assinala ainda o comunicado, apesar da brevidade do tempo disponível, “ajudaram os fiéis a entender que este sínodo é sobre sinodalidade e “não sobre resolver este ou aquele problema, mas sobre entrar em uma dinâmica de conversão pastoral, de um estilo de ser e viver a missão da Igreja, confiando no apoio do Espírito Santo”.









