«O Senhor te abençoe e te guarde; te mostre a sua face e tenha misericórdia de ti; volva para ti o seu olhar e te dê a paz.» Foi com estas palavras da Escritura que o Papa Leão XIV abençoou, neste primeiro dia de 2026, os milhares de fieis que se concentraram para a oração do Ângelus, na Praça de S. Pedro, em Roma.
O dia 1 de janeiro é, de facto, celebrado, na Igreja Católica, e desde o tempo do Papa Paulo VI, em 1968, como o Dia Mundial da Paz – assinalado sempre com uma mensagem, este ano dedicada pelo Papa Leão ao tema Rumo a uma paz desarmada e desarmante. [ver 7MARGENS e também o texto integral do documento.]
Perante a multidão, o bispo de Roma convidou os presentes a rezar precisamente pela paz: “Em primeiro lugar, concretizou, pela paz entre as nações ensanguentadas por conflitos e miséria, mas também pela paz nos nossos lares, nas famílias feridas pela violência e pela dor.”
Na homilia da missa, o Papa havia já chamado a atenção para o modo como Deus assumiu, em Jesus, a condição de humano – ele que sendo “o criador das estrelas” bebeu do seio de uma mulher e, sendo pão, sentiu o que é ter fome. Apresentou-se na Terra “‘desarmado e desarmante’, nu e indefeso, como um recém-nascido no berço. Tudo isto para nos ensinar que o mundo não se salva afiando espadas, julgando, oprimindo ou eliminando os irmãos, mas sim esforçando-se incansavelmente por compreender, perdoar, libertar e acolher todos, sem cálculos nem medos”, frisou.
Recordando que Maria foi a primeira a sentir bater o coração de Cristo, Leão XIV notou que “o coração de Jesus bate por cada homem e cada mulher: por quem está preparado para o acolher, como os pastores, e por quem não o deseja, como Herodes”. “O seu coração não é indiferente àqueles que não têm coração para o próximo: pulsa pelos justos, para que perseverem na sua dedicação, e pelos injustos, para que mudem de vida e encontrem paz”, acrescentou.










