
Já é conhecido um primeiro calendário de eventos do Jubileu que a Igreja Católica vai celebrar em 2025 e que se inaugura na véspera de Natal deste ano, com o ato de abertura da Porta Santa da Basílica de S. Pedro, no Vaticano.
As iniciativas do ano jubilar são superiormente coordenadas pelo pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, o arcebispo Rino Fisichella e o respetivo site acaba de divulgar uma primeira lista de grandes eventos, o primeiro dos quais no final de janeiro de 2025, dedicado ao “mundo da comunicação”. Esse calendário relativo a eventos no ano de 2025 é o seguinte:
- Jubileu do Mundo da Comunicação (24 a 26 de janeiro)
- Jubileu das Forças Armadas, da Polícia e das Forças de Segurança (8-9 de fevereiro)
- Jubileu dos Artistas (16 a 18 de fevereiro)
- Jubileu dos Doentes e do Mundo da Saúde (5-6 de abril)
- Jubileu das Pessoas com Deficiência (28-30 de abril)
- Jubileu dos Adolescentes (25-27 de abril)
- Jubileu das Crianças (24-25 de maio)
- Jubileu dos Trabalhadores (1-4 de maio)
- Jubileu das Confrarias (16-18 de maio)
- Jubileu dos Movimentos, Associações e Novas Comunidades (7-8 de junho)
- Jubileu dos Seminaristas (23-24 de junho)
- Jubileu dos Sacerdotes (26-27 de junho)
- Jubileu das Bandas (22-23 de novembro de 2025)
- Jubileu dos Coros e Corais (22-23 de novembro).
Ao mesmo tempo, o site do Jubileu disponibiliza já a possibilidade de inscrição como peregrino ou como voluntário e a possibilidade de aquisição de um cartão de prestação de serviços de acolhimento, culturais e outros aos peregrinos, em condições vantajosas.
Segundo a Bíblia, o ano jubilar devia ser convocada a cada 50 anos, já que era o ano “extra”, a mais, que se vivia cada sete semanas de anos (cf. Lv 25,8-13). Como se refere no site, “ainda que fosse difícil de realizar, foi proposto como ocasião para restabelecer uma correta relação com Deus, entre as pessoas e com a criação, e implicava a remissão de dívidas, a restituição de terrenos arrendados e o repouso da terra”.
Bonifácio VIII proclamou o primeiro Jubileu em 1300, também chamado de “Ano Santo”, porque é um tempo no qual se experimenta que a santidade de Deus nos transforma. Segundo o site, a sua frequência mudou ao longo do tempo: no início era a cada 100 anos; passou para 50 anos em 1343 com Clemente VI e para 25 em 1470 com Paulo II. Também há jubileus “extraordinários”: por exemplo, em 1933 Pio XI quis recordar o aniversário da Redenção e em 2015 o Papa Francisco proclamou o Ano da Misericórdia. A forma de celebrar estes anos também foi diferente: na sua origem, fazia-se a visita às Basílicas romanas de São Pedro e São Paulo, portanto uma peregrinação, mais tarde foram-se acrescentando outros sinais, como a Porta Santa. Ao participar no Ano Santo, vive-se a indulgência plenária.









