No Japão, Papa pode falar de energia nuclear e o Governo pode não gostar
A visita do Papa Francisco ao Japão, para a qual o Papa parte nesta terça-feira, 19 de novembro (passando ainda primeiro na Tailândia), pode incluir temas sensíveis como a paz e a questão do uso de centrais nucleares como fontes de energia. Apesar de a viagem se centrar no simbolismo da sua visita a Hiroshima e Nagasaki, as duas únicas cidades que foram devastadas por ataques nucleares na história humana, aqueles dois pontos de discórdia com a atual orientação política do Japão podem não deixar de estar presentes.
A intenção do governo de Tóquio de recomeçar a produção de energia através do nuclear – ainda com a memória recente da tragédia de Fukushima em 2011, que terá provocado cerca de 1600 mortes – e as intenções do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de rever a constituição pacífica do Japão pós-guerra são as duas questões concretas que o Papa pode afrontar. Como refere Koichi Nakano, professor de Política na Universidade Sophia em Tóquio, em declarações ao National Catholic Reporter, “as prioridades políticas não estão necessariamente em acordo entre o Papa e o primeiro-ministro do Japão. Francisco estará no Japão entre sábado, 23, e terça-feira, 26.
[related_posts_by_tax format=”thumbnails” image_size=”medium” posts_per_page=”3″ title=”Artigos relacionados” exclude_terms=”49,193,194″]










