
A alegria de Sara Urbano reagindo à comunicação da nota. Foto © António Marujo/7MARGENS
Nota máxima: 20 valores. Foi essa a classificação atribuída a Sara dos Reis Urbano, mestranda de Design de Comunicação, na defesa que fez do seu projecto final de mestrado, centrado na reformulação gráfica do 7MARGENS.
A defesa da tese teve lugar na tarde desta quarta-feira, 18 de Dezembro, na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa (FA/UL). Perante um júri presidido pelo professor João Brandão, da FA/UL, com o professor da Universidade de Évora, Paulo Maldonado, como arguente, e a professora Teresa Olazabal Cabral como orientadora, Sara Urbano referiu-se ao seu trabalho como pretendendo “reformular a identidade visual do 7MARGENS, aplicada às diversas plataformas digitais” – site, redes sociais e newsletter. Ao mesmo tempo, a designer queria também ajudar à “compreensão do papel do design na comunicação do fenómeno religioso e espiritual”.
“Este projecto é para mim um motivo de orgulho e realização profissional e pessoal”, disse Sara Urbano ao 7MARGENS depois da prova. “Não só porque tive a oportunidade de utilizar os meus conhecimentos enquanto designer ao serviço de uma missão tão importante como a do 7MARGENS, mas também porque a nova imagem foi bem recebida pela redacção e pelos leitores.”

Sara Urbano no início da defesa da tese: o desafio de “criar um visual contemporâneo e actual”. Foto © António Marujo/7MARGENS
Quando há cerca de um ano iniciou o trabalho da tese, Sara Urbano teve dificuldade em encontrar literatura que relacionasse o design digital com a informação sobre religiões e espiritualidades. A mestranda tomou, no entanto, como referência alguma bibliografia existente para enquadrar a sua pesquisa, que passou também por entrevistas com três elementos da redacção do 7MARGENS, com o objectivo de criar um visual contemporâneo e actual que alterasse o grafismo existente, “pouco versátil”.
Para o novo símbolo, Sara Urbano partiu da ideia da diversidade religiosa e do propósito do 7MARGENS, de falar sobre tudo o que está na margem dos média tradicionais. Chegou a um conceito que mostra um balão de fala como na banda desenhada, traduzindo a ideia de “dar voz às margens”; o elemento das ondas completa o símbolo escolhido para o logotipo, para transmitir a ideia da “constante mutação” a que um jornal dá atenção.
Num segundo momento da sua apresentação, Sara Urbano revelou algumas das páginas principais do novo 7MARGENS: abertura, notícia, subcategorias, apresentação do jornal, newsletter diária e semanal, além as redes sociais.
“Não era tarefa fácil”

Uma das páginas reveladas por Sara Urbano durante a apresentação. Foto © António Marujo/7MARGENS
Sara Urbano referiu-se também aos encontros de leitores realizados em Outubro, no Porto, e em Novembro, em Lisboa, nos quais o novo projecto gráfico foi apresentado. “Foram vários os elogios ao modo como a designer, também presente no encontro, conseguiu captar e transmitir a essência do projecto e tornar a sua imagem mais actual e atractiva, sem romper com a identidade pré-existente”, referíamos na ocasião, resumindo os comentários feitos no encontro em Lisboa.
Ao arguir a tese, Paulo Maldonado reconheceu que cruzar as duas realidades – design e jornalismo focado na questão religiosa e espiritual – não era tarefa fácil, mas Sara Urbano tinha dado boa resposta à exigência. Elogiou a forma como a candidata pesquisou as ideias de margem e diálogo na busca do símbolo e do novo logotipo. Enalteceu também a “elevada simplicidade e técnica” conseguida e a forma como a mestranda validou “inteligentemente” a utilização do símbolo no título do 7Montes, projecto surgido do 7MARGENS e dedicado à região de Trás-os-Montes. Terminou questionando “que características particulares deve o design ter para dar resposta” a um tipo de cliente como este jornal.

A candidata com a sua orientadora, Tereza Olazabal Cabral; em segundo plano, o presidente do júri, João Brandão. Foto © António Marujo/7MARGENS
Sara Urbano considerou essencial ter tido as conversas que teve com a equipa do jornal e respondeu dizendo que foi fundamental conseguir “manter uma atitude muito empática com os objectivos e os temas no centro da atenção do jornal”. Tudo isso como forma de “criar pontes e chegar a um entendimento mútuo”, tendo também em conta os matizes do jornal, que exigem “uma abordagem mais sensível”, de forma a conseguir “uma imagem mais contemporânea, sem romper completamente com o que já existe”.
O presidente do júri, João Brandão, acrescentou ter gostado “muito” do trabalho, que está “muito claro” e é “muito fácil” de ler e entender, por estar “muito bem”, acrescentando que o novo desenho do 7MARGENS tem “imenso potencial para animação”.
A orientadora do trabalho, Teresa Cabral, fez alguns comentários elogiosos à simpatia e alegria como qualidades adicionais que também deveriam ser destacadas da personalidade da aluna, sublinhando que neste momento Sara Urbano é já uma designer de comunicação.
A agora mestre dizia ainda, depois da prova: “Este final de ciclo parece-me igualmente um início, não só para mim, mas também para o 7MARGENS.” É este reinício que, esperamos, todos os leitores poderão ver a partir de 7 de Janeiro, dia do sexto aniversário do jornal.

Depois da atribuição da nota, Sara Urbano com a sua orientadora, Tereza Olazabal Cabral, o arguente Paulo Maldonado (esqª) e o presidente do júri, João Brandão. Foto © António Marujo/7MARGENS
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