
Marcha contra a violência baseada no género na África do Sul. Os governos, “em vez de permitirem o direito à manifestação, não têm poupado esforços para o esmagar”. Foto © Alet Pretorius.
A Amnistia Internacional (AI) iniciou esta semana a campanha global “Protege a Liberdade”, que apoia e defende a liberdade de expressão e visa contrariar “a supressão da dissidência que tem vindo a ser praticada pelas autoridades governamentais de todo o mundo, da Rússia ao Sri Lanka, da França ao Senegal e do Irão à Nicarágua”.
De acordo com Agnès Callamard, secretária-geral da organização, “os movimentos Black Lives Matter, MeToo e os que são contra as alterações climáticas inspiraram milhões em todo o mundo a saírem às ruas e a atuarem para exigir justiça racial e climática, igualdade e meios de subsistência, o fim da violência e da discriminação de género. Noutros locais, milhares de pessoas não se calaram para fazerem face à violência, aos assassinatos policiais, à repressão e à opressão estatais”.
No entanto, os governos, “em vez de permitirem o direito à manifestação, não têm poupado esforços para o esmagar”, denuncia a responsável em comunicado enviado ao 7MARGENS. “É por isso que, enquanto maior organização de direitos humanos no mundo, escolhemos este momento para lançar esta campanha. É tempo de nos fazermos ouvir e lembrarmos aqueles que estão no poder dos nossos direitos inalienáveis à manifestação e à liberdade de expressão, e de exigirmos a mudança, de forma livre, coletiva e pública”, justifica.
Na nota à imprensa, a AI assinala ainda que “a pandemia de COVID-19 tem também sido um pretexto para vários países reprimirem a dissidência, impedindo o direito à manifestação”.
Todos aqueles que se identifiquem com esta causa são convidados a assinar as petições em curso no âmbito da campanha.










