
Roberta Metsola. Foto do site do PE
A esmagadora maioria dos 705 deputados do Parlamento Europeu escolheu esta terça-feira, 18 de janeiro, a maltesa Roberta Metsola como presidente daquele órgão legislativo da União, substituindo o socialista italiano David Sassoli, recentemente falecido.
Com 43 anos, feitos no dia da eleição, Metsola é a mais jovem presidente do Parlamento e a terceira mulher a exercer o cargo, depois de Simone Veil e de Nicole Fontaine, ambas de nacionalidade francesa. Pertence ao grupo do Partido Popular Europeu, a quem cabia a segunda parte do mandato de presidente, conforme acordado entre os dois maiores blocos partidários – socialistas e populares.
A nova presidente diz pretender contribuir para que o parlamento se ligue melhor com os cidadãos europeus. Mas o que os media mais destacam é o facto de ela votar habitualmente contra resoluções do Parlamento Europeu que facilitem o acesso das mulheres ao aborto seguro. Questionada na terça-feira sobre a sua posição, Metsola disse que estava vinculada à posição de Malta sobre o assunto. Malta é o único estado-membro da UE a proibir o aborto e as mulheres que o pratiquem podem enfrentar até três anos de prisão.
Na segunda-feira, 17, o Parlamento homenageou David Sassoli, o seu ex-presidente que, em circunstâncias normais teria terminado o seu mandato nesse dia. Muitos foram os que sublinharam os ideais de justiça social e solidariedade deste político, bem visíveis nomeadamente na presente pandemia. Muitos destacaram também a sua bondade, a sua humanidade e ideais, o seu comportamento exemplar e inclusivamente a sua fé cristã.
Roberta Metsola prometeu, no seu discurso depois de eleita, prosseguir a herança de Sassoli.










