Opinião
Opinião
[Brasil, Religião e Poder]
Nossa Senhora e as trincheiras da campanha eleitoral brasileira
A controvérsia em torno de Nossa Senhora Aparecida mostra a dificuldade, cada vez maior, do Estado brasileiro de separar a mediação jurídica das identidades políticas e religiosas que cercam seus protagonistas
[Entre Margens]
Mais males que Bem ou glorificação das desgraças?
Porque será que há tendência para dizer que acontecem mais males no mundo que coisas boas? O mundo vai bastante mal, mas serão mais as desgraças que as coisas boas que se fazem? Falar de desgraças e males será tendência dos jornais, televisão, rádio, redes sociais, romances, filmes para conseguir vender e interessar mais os leitores e espetadores? [Texto de Aires Gameiro].
[Entre Margens]
Moçambique não é uma fábrica de cadáveres
É domingo e, aos domingos, faltando cinco minutos para as doze horas e para a missa começar, o sino, pendurado numa das janelas da igreja retangular e cinzenta que se impõe à frente da minha casa, agita-se como se tivesse vida própria e solta um som estridente...
[Os dias da semana]
“Prezava a verdade”
Os futebolistas não são os únicos heróis destes dias. A França honrou Marc Bloch, levando-o, com a sua mulher Simonne Vidal, para o Panteão. A generalidade dos textos coincide em relação ao que caracteriza este homem: espírito brilhante, renovador da ciência histórica, intelectual comprometido, patriota, resistente, etc. [A crónica de Eduardo Jorge Madureira]
[Entre Margens]
O momento da decisão algorítmica: O limiar onde a moralidade institucional é cedida à máquina
Não houve deliberação. Houve cálculo. E é precisamente nesse intervalo – limpo, veloz, asséptico – que se joga uma das questões morais mais graves do nosso tempo, uma questão que não diz respeito às máquinas, mas àquilo que de nós lhes entregamos quando deixamos de querer decidir. [Texto de Ersun Augustinus Kayra].
[Arquipélago Jerusalém]
O budismo caviar
A indústria cultural devora os seus profetas com a voracidade de Saturno. Foi assim no S. João, no Porto, no Babell – festival literário que soa a Torre de Babel revisitada pela Livraria Lello e onde Byung-Chul Han ( ou Pyong-Chol Han ) protagonizou um episódio que merecia ser pintado por Hogarth, narrado por Camilo Castelo Branco, ou posto em filme por Wes Anderson. [Texto de Mendo Castro Henriques].
[Entre Margens]
Proximidade precisa-se
A proximidade é a linguagem do cristianismo. Não é um adorno da fé, nem uma categoria pastoral simpática. É a forma concreta como Deus escolheu entrar no mundo. Cristo é proximidade. Cura em proximidade, fala em proximidade, escuta em proximidade, olha em proximidade. [Texto de Dina Matos Ferreira].
[Entre Margens]
Ateísmo e crise ecológica
«A destruição niilista da natureza é o ateísmo posto em prática», escreveu o teólogo Jürgen Moltmann. Trata-se, acima de tudo, do ateísmo prático: a atitude que trata a natureza como simples recurso disponível, explorável sem limites, como se não houvera qualquer instância transcendente, perante a qual somos responsáveis. [Texto de Artur Morão].
[Entre Margens]
Porque é que, já agora, Roma não proíbe também muitos padres de pregar?
“Parece que Roma se incomoda com o termo “homilia”, reservado exclusivamente aos padres, mas não se incomoda com a má prática homilética de muitos deles, que muitas vezes se dirigem aos seus fiéis de forma apressada, sem qualquer calor humano, nem preparação.” [Texto de José Luis Ferrando]
[Entre Margens]
Mais males que Bem ou glorificação das desgraças?
Porque será que há tendência para dizer que acontecem mais males no mundo que coisas boas? O mundo vai bastante mal, mas serão mais as desgraças que as coisas boas que se fazem? Falar de desgraças e males será tendência dos jornais, televisão, rádio, redes sociais, romances, filmes para conseguir vender e interessar mais os leitores e espetadores? [Texto de Aires Gameiro].
[Entre Margens]
Moçambique não é uma fábrica de cadáveres
É domingo e, aos domingos, faltando cinco minutos para as doze horas e para a missa começar, o sino, pendurado numa das janelas da igreja retangular e cinzenta que se impõe à frente da minha casa, agita-se como se tivesse vida própria e solta um som estridente...
[Os dias da semana]
“Prezava a verdade”
Os futebolistas não são os únicos heróis destes dias. A França honrou Marc Bloch, levando-o, com a sua mulher Simonne Vidal, para o Panteão. A generalidade dos textos coincide em relação ao que caracteriza este homem: espírito brilhante, renovador da ciência histórica, intelectual comprometido, patriota, resistente, etc. [A crónica de Eduardo Jorge Madureira]
[Entre Margens]
O momento da decisão algorítmica: O limiar onde a moralidade institucional é cedida à máquina
Não houve deliberação. Houve cálculo. E é precisamente nesse intervalo – limpo, veloz, asséptico – que se joga uma das questões morais mais graves do nosso tempo, uma questão que não diz respeito às máquinas, mas àquilo que de nós lhes entregamos quando deixamos de querer decidir. [Texto de Ersun Augustinus Kayra].
[Arquipélago Jerusalém]
O budismo caviar
A indústria cultural devora os seus profetas com a voracidade de Saturno. Foi assim no S. João, no Porto, no Babell – festival literário que soa a Torre de Babel revisitada pela Livraria Lello e onde Byung-Chul Han ( ou Pyong-Chol Han ) protagonizou um episódio que merecia ser pintado por Hogarth, narrado por Camilo Castelo Branco, ou posto em filme por Wes Anderson. [Texto de Mendo Castro Henriques].
[Entre Margens]
Proximidade precisa-se
A proximidade é a linguagem do cristianismo. Não é um adorno da fé, nem uma categoria pastoral simpática. É a forma concreta como Deus escolheu entrar no mundo. Cristo é proximidade. Cura em proximidade, fala em proximidade, escuta em proximidade, olha em proximidade. [Texto de Dina Matos Ferreira].
[Entre Margens]
Ateísmo e crise ecológica
«A destruição niilista da natureza é o ateísmo posto em prática», escreveu o teólogo Jürgen Moltmann. Trata-se, acima de tudo, do ateísmo prático: a atitude que trata a natureza como simples recurso disponível, explorável sem limites, como se não houvera qualquer instância transcendente, perante a qual somos responsáveis. [Texto de Artur Morão].
[Entre Margens]
Porque é que, já agora, Roma não proíbe também muitos padres de pregar?
“Parece que Roma se incomoda com o termo “homilia”, reservado exclusivamente aos padres, mas não se incomoda com a má prática homilética de muitos deles, que muitas vezes se dirigem aos seus fiéis de forma apressada, sem qualquer calor humano, nem preparação.” [Texto de José Luis Ferrando]
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