
Migrantes continuam a perder a vida no Mediterrâneo. Foto © naeblys
O Papa Francisco condenou este domingo, no Vaticano as mortes de migrantes “às portas da Europa” e apelou às autoridades que façam prevalecer o diálogo sobre “qualquer tipo de instrumentalização” daqueles que enfrentam “perigos gravíssimos”.
Falando a partir da janela do apartamento pontifício após a oração do Ângelus, o Papa fez presentes nas suas palavras as crises que nos últimos dias se agravaram no Mediterrâneo, onde no dia 20 morreram pelo menos 75 pessoas, no Canal da Mancha, onde esta semana se registaram 27 mortos, e na fronteira polaca-bielorussa, onde se encontram famílias inteiras, incluindo crianças pequenas, no limiar da sobrevivência e onde também já morreram algumas pessoas.
Sobre os que tentam atravessar o Mediterrâneo, denunciou: “Tanta dor ao pensar neles. Dos que são repatriados para o Norte da África, capturados por traficantes, que os transformam em escravos: vendem as mulheres, torturam os homens…”
O Papa agradeceu a todas as instituições, “católicas e outras, especialmente as Cáritas nacionais e todos os que estão empenhados para aliviar estes sofrimentos” e dirigiu-se “aos migrantes que se encontram nestas situações de crise”, assegurando-lhes a sua proximidade.
Recordando que é preciso “rezar e fazer”, Francisco recordou que, no dia anterior, sábado, se encontrou com membros de associações e grupos de migrantes e de pessoas que, “em espírito de fraternidade, partilham a sua caminhada.










