
Na China, ainda é perigoso andar com Bíblias ou falar de Deus fora da supervisão do Estado. Foto © pixabay
O pregador Chang Hao, de uma igreja rural na cidade de Zhaotong, na China, foi detido na segunda semana de Abril, na sequência de uma rusga policial, noticiou o jornal Bitter Winter a 28 de Abril, citando a sua mulher, Enlin.
Hao dirige uma pequena igreja doméstica que não está registada no Movimento Patriótico das Três Autonomias, sancionada pelo Estado, que supervisiona os assuntos das igrejas protestantes no país.
Enlin contou à Bitter Winter que, durante a rusga de 14 de Abril, a polícia apreendeu Bíblias, livros cristãos e máscaras anti-COVID com versículos inscritos. As máscaras com versículos bíblicos que distribuiu tornaram-se populares na zona, mas os funcionários locais do Partido Comunista Chinês consideraram o seu activismo “perturbador”, alegou, citado pela UCA News.
Segundo ela, a polícia recusou-se a permitir que a família e o seu advogado se encontrassem com Hao desde a sua detenção. “No dia 20 de Abril, nós e o nosso advogado quisemos ir ao Centro de Detenção de Zhenxiong para nos encontrarmos com o meu marido, mas disseram-nos que não era possível, pelo que nos dirigimos ao Gabinete de Segurança Pública de Zhenxiong para apresentar uma petição e perguntar o que tinha acontecido a Chang Hao. Disseram-nos que ele tinha estado em detenção administrativa durante oito dias”, contou.
“Não sei onde está agora o meu marido, se está bem e saudável ou não, e não sabemos o que fazer agora, por isso só podemos pedir a vossa ajuda para rezar”, suplicou.









