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A prisioneira nº 70072 de Auschwitz que o Papa beijou

Lidia Maksymowicz tinha 3 anos

A prisioneira nº 70072 de Auschwitz que o Papa beijou

O seu nome é Lidia Maksymowicz, mas durante muito tempo foi chamada pelo número 70072, que lhe tatuaram assim que entrou em Birkenau, um dos campos de concentração de Auschwitz, quando era ainda criança. Quase 80 anos depois, Lidia assistiu esta quarta-feira, 26 de maio, à audiência geral do Papa e no final teve oportunidade de falar com ele. Francisco, comovido, beijou-lhe o braço, precisamente sobre a marca da violência a que foi sujeita pelo regime nazi.

Auschwitz, 75 anos: uma visão do inferno

Auschwitz, 75 anos: uma visão do inferno

O campo da morte de Auschwitz foi libertado há 75 anos. Alguns sobreviventes do Holocausto ainda nos puderam narrar o que lá sofreram, antes de serem libertados pelos militares soviéticos, em 27 de janeiro de 1945. Tratou-se de um indescritível inferno, um lugar onde toda a esperança morria ao nele se entrar. Onde cada uma das vítimas foi reduzida a um número, tatuado no braço. Dizia-se então, quando se entrava através de um portão com a frase “o trabalho liberta”, que de lá só se podia sair através do fumo de uma chaminé.

Bispos alemães assinalam em Auschwitz 80 anos do início da II Guerra

Bispos alemães assinalam em Auschwitz 80 anos do início da II Guerra

O arcebispo Ludwig Schick, de Bamberg, na Baviera (Alemanha), presidiu a uma missa nas antigas barracas do campo de concentração de Auschwitz (Polónia), em memória do padre Maximiliano Kolbe, que morreu no campo e dos 80 anos da invasão da Polónia e do início da II Guerra Mundial, que se assinalam no próximo domingo, 1 de Setembro.

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