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Esfregar sal na ferida

Esfregar sal na ferida

Tenho-me perguntado muitas vezes o que estará na origem da escolha do pior horror nazi como termo de comparação para o que Israel – ou o governo de Netanyahu – está a fazer em Gaza. De onde vem esta facilidade (talvez até: este prazer?) em dizer “Holocausto” quando falamos dos crimes cometidos por Israel? — uma reflexão de Helena Araújo

França: atos antissemitas quase quadruplicam num ano

Ataque do Hamas foi catalisador

França: atos antissemitas quase quadruplicam num ano

O ano de 2023 registou quase o quadruplo de atos antissemitas registados no ano anterior em França, apontou o Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França. Muitos destes atos foram registados em contexto escolar. O 7 de outubro, dia dos ataques do Hamas contra Israel, foi um “catalisador do ódio”.

Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!

Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!

A violência inominável com que as forças armadas israelitas têm levado a cabo o extermínio do povo palestino que habitava Gaza não tem paralelo com qualquer outra guerra contemporânea. A teoria que suporta o genocídio em curso é conhecida e há muito que foi desenvolvida nas altas esferas militares israelitas. Nunca se pensou que pudesse ser levada a cabo. Está a acontecer.

Últimos dois grandes hospitais a funcionar em Gaza arriscam “colapso total”

Cruz Vermelha alerta

Últimos dois grandes hospitais a funcionar em Gaza arriscam “colapso total”

Não é uma novidade: desde 7 de outubro que os serviços de saúde na Faixa de Gaza têm vindo a lutar com dificuldades cada vez maiores. Mas chegou o ponto em que apenas dois grandes hospitais da região “sobrevivem” e estão, eles próprios, “no meio das atuais hostilidades”. Se não forem tomadas “ações concretas urgentes” para preservar o acesso a cuidados médicos vitais e de emergência, estes entrarão em “colapso total” e “o mundo testemunhará incontáveis milhares de mortes evitáveis”, alerta o Comité Internacional da Cruz Vermelha, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 25 de janeiro.

Jovem israelita objetor de consciência é preso pela segunda vez e insiste: “Não há solução militar para o conflito”

Tal Mitnick

Jovem israelita objetor de consciência é preso pela segunda vez e insiste: “Não há solução militar para o conflito”

Passou 30 dias numa prisão militar israelita por ter recusado juntar-se ao exército e combater contra os palestinianos, foi libertado na quinta-feira passada, e esta terça, 23, voltou a ser preso… por manter a sua recusa. Para Tal Mitnick, o mês na prisão só veio reforçar aquilo que já antes pensava: “acredito que não há solução militar para este conflito. Eu sou um pacifista”, diz.

Gato por lebre

Gato por lebre

Foi Churchill quem escreveu, em 1933, a propósito do genocídio arménio “a História procurará em vão a palavra Arménia”.  Exprimia assim a sua decepção com o Tratado de Lausanne que, ao firmar a paz com a Turquia, diplomaticamente apagara a referência a esse que foi o primeiro Holocausto do século XX. Decepção não apenas com o texto do Tratado, mas com o manto de esquecimento propositadamente vertido sobre a História em nome de cínicos interesses comerciais e geopolíticos. [Texto de Luís Soares Barbosa]

Esfregar sal na ferida

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Tenho-me perguntado muitas vezes o que estará na origem da escolha do pior horror nazi como termo de comparação para o que Israel – ou o governo de Netanyahu – está a fazer em Gaza. De onde vem esta facilidade (talvez até: este prazer?) em dizer “Holocausto” quando falamos dos crimes cometidos por Israel? — uma reflexão de Helena Araújo

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O ano de 2023 registou quase o quadruplo de atos antissemitas registados no ano anterior em França, apontou o Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França. Muitos destes atos foram registados em contexto escolar. O 7 de outubro, dia dos ataques do Hamas contra Israel, foi um “catalisador do ódio”.

Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!

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Últimas Notícias

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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