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O resgate do silêncio

O silêncio permite escutar. Escutar o interior, escutar o outro e até o meio envolvente. Relembro com alguma saudade os tempos de quarentena da pandemia quando abrir a janela significava silêncio e contemplação. Ou quando a ausência do ruído citadino trouxe a fauna de volta ao seu habitat. Mas foi-nos ensinado que o silêncio é sinónimo de solidão. No entanto, para quem a enfrenta no meio da multidão, a ausência de sonoridade é a salvação da alma. E finalmente, quando o silêncio é encontrado, a nossa alma pode gritar o que lhe faz doer.

Da ortodoxia à piedade

Creio que de alguma forma já nos deparámos com uma religião fria e vazia. Para os que assistiram a períodos de reavivamento espiritual há uma lembrança dos tempos sérios da devoção. Para outros, a devoção dos antigos chegou em forma de uma tradição, marcada por rituais muitas vezes sem significado espiritual. Nós, provavelmente, nos enquadramos numa ou noutra categoria.

Viver no ritmo certo

Enquanto pensava no que iria escrever este mês, havia uma palavra que não saía da minha mente: “descanso”. Obtive a confirmação desta quando, por coincidência ou não, este foi o tema escolhido pela Aliança Evangélica Europeia para a sua semana universal de oração, realizada de 9 a 16 de janeiro de 2022. Os líderes evangélicos apelam a que todos possam viver no ritmo de Deus porque estamos a ser engolidos por uma onda de homens e mulheres sobrecarregados, completamente esgotados e sem força para lutar mais pela vida.

O Natal, a família de Jesus e a cultura da imperfeição

A propósito do Natal gostaria de refletir sobre a nossa capacidade de aceitar o outro tal como ele é. No capítulo 1 do evangelho segundo Mateus, é-nos descrita a genealogia de Jesus; chamo a atenção para três nomes: Tamar, Raabe e Rute. Se já seria escandaloso encontrar nomes de mulheres numa genealogia no primeiro século, o pano ainda fica mais manchado com a história destas mulheres.

O resgate do silêncio

O silêncio permite escutar. Escutar o interior, escutar o outro e até o meio envolvente. Relembro com alguma saudade os tempos de quarentena da pandemia quando abrir a janela significava silêncio e contemplação. Ou quando a ausência do ruído citadino trouxe a fauna de volta ao seu habitat. Mas foi-nos ensinado que o silêncio é sinónimo de solidão. No entanto, para quem a enfrenta no meio da multidão, a ausência de sonoridade é a salvação da alma. E finalmente, quando o silêncio é encontrado, a nossa alma pode gritar o que lhe faz doer.

Da ortodoxia à piedade

Creio que de alguma forma já nos deparámos com uma religião fria e vazia. Para os que assistiram a períodos de reavivamento espiritual há uma lembrança dos tempos sérios da devoção. Para outros, a devoção dos antigos chegou em forma de uma tradição, marcada por rituais muitas vezes sem significado espiritual. Nós, provavelmente, nos enquadramos numa ou noutra categoria.

Viver no ritmo certo

Enquanto pensava no que iria escrever este mês, havia uma palavra que não saía da minha mente: “descanso”. Obtive a confirmação desta quando, por coincidência ou não, este foi o tema escolhido pela Aliança Evangélica Europeia para a sua semana universal de oração, realizada de 9 a 16 de janeiro de 2022. Os líderes evangélicos apelam a que todos possam viver no ritmo de Deus porque estamos a ser engolidos por uma onda de homens e mulheres sobrecarregados, completamente esgotados e sem força para lutar mais pela vida.

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Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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