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Afinal, há mais 20 poemas inéditos de Frei Agostinho da Cruz

Missa encerra comemorações

Afinal, há mais 20 poemas inéditos de Frei Agostinho da Cruz

A publicação de vinte poemas inéditos atribuídos a frei Agostinho da Cruz marca o encerramento das comemorações dos 400 anos da morte e 480 do nascimento do poeta da Arrábida, que se assinala neste sábado, 17 de Julho, em Azeitão, com a celebração de uma missa presidida pelo bispo de Setúbal, D. José Ornelas, na Igreja de São Lourenço.

Fr. Agostinho da Cruz, professor da liberdade (e o seu último poema, quase “inédito”)

Fr. Agostinho da Cruz, professor da liberdade (e o seu último poema, quase “inédito”)

Da leitura dos poemas de Frei Agostinho da Cruz, nascido no dia 3 de Maio de 1540 (faz 480 anos), na vila de Ponte da Barca, nunca saímos de mãos vazias. Ao lê-lo, esquecemos que a sua linguagem tem mais de quatrocentos anos. Trata-se de um poeta cuja actualidade se torna patente a cada hora de convívio. Não se limitou a revestir de beleza artificial os lugares comuns do seu tempo. Confrontamo-nos com um ser que se expôs em cada linha, na sua biografia tumultuosa, cheia de “guerras” e de desilusões.

Apesar de tudo, a liberdade

Apesar de tudo, a liberdade

Sinto a doença à minha volta e à volta dos meus. E, nesta reclusão involuntária, lembro-me de Trujillo e de suas altas torres. Não de todas, mas de uma que, na sua delgada altivez, se assumiu como mirante.

Frei Agostinho da Cruz, um poeta da liberdade em tempos de Inquisição

Frei Agostinho da Cruz, um poeta da liberdade em tempos de Inquisição

“Poeta da liberdade”, que “obriga a pensar o que somos”, viveu em tempos de Inquisição, quando as pessoas com uma visão demasiado autónoma “não eram muito bem vistas”. Uma Antologia Poética de frei Agostinho da Cruz, que morreu há 400 anos, será apresentada esta sexta, 14 de Junho, numa sessão em que Teresa Salgueiro interpretará músicas com poemas do frade arrábido.

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Fr. Agostinho da Cruz, professor da liberdade (e o seu último poema, quase “inédito”)

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