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Bartolomeu dos Mártires: um novo santo grande evangelizador, modelo de bispo e opositor da Inquisição

Bartolomeu dos Mártires: um novo santo grande evangelizador, modelo de bispo e opositor da Inquisição

E se Bartolomeu dos Mártires vier a ser, depois de canonizado, um doutro da Igreja? Há quem pense que esse é o caminho natural para o “grande sábio” que neste domingo, em Braga, viu o seu nome formalmente inscrito no livro dos santos católicos. Um bispo modelo de “grande evangelizador e pastor”, disse o Papa Francisco, que se opôs à Inquisição e aos seus métodos infamantes.

As razões políticas que atrasaram a canonização de Bartolomeu dos Mártires

As razões políticas que atrasaram a canonização de Bartolomeu dos Mártires

O processo de canonização de frei Bartolomeu dos Mártires, que quando morreu era já conhecido como arcebispo santo, demorou mais de quatro séculos também por razões políticas: o bispo conciliar era suspeito de simpatizar com o rei de Espanha (os seus últimos dez anos de vida coincidem com a ocupação do trono português pela dinastia filipina), o que não seria verdade. Por isso, a causa foi protelada no início e continuaria a sê-lo com o Marquês de Pombal, que proibiu as obras do arcebispo.

“Os Ilustríssimos e Reverendíssimos Cardeais hão mister ~ua ilustríssima e reverendíssima reformação.” (Documento)

“Os Ilustríssimos e Reverendíssimos Cardeais hão mister ~ua ilustríssima e reverendíssima reformação.” (Documento)

Numa intervenção no Concílio de Trento, em 1562, frei Bartolomeu dos Mártires exprimiu a opinião de que, para concretizar a reforma da Igreja, era necessária a reforma do estilo de vida e missão dos cardeais. A sua frase “Os Ilustríssimos e Reverendíssimos Cardeais hão mister de uma ilustríssima e reverendíssima reformação” ficou célebre. É esse episódio que Frei Luís de Sousa conta, no Capítulo X de A Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires, que leva o título “Das pregações que o Arcebispo ordenou esta Quaresma, e da instância que fez por que se tratasse da reformação pessoal do clero, e da liberdade com que votou nela.”

Bartolomeu dos Mártires, novo santo português, “apaixonado pela reforma da Igreja”

Bartolomeu dos Mártires, novo santo português, “apaixonado pela reforma da Igreja”

Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga no século XVI, “era um apaixonado pela reforma da Igreja” e o anúncio da sua canonização, com dispensa de milagre, traduz uma “grande alegria” para Braga, de cuja diocese foi arcebispo e para o país. A 10 de Novembro, será lido em Braga o decreto de canonização, única cerimónia prevista para assinalar o facto.

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Numa intervenção no Concílio de Trento, em 1562, frei Bartolomeu dos Mártires exprimiu a opinião de que, para concretizar a reforma da Igreja, era necessária a reforma do estilo de vida e missão dos cardeais. A sua frase “Os Ilustríssimos e Reverendíssimos Cardeais hão mister de uma ilustríssima e reverendíssima reformação” ficou célebre. É esse episódio que Frei Luís de Sousa conta, no Capítulo X de A Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires, que leva o título “Das pregações que o Arcebispo ordenou esta Quaresma, e da instância que fez por que se tratasse da reformação pessoal do clero, e da liberdade com que votou nela.”

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