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Representante dos sobreviventes de Nagasaki solidário com a Ucrânia

Nos 77 anos do ataque atómico

Representante dos sobreviventes de Nagasaki solidário com a Ucrânia

“Apelo a todos os membros” do Parlamento japonês, “bem como aos membros dos conselhos municipais e provinciais” para que se “encontrem com os hibakusha (sobreviventes da bomba atómica), ouçam como eles sofreram, aprendam a verdade sobre o bombardeio atómico e transmitam o que aprenderem ao mundo”, escreve, numa carta lida nas cerimónias dos 77 anos do ataque atómico sobre Nagasaki, por um dos seus sobreviventes, Takashi Miyata.

Quarta, 16, 12h29: sinos e silêncio nos 80 anos do teste da bomba atómica

75 anos de Hiroshima: “Água, quero água.” E o relógio do padre Arrupe parou para sempre nas 8h15  

A tragédia de Hiroshima, de que neste dia 6 de Agosto de 2020 se assinala o 75º aniversário (e de Nagasaqui, três dias depois), foi vivida na primeira pessoa pelo padre Pedro Arrupe, que viria a ser geral dos jesuítas. O seu relógio parou na hora da explosão. “Não é uma recordação, é uma vivência perpétua fora da história, que não acontece sem o seu tiquetaque. O ponteiro parou e Hiroshima deteve-se, cravada no nosso espírito”, escreveria ele.

75 anos da bomba atómica: Nuclear não é “fantasma do passado”, alertam bispos católicos e protestantes

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Já passaram 75 anos sobre os bombardeamentos atómicos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos a 6 e 9 de agosto de 1945, mas “a guerra nuclear e o uso de armas semelhantes como dissuasão não são fantasmas do passado”, evidenciam a Comissão Episcopal Alemã para a Justiça e a Paz e o Conselho das Igrejas Ecuménicas na Alemanha num comunicado conjunto. Também no Japão, nos EUA, e um pouco por todo o mundo, os responsáveis pelas Igrejas revelam receios face às ameaças de destruição e apelam à abolição definitiva do armamento nuclear.

Quarta, 16, 12h29: sinos e silêncio nos 80 anos do teste da bomba atómica

Igrejas renovam apelo à abolição da energia nuclear

A poucos dias do 75º aniversário dos ataques de Hiroshima e Nagasaki, o Conselho Mundial de Igrejas lançou esta segunda-feira, 20 de julho, um novo apelo “por um mundo livre de armas nucleares”. Também os bispos do Japão renovaram o seu apelo, reeditando um livro, agora com tradução em inglês e disponível para download online, no qual apresentam os motivos teológicos e éticos de sua oposição convicta ao uso da energia nuclear como fonte de energia.

Usar a energia atómica para a guerra é imoral, diz o Papa

Usar a energia atómica para a guerra é imoral, diz o Papa

“Aqueles que vos atiraram a bomba atómica fizeram algo monstruoso. Por isso, quero repetir esta verdade: usar a energia atómica para a guerra é imoral.” Estas foram as palavras do Papa Francisco à estação televisiva KTN de Nagasaki, cinquenta dias antes da sua visita ao Japão e, especialmente, às cidades de Hiroshima e Nagasaki.

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A tragédia de Hiroshima, de que neste dia 6 de Agosto de 2020 se assinala o 75º aniversário (e de Nagasaqui, três dias depois), foi vivida na primeira pessoa pelo padre Pedro Arrupe, que viria a ser geral dos jesuítas. O seu relógio parou na hora da explosão. “Não é uma recordação, é uma vivência perpétua fora da história, que não acontece sem o seu tiquetaque. O ponteiro parou e Hiroshima deteve-se, cravada no nosso espírito”, escreveria ele.

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