As armas nucleares “ofendem a nossa humanidade partilhada” e “atraiçoam a dignidade da criação, cuja harmonia estamos chamados a defender”, escreveu o Papa Leão XIV na carta que enviou ao arcebispo de Hiroshima, Alexis Mitsuru Shirahama.
80º aniversário de Hiroshima
Leão XIV: “As armas nucleares ofendem a nossa humanidade humana”As armas nucleares “ofendem a nossa humanidade partilhada” e “atraiçoam a dignidade da criação, cuja harmonia estamos chamados a defender”, escreveu o Papa Leão XIV na carta que enviou ao arcebispo de Hiroshima, Alexis Mitsuru Shirahama.
Uma vigília que pode ser replicada
Quarta, 16, 12h29: sinos e silêncio nos 80 anos do teste da bomba atómicaQuando forem 5h29 (12h29 em Portugal) desta quarta-feira, 16 de julho, nos Estados Unidos, os sinos das igrejas, em particular do Novo México, vão repicar e muitas pessoas irão rezar, em lembrança do teste nuclear que inaugurou a era da guerra atómica. Também em Portugal e na Europa as pessoas se podem associar ao momento.
Nos 77 anos do ataque atómico
Representante dos sobreviventes de Nagasaki solidário com a Ucrânia“Apelo a todos os membros” do Parlamento japonês, “bem como aos membros dos conselhos municipais e provinciais” para que se “encontrem com os hibakusha (sobreviventes da bomba atómica), ouçam como eles sofreram, aprendam a verdade sobre o bombardeio atómico e transmitam o que aprenderem ao mundo”, escreve, numa carta lida nas cerimónias dos 77 anos do ataque atómico sobre Nagasaki, por um dos seus sobreviventes, Takashi Miyata.
A tragédia de Hiroshima, de que neste dia 6 de Agosto de 2020 se assinala o 75º aniversário (e de Nagasaqui, três dias depois), foi vivida na primeira pessoa pelo padre Pedro Arrupe, que viria a ser geral dos jesuítas. O seu relógio parou na hora da explosão. “Não é uma recordação, é uma vivência perpétua fora da história, que não acontece sem o seu tiquetaque. O ponteiro parou e Hiroshima deteve-se, cravada no nosso espírito”, escreveria ele.
Já passaram 75 anos sobre os bombardeamentos atómicos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos a 6 e 9 de agosto de 1945, mas “a guerra nuclear e o uso de armas semelhantes como dissuasão não são fantasmas do passado”, evidenciam a Comissão Episcopal Alemã para a Justiça e a Paz e o Conselho das Igrejas Ecuménicas na Alemanha num comunicado conjunto. Também no Japão, nos EUA, e um pouco por todo o mundo, os responsáveis pelas Igrejas revelam receios face às ameaças de destruição e apelam à abolição definitiva do armamento nuclear.
A poucos dias do 75º aniversário dos ataques de Hiroshima e Nagasaki, o Conselho Mundial de Igrejas lançou esta segunda-feira, 20 de julho, um novo apelo “por um mundo livre de armas nucleares”. Também os bispos do Japão renovaram o seu apelo, reeditando um livro, agora com tradução em inglês e disponível para download online, no qual apresentam os motivos teológicos e éticos de sua oposição convicta ao uso da energia nuclear como fonte de energia.
Esta Páscoa está a ser marcada pela “passagem” de muitos. Os anónimos e outros, cujo legado singular celebramos. O compositor polaco Krzysztof Penderecki (1933-2020) morreu num domingo, no passado 29 março, na cidade polaca de Carcóvia, com a idade de 86, depois de doença prolongada.
“Aqueles que vos atiraram a bomba atómica fizeram algo monstruoso. Por isso, quero repetir esta verdade: usar a energia atómica para a guerra é imoral.” Estas foram as palavras do Papa Francisco à estação televisiva KTN de Nagasaki, cinquenta dias antes da sua visita ao Japão e, especialmente, às cidades de Hiroshima e Nagasaki.
80º aniversário de Hiroshima
Leão XIV: “As armas nucleares ofendem a nossa humanidade humana”As armas nucleares “ofendem a nossa humanidade partilhada” e “atraiçoam a dignidade da criação, cuja harmonia estamos chamados a defender”, escreveu o Papa Leão XIV na carta que enviou ao arcebispo de Hiroshima, Alexis Mitsuru Shirahama.
Uma vigília que pode ser replicada
Quarta, 16, 12h29: sinos e silêncio nos 80 anos do teste da bomba atómicaQuando forem 5h29 (12h29 em Portugal) desta quarta-feira, 16 de julho, nos Estados Unidos, os sinos das igrejas, em particular do Novo México, vão repicar e muitas pessoas irão rezar, em lembrança do teste nuclear que inaugurou a era da guerra atómica. Também em Portugal e na Europa as pessoas se podem associar ao momento.
Nos 77 anos do ataque atómico
Representante dos sobreviventes de Nagasaki solidário com a Ucrânia“Apelo a todos os membros” do Parlamento japonês, “bem como aos membros dos conselhos municipais e provinciais” para que se “encontrem com os hibakusha (sobreviventes da bomba atómica), ouçam como eles sofreram, aprendam a verdade sobre o bombardeio atómico e transmitam o que aprenderem ao mundo”, escreve, numa carta lida nas cerimónias dos 77 anos do ataque atómico sobre Nagasaki, por um dos seus sobreviventes, Takashi Miyata.
A tragédia de Hiroshima, de que neste dia 6 de Agosto de 2020 se assinala o 75º aniversário (e de Nagasaqui, três dias depois), foi vivida na primeira pessoa pelo padre Pedro Arrupe, que viria a ser geral dos jesuítas. O seu relógio parou na hora da explosão. “Não é uma recordação, é uma vivência perpétua fora da história, que não acontece sem o seu tiquetaque. O ponteiro parou e Hiroshima deteve-se, cravada no nosso espírito”, escreveria ele.
Já passaram 75 anos sobre os bombardeamentos atómicos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos a 6 e 9 de agosto de 1945, mas “a guerra nuclear e o uso de armas semelhantes como dissuasão não são fantasmas do passado”, evidenciam a Comissão Episcopal Alemã para a Justiça e a Paz e o Conselho das Igrejas Ecuménicas na Alemanha num comunicado conjunto. Também no Japão, nos EUA, e um pouco por todo o mundo, os responsáveis pelas Igrejas revelam receios face às ameaças de destruição e apelam à abolição definitiva do armamento nuclear.
A poucos dias do 75º aniversário dos ataques de Hiroshima e Nagasaki, o Conselho Mundial de Igrejas lançou esta segunda-feira, 20 de julho, um novo apelo “por um mundo livre de armas nucleares”. Também os bispos do Japão renovaram o seu apelo, reeditando um livro, agora com tradução em inglês e disponível para download online, no qual apresentam os motivos teológicos e éticos de sua oposição convicta ao uso da energia nuclear como fonte de energia.
Esta Páscoa está a ser marcada pela “passagem” de muitos. Os anónimos e outros, cujo legado singular celebramos. O compositor polaco Krzysztof Penderecki (1933-2020) morreu num domingo, no passado 29 março, na cidade polaca de Carcóvia, com a idade de 86, depois de doença prolongada.
“Aqueles que vos atiraram a bomba atómica fizeram algo monstruoso. Por isso, quero repetir esta verdade: usar a energia atómica para a guerra é imoral.” Estas foram as palavras do Papa Francisco à estação televisiva KTN de Nagasaki, cinquenta dias antes da sua visita ao Japão e, especialmente, às cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Livro em cinco línguas
“Diário Privado do Papa Francisco” revelado em novembro novidadeEm italiano, francês, espanhol, inglês e português: é nestas cinco línguas, para 94 países, que será editado a 24 de novembro o diário do Papa Francisco, anotado pelo cardeal Víctor Manuel Fernández, pela Editora do Vaticano.
Testemunho
O hinduísmo do meu pai, Narana Coissoró, e as minhas raízes novidadeNarana Coissoró (3/10/1931-29/098/2026), antigo professor universitário e deputado do CDS, hindu, no Templo de Shree Mangesh (Goa, Índia). Foto do arquivo da família.
[Metáforas vivas]
Das cantigas de amigo à vinha novidadeEste texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.
[Entre Margens]
Jesus salva-nos de nós mesmos novidadeUma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].
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