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Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Nada é verdade, tudo é possível?

[Crónica da Europa]

Nada é verdade, tudo é possível?

Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

A tragicomédia vem de dentro

[Crónica da Europa]

A tragicomédia vem de dentro

Os próximos dias serão decisivos não apenas para a Gronelândia e para a Dinamarca, mas para a União Europeia, a NATO e para a Ucrânia. A Europa está ameaçada por  uma guerra em duas frentes. A razão é conhecida: Trump fala abertamente da anexação da Gronelândia, justificando-a como uma necessidade de segurança para os Estados Unidos e para a própria Aliança Atlântica. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Bom Ano Novo

[Crónica da Europa]

Bom Ano Novo

Logo na primeira página, em letra infantil e esforçada mas de boa qualidade, lê-se, num tom que a sociologia marxista designaria por “clerical-fascista”: “Respeitai as autoridades!” O texto vinha num tom solene e definitivo: o pai mandava em casa, o professor mandava na escola, e aos filhos e alunos competia amar, respeitar e obedecer. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Luis Martínez, um homem vulgar

[Crónica da Europa]

Luis Martínez, um homem vulgar

A mudança de regime que se avizinha na Venezuela de 2025 resulta do embate entre duas ficções políticas violentas, a venezuelana e a norte-americana, ambas fabricadas no topo do poder. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

[Crónica da Europa]

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

A hesitação europeia tem um preço terrível. Se a Ucrânia cair por falta de financiamento, a guerra não acaba — mudará de fronteira. Surgirá uma nova linha de confronto, talvez na Polónia, como alertou o primeiro ministro Tusk, talvez nos países Bálticos. E então vem a pergunta : os europeus querem voltar aos anos 30, ao avanço por etapas do agressor? [Crónica de Mendo Castro Henriques].

Muito a fazer em era de pós-verdade

[Crónica da Europa]

Muito a fazer em era de pós-verdade

Vivemos numa era de pós-verdade. Isso não significa que os políticos europeus mintam mais do que no passado. A mentira sempre existiu na política, do absolutismo à propaganda moderna. O que mudou é mais profundo: a própria verdade passou a ser sentida como opressiva por vastos setores da população. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Terá sido Friedrich Nietzsche quem escreveu que, uma vez resolvido o problema da sobrevivência, a humanidade confronta-se com o problema da supervivência, ou seja: que sentido tem isto tudo? A pergunta agarra-nos pois vivemos entre o excesso e a fadiga — excesso de estímulos, fadiga de sentido. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Os próximos dias serão decisivos não apenas para a Gronelândia e para a Dinamarca, mas para a União Europeia, a NATO e para a Ucrânia. A Europa está ameaçada por  uma guerra em duas frentes. A razão é conhecida: Trump fala abertamente da anexação da Gronelândia, justificando-a como uma necessidade de segurança para os Estados Unidos e para a própria Aliança Atlântica. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

Padre da Obra da Rua morreu

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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