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Uma nova normalidade

Uma nova normalidade

Nestes tempos de confinamento somos em grande parte privados da convivência social. Mas a convivência com outro tipo de amigos não foi, felizmente, afectada – estão neste caso os escritores e os filósofos. Embora sempre fizessem parte integrante das nossas vidas, a sua presença intensificou-se nestes meses, levando-nos a viver com eles a situação de isolamento que nos foi imposta.

Bispos admitem Natal confinado, mas dizem que é seguro ir à igreja

Bispos admitem Natal confinado, mas dizem que é seguro ir à igreja

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, disse este sábado, 14, em Fátima, que é “seguro” celebrar nas igrejas católicas, mas admitiu a possibilidade de o Natal ser celebrado com limitações. “Não pode ser a grande família” e isso é “um drama, mas para que os nossos avós cheguem ao próximo Natal, se calhar é necessário que neste Natal não estejamos juntos”, afirmou

Pandemia e Luta contra a Pobreza

Pandemia e Luta contra a Pobreza

Embora diferente das anteriores que até há pouco vivemos, esta crise tem, contudo, um padrão comum que é o de colocar à prova a robustez das democracias. Importa relembrar que as duas últimas crises pelas quais passámos – 11 setembro 2001 e crise financeira de 2008 – contribuíram para o enfraquecimento das democracias, nomeadamente no que diz respeito a restrições das liberdades e redução de direitos.

Vozes humanas que não escutamos e caminhos de esperança a percorrer

Vozes humanas que não escutamos e caminhos de esperança a percorrer

Entre os que falam sobre como recuperar da pandemia, aponta-se um objectivo apelativo: o regresso à normalidade. Mas esse é um objectivo errado: o normal está quebrado. O nosso objectivo antes deveria ser “construir melhor do que antes”. Há doze anos, a crise financeira abriu-nos uma rara oportunidade de mudança do capitalismo, que foi desperdiçada. Agora, outra crise nos apresenta outra oportunidade de renovação. Desta vez não devemos deitá-la para o lixo.”

À sombra das palavras (de novo)

À sombra das palavras (de novo)

Nestes tempos de aconselhado distanciamento físico tenho tido alguma dificuldade, como muitos de nós, de encontrar as palavras certas para dizer o que vivo e o que nos está a acontecer. A poesia ajuda-me a reencontrar-me e a dialogar com o incompreensível.

Este país ainda não é para velhos

Este país ainda não é para velhos

A pandemia só veio tornar evidente o abandono social dos mais velhos. Colocar um familiar num lar de idosos tornou-se potencialmente perigoso, por isso há que apostar num novo modelo de respostas sociais para os seniores.

Uma nova normalidade

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Nestes tempos de confinamento somos em grande parte privados da convivência social. Mas a convivência com outro tipo de amigos não foi, felizmente, afectada – estão neste caso os escritores e os filósofos. Embora sempre fizessem parte integrante das nossas vidas, a sua presença intensificou-se nestes meses, levando-nos a viver com eles a situação de isolamento que nos foi imposta.

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Embora diferente das anteriores que até há pouco vivemos, esta crise tem, contudo, um padrão comum que é o de colocar à prova a robustez das democracias. Importa relembrar que as duas últimas crises pelas quais passámos – 11 setembro 2001 e crise financeira de 2008 – contribuíram para o enfraquecimento das democracias, nomeadamente no que diz respeito a restrições das liberdades e redução de direitos.

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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