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Austen Ivereigh: “A crise dos abusos mostrou a necessidade da conversão radical da Igreja”

Biógrafo do Papa sobre Sínodo

Austen Ivereigh: “A crise dos abusos mostrou a necessidade da conversão radical da Igreja”

É biógrafo do Papa, investigador de História Contemporânea da Igreja, jornalista com vasta experiência a acompanhar o que se passa no Vaticano. E foi um dos escolhidos por Francisco para assistir à assembleia sinodal. Ao 7MARGENS, Ivereigh contribui para uma leitura, não só do que aconteceu, mas também do que pode vir a acontecer no espaço de uma geração.

A Exortação do Povo de Deus

[Olhar de teóloga]

A Exortação do Povo de Deus

Citando Madeleine Delbrêl, a mística das periferias, transformando o seu poema numa oração, o Papa ofereceu-nos algo surpreendente ao reconhecer que o documento final da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade foi suficiente e com indicações concretas tornando desnecessário que ele escreva uma exortação.

Não a uma Igreja “sentada, muda e cega”! Sim a uma Igreja “em pé, iluminada e missionária”

O Papa na missa final do Sínodo

Não a uma Igreja “sentada, muda e cega”! Sim a uma Igreja “em pé, iluminada e missionária”

Na missa que marcou o fim do Sínodo sobre a Sinodalidade – ou talvez fosse mais correto escrever: na missa que marcou aquele que o Papa pretende que seja o início de uma nova fase da Igreja – a mensagem de Francisco foi clara e corajosa: “Não precisamos duma Igreja sentada e desistente, mas duma Igreja que acolhe o grito do mundo e – quero dizê-lo e talvez alguém se escandalize – uma Igreja que suja as mãos para servir o Senhor”. [Clara Raimundo, no Vaticano].

Austen Ivereigh: “A crise dos abusos mostrou a necessidade da conversão radical da Igreja”

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É biógrafo do Papa, investigador de História Contemporânea da Igreja, jornalista com vasta experiência a acompanhar o que se passa no Vaticano. E foi um dos escolhidos por Francisco para assistir à assembleia sinodal. Ao 7MARGENS, Ivereigh contribui para uma leitura, não só do que aconteceu, mas também do que pode vir a acontecer no espaço de uma geração.

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Citando Madeleine Delbrêl, a mística das periferias, transformando o seu poema numa oração, o Papa ofereceu-nos algo surpreendente ao reconhecer que o documento final da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade foi suficiente e com indicações concretas tornando desnecessário que ele escreva uma exortação.

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Jorge Palma (1950-2026): Encosta-te a mim

Evocação

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Jorge: Tão cedo partes (76 anos, apenas um ano menos do que eu, mas parece tão cedo), praticamente dois meses depois do amigo Luís Represas. Escrevo-te esta carta que já não irás ler (ou irás?). Sem evidentemente tomares consciência disso foste meu amigo, meu irmão.

“Estás tão bem para a idade!”

[Lugar (in)comum]

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“O envelhecimento passou a ser um exame contínuo, em que a nota de passagem é parecer ter, no mínimo, menos dez anos. E quem falha o teste – quem ganha rugas, assume os cabelos brancos, ajusta o tom da voz ou desacelera o ritmo – é visto como desleixado, como se envelhecer não fosse a consequência lógica de estar vivo.” [Texto de Júlia Costa]

Futuro da humanidade depende do modo como enfrentarmos quatro desafios dominados pelo poder

António Guterres

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A guerra, as desigualdades, as alterações climáticas e a inteligência artificial (IA) são os quatro grandes desafios que a humanidade enfrenta e, ainda que o nosso futuro dependa da forma como os enfrentarmos, é preciso reconhecer que “em todos os quatro desafios a questão decisiva é o poder”, afirmou António Guterres no seu último discurso como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cargo que vai deixar no final deste ano.

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