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Andrea Riccardi: “O que mais me abalou foi o silêncio de Pio XII depois da Guerra”

Entrevista "A Lista do Padre Carreira"

Andrea Riccardi: “O que mais me abalou foi o silêncio de Pio XII depois da Guerra”

O atraso na abertura dos arquivos do Vaticano relativos ao pontificado do Papa Pio XII e da Segunda Guerra Mundial “prejudicou o conhecimento da realidade”, diz o historiador Andrea Riccardi. Os silêncios de Pacelli foram uma escolha para evitar males maiores, diz, mas o que não compreende é o silêncio de Pio XII depois da Guerra, sobre o antissemitismo.

Documento de 1942 revela que Pio XII sabia do genocídio dos judeus

“A Lista do Padre Carreira” debate

Os silêncios de Pio XII foram uma escolha – e que custos teve essa opção?

Os silêncios do Papa Pio XII durante aa Segunda Guerra Mundial “foram uma escolha”. E não apenas no que se refere ao extermínio dos judeus: “Ele também não teve discursos críticos sobre a Polónia”, um “país católico que estava a ser dividido pelos alemães, exactamente por estar convencido de que uma tomada de posição pública teria aniquilado a Santa Sé”. A afirmação é do historiador Andrea Riccardi, e surge no contexto da reportagem A Lista do Padre Carreira, que será exibida nesta quarta-feira, 31 de Maio, na TVI, numa parceria entre a estação televisiva e o 7MARGENS.

Dia da Memória: novo livro regista 2800 pedidos de ajuda de judeus a Pio XII e o esforço do Papa Pacelli em salvá-los

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Cerca de 2.800 pedidos de ajuda de judeus dirigidos ao Papa Pio XII, registados em documentos inéditos apresentados no livro Pio XII e os Judeus, do arquivista do Vaticano Johan Ickx, evidenciam o trabalho do Papa Pacelli e do seu gabinete para salvar milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial e anulam a lenda do papa pró-nazi, defende o autor do livro, agora publicado em Itália.

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