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O Sínodo: avanços e recuos

O Sínodo: avanços e recuos

O Sínodo terminou. Urge fazer o balanço dos progressos alcançados, mas também das hesitações, dos recuos e dos medos que fizeram titubear os seus trabalhos. Há aspetos de inegável progresso. Provavelmente, este papa ficará conhecido na história da Igreja sobretudo pelo apoio claro à forma sinodal de organização eclesial. [Texto de Jorge Paulo].

Veio a tarde e em seguida a manhã… e as universidades viram que o Sínodo era bom

Do papel à ação?

Veio a tarde e em seguida a manhã… e as universidades viram que o Sínodo era bom

O que têm em comum o maltês Mario Grech, o norte-americano Joseph Tobin, o cingalês Vimal Tirimanna e o italiano Dario Vitali? Entre outras coisas, uma energia que parece inesgotável. Depois de terem passado o último mês no Vaticano, totalmente dedicados ao Sínodo dos Bispos, na manhã seguinte ao Sínodo ter terminado, o que fizeram eles? Se o leitor respondeu “descansar”, está completamente enganado.

“Queremos ser parte de uma Igreja nova”, garante bispo José Ornelas

Presidente da CEP ao 7MARGENS

“Queremos ser parte de uma Igreja nova”, garante bispo José Ornelas

Com as palavras da homilia do Papa ainda a ressoar no coração, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, saiu da Basílica de São Pedro após a missa de encerramento do Sínodo sobre a Sinodalidade, neste domingo, e fez o contrário da maioria dos participantes: em lugar de ir para o alojamento preparar as malas para regressar a casa, o bispo de Leiria-Fátima misturou-se com a multidão de fiéis que, lá fora, aguardavam para ver Francisco surgir à janela do apartamento pontifício e rezar a oração do Angelus. E enquanto também ele esperava para escutar uma última vez o Papa, assegurou ao 7MARGENS: “Queremos ser parte de uma Igreja nova. Uma Igreja que não se feche em si própria e nos seus problemas, mas que vá ao encontro da sociedade e deste mundo em transformação, sem medo”.

Acabou o Sínodo, acabou a Igreja Universal… e o papel das mulheres permanece em aberto

Documento final aprovado com divergências

Acabou o Sínodo, acabou a Igreja Universal… e o papel das mulheres permanece em aberto

Foram três anos para chegar a um texto de 52 páginas, com 155 parágrafos, todos eles aprovados por mais de dois terços da assembleia, mas nem todos consensuais. O documento final do Sínodo sobre a Sinodalidade foi votado ao longo da manhã e tarde deste sábado, 26 de outubro, e divulgado aos jornalistas ao início da noite. Uma hora de conferência de imprensa não foi suficiente para que todos colocassem as suas perguntas, mas muitas delas prendiam-se com a mesma dúvida: o que se concluiu, afinal, em relação ao papel da mulher? A resposta revelou-se difícil, talvez devido àquela que foi outra das grandes conclusões deste Sínodo: deixou de existir uma Igreja Universal.

Sínodo: As questões de que ainda não é o tempo

Sínodo: As questões de que ainda não é o tempo

São muitos os assuntos que, incompreensivelmente, não veremos refletidos depois do Sínodo dos Bispos, chamado assim, mas com uma componente nova, alguns não são bispos, são mesmo homens e mulheres, servos e servas de Deus, que aí darão as suas opiniões, sejam ou não refletidas nas decisões finais. [Texto de Joaquim Armindo].

O Dicastério para a Doutrina da Fé e as mulheres: por enquanto, tresanda a mofo

O Dicastério para a Doutrina da Fé e as mulheres: por enquanto, tresanda a mofo

Não queria tocar já no assunto. Pensara que era importante deixar o Sínodo correr, acompanhar a questão de longe e depois, sem ímpetos ou impulsos, escrever (se as coisas para aí se virassem) sobre o tema. Só que na segunda-feira, 21, tropecei nas pérolas do comunicado que o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, cardeal Victor Manuel Fernández, divulgou aos participantes da Segunda Sessão do Sínodo da Família, “depois de muita pressão e insistência”. [Texto de Ana Nunes de Almeida].

Herança do sínodo

Herança do sínodo

Pede-nos o Papa que rezemos com ele e com a Igreja, durante os trabalhos do sínodo, que terminam no próximo dia 27. A oração, como bem sabe quem a ela recorre, é intimidade de Deus, onde tudo e todos têm lugar, refúgio e fortaleza, tempo dissipador de trevas, ocaso de sombras, mar de luz a entrar. [Texto de José António Santos].

O Sínodo: avanços e recuos

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“Queremos ser parte de uma Igreja nova”, garante bispo José Ornelas

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Com as palavras da homilia do Papa ainda a ressoar no coração, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, saiu da Basílica de São Pedro após a missa de encerramento do Sínodo sobre a Sinodalidade, neste domingo, e fez o contrário da maioria dos participantes: em lugar de ir para o alojamento preparar as malas para regressar a casa, o bispo de Leiria-Fátima misturou-se com a multidão de fiéis que, lá fora, aguardavam para ver Francisco surgir à janela do apartamento pontifício e rezar a oração do Angelus. E enquanto também ele esperava para escutar uma última vez o Papa, assegurou ao 7MARGENS: “Queremos ser parte de uma Igreja nova. Uma Igreja que não se feche em si própria e nos seus problemas, mas que vá ao encontro da sociedade e deste mundo em transformação, sem medo”.

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Foram três anos para chegar a um texto de 52 páginas, com 155 parágrafos, todos eles aprovados por mais de dois terços da assembleia, mas nem todos consensuais. O documento final do Sínodo sobre a Sinodalidade foi votado ao longo da manhã e tarde deste sábado, 26 de outubro, e divulgado aos jornalistas ao início da noite. Uma hora de conferência de imprensa não foi suficiente para que todos colocassem as suas perguntas, mas muitas delas prendiam-se com a mesma dúvida: o que se concluiu, afinal, em relação ao papel da mulher? A resposta revelou-se difícil, talvez devido àquela que foi outra das grandes conclusões deste Sínodo: deixou de existir uma Igreja Universal.

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Herança do sínodo

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Pede-nos o Papa que rezemos com ele e com a Igreja, durante os trabalhos do sínodo, que terminam no próximo dia 27. A oração, como bem sabe quem a ela recorre, é intimidade de Deus, onde tudo e todos têm lugar, refúgio e fortaleza, tempo dissipador de trevas, ocaso de sombras, mar de luz a entrar. [Texto de José António Santos].

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