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No atual estado de coisas, quem quererá ter filhos?

À Margem

No atual estado de coisas, quem quererá ter filhos?

Maria teve o bebé na rua, porque a ambulância demorou uma eternidade a chegar. Carina, Vera e Vanessa tiveram o parto em ambulâncias. Sara e o companheiro andaram quilómetros e quilómetros até serem aceites num serviço de urgência. Umo Cani, imigrante de 36 anos, que vivia legalmente em Portugal, morreu e deu à luz o bebé que também morreu, por não ser devidamente tratada….

Tempos de espera – o relato de um caso

[Nas margens da filosofia (LXXIII)]

Tempos de espera – o relato de um caso

Este meu texto não tem como objectivo elogiar as fugas dos serviços de urgência, mas apenas alertar os mesmos para a necessidade de se ir informando os doentes quando a espera é muito longa, o que facilmente poderá ser feito no quadro electrónico onde se registam as chamadas. [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira]

Uma experiência na construção da democracia:  O Serviço Médico na Periferia (1975-1982)

Uma experiência na construção da democracia: O Serviço Médico na Periferia (1975-1982)

Este ano, celebram-se os 50 anos do 25 de abril de 1974, data que assinala o fim da ditadura em Portugal.  Ao som da melodia da música “Liberdade”, de Sérgio Godinho, o país testemunhou uma série de conquistas democráticas que moldaram sua história. Nessa época, uma das prementes necessidades básicas da população portuguesa, a que era essencial responder, foi o direito de aceder a cuidados de saúde. Em linha com esta necessidade foi criado, em 1975, o Serviço Médico na Periferia (SMP). [Texto de Marta Cerqueira]

SNS ou Gesundheitsamt?

SNS ou Gesundheitsamt?

Muito se tem falado sobre vacinas, obrigatoriedade ou não. Como portuguesa a viver na Alemanha tento observar e perceber os processos que levam a que Portugal tenha 87% da população com duas doses da vacina contra a covid e a Alemanha tenha 69%. E a minha resposta é: SNS.

42 anos do SNS: memória e homenagem espirituais

42 anos do SNS: memória e homenagem espirituais

Hoje, 15 de setembro, celebro e comemoro e agradeço e relembro António Arnaut, o criador em 1979 do Serviço Nacional de Saúde, o SNS da sobrevida de tantos de nós, portugueses. Depois de ter passado um dia de quase dez horas como doente de oncologia em imenso espaço de hospital, entre variadas mãos, procedimentos, cuidados, não posso deixar vazio na data.

Precisamos de nos ouvir (24) – Ivo Neto: O que aprendemos na saúde mental com a pandemia?

Precisamos de nos ouvir (24) – Ivo Neto: O que aprendemos na saúde mental com a pandemia?

A avó estava a dias de fazer 90 anos e a mesa para juntar a família reservada, não muito longe de casa para ela não se cansar. Tinha começado há dias no Público e a Rita estava animada com a viagem aos Açores marcada para Maio. Ela foi a primeira. Veio para casa a pensar que na quarta-feira regressava ao trabalho, ao ginásio e, no fundo, à vida normal. Mas não. Na semana seguinte foi a minha vez de fazer da casa, a redacção.

E se confinássemos?

E se confinássemos?

Inclinado, como é meu hábito, a confiar nas explicações científicas, e até mesmo na humilde incerteza que toda a séria certeza tem, aceito, evidentemente, que estamos a percorrer o caminho mais seguro para limitar a tragédia e assegurar, tanto quanto possível é prever, uma evolução favorável. Igualmente convicto da boa-fé, rectidão de motivos e sentido do serviço público de quem, em tempos tão difíceis, tem conduzido o país, não me resta qualquer paciência para opiniões avulsas ou teorias da conspiração.

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À Margem

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Maria teve o bebé na rua, porque a ambulância demorou uma eternidade a chegar. Carina, Vera e Vanessa tiveram o parto em ambulâncias. Sara e o companheiro andaram quilómetros e quilómetros até serem aceites num serviço de urgência. Umo Cani, imigrante de 36 anos, que vivia legalmente em Portugal, morreu e deu à luz o bebé que também morreu, por não ser devidamente tratada….

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Este meu texto não tem como objectivo elogiar as fugas dos serviços de urgência, mas apenas alertar os mesmos para a necessidade de se ir informando os doentes quando a espera é muito longa, o que facilmente poderá ser feito no quadro electrónico onde se registam as chamadas. [Texto de Luísa Ribeiro Ferreira]

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SNS ou Gesundheitsamt?

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Muito se tem falado sobre vacinas, obrigatoriedade ou não. Como portuguesa a viver na Alemanha tento observar e perceber os processos que levam a que Portugal tenha 87% da população com duas doses da vacina contra a covid e a Alemanha tenha 69%. E a minha resposta é: SNS.

42 anos do SNS: memória e homenagem espirituais

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Hoje, 15 de setembro, celebro e comemoro e agradeço e relembro António Arnaut, o criador em 1979 do Serviço Nacional de Saúde, o SNS da sobrevida de tantos de nós, portugueses. Depois de ter passado um dia de quase dez horas como doente de oncologia em imenso espaço de hospital, entre variadas mãos, procedimentos, cuidados, não posso deixar vazio na data.

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Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

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