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Bonecos de corda e outras manipulações

Bonecos de corda e outras manipulações

“Se vivermos em função do loop que as redes sociais e outros devoradores de dados nos apresentam, do tipo de necessidades que vão alimentando e das opiniões e preconceitos que vão fabricando, vivemos uma fraca vida. Essa será, sem dúvida, uma vida de prazo expirado, por mais que o dispositivo seja de última geração e as atualizações estejam em dia.” – A reflexão de Sara Leão

A calar ao telemóvel

[Segunda leitura]

A calar ao telemóvel

A ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados. 

O telemóvel como “instrumento absoluto”

Nas margens da filosofia (XXXVI)

O telemóvel como “instrumento absoluto”

As teses inovadoras de Mc Luhan fazem hoje parte do mundo em que vivemos, ou seja do regresso em força do Big Brother orwelliano no qual o uso do telemóvel ocupa um lugar central, obrigando-nos a uma disponibilidade a todas as horas, numa ligação permanente impeditiva de quaisquer ausências e adiamentos.

Podem, por favor, desligar o telemóvel?

Podem, por favor, desligar o telemóvel?

A consciência dos três tempos do nosso tempo de que gosto de falar, responsabiliza-nos por aprender com o passado, para que ele, por deixar de ser pensado em excesso, não se transforme em depressão; aprender com o presente, para que ele, por deixar de ser vivido em turbilhão, não se transforme em stresse; e aprender com o futuro, para que ele, por também deixar de ser sentido como uma violenta catadupa de ameaças, não se transforme em ansiedade.

Bonecos de corda e outras manipulações

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“Se vivermos em função do loop que as redes sociais e outros devoradores de dados nos apresentam, do tipo de necessidades que vão alimentando e das opiniões e preconceitos que vão fabricando, vivemos uma fraca vida. Essa será, sem dúvida, uma vida de prazo expirado, por mais que o dispositivo seja de última geração e as atualizações estejam em dia.” – A reflexão de Sara Leão

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A ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados. 

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A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

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