Em França, quatro em cada cinco padres dizem sentir-se felizes. Vivem contentes, apesar dos desafios da secularização, do declínio das vocações e de 17 por cento não sentir “confiança nem apoio da parte do seu bispo ou da sua hierarquia”.
Estudo em França
Padres sentem-se felizes, mas pouco apoiados pelos seus bisposEm França, quatro em cada cinco padres dizem sentir-se felizes. Vivem contentes, apesar dos desafios da secularização, do declínio das vocações e de 17 por cento não sentir “confiança nem apoio da parte do seu bispo ou da sua hierarquia”.
Intenção de oração para abril
Menos ecrãs e mais “olhos nos olhos”, pede o Papa“Como eu queria que olhássemos menos para os ecrãs e nos olhássemos mais nos olhos! Se gastamos mais tempo com o telemóvel do que com as pessoas, algo não funciona”. O alerta é feito pelo Papa, no vídeo em que partilha a sua intenção de oração para o mês de abril: “Pelo uso das novas tecnologias”.
“Se vivermos em função do loop que as redes sociais e outros devoradores de dados nos apresentam, do tipo de necessidades que vão alimentando e das opiniões e preconceitos que vão fabricando, vivemos uma fraca vida. Essa será, sem dúvida, uma vida de prazo expirado, por mais que o dispositivo seja de última geração e as atualizações estejam em dia.” – A reflexão de Sara Leão
[Segunda leitura]
A calar ao telemóvelA ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados.
Nas margens da filosofia (XXXVI)
O telemóvel como “instrumento absoluto”As teses inovadoras de Mc Luhan fazem hoje parte do mundo em que vivemos, ou seja do regresso em força do Big Brother orwelliano no qual o uso do telemóvel ocupa um lugar central, obrigando-nos a uma disponibilidade a todas as horas, numa ligação permanente impeditiva de quaisquer ausências e adiamentos.
A consciência dos três tempos do nosso tempo de que gosto de falar, responsabiliza-nos por aprender com o passado, para que ele, por deixar de ser pensado em excesso, não se transforme em depressão; aprender com o presente, para que ele, por deixar de ser vivido em turbilhão, não se transforme em stresse; e aprender com o futuro, para que ele, por também deixar de ser sentido como uma violenta catadupa de ameaças, não se transforme em ansiedade.
Estudo em França
Padres sentem-se felizes, mas pouco apoiados pelos seus bisposEm França, quatro em cada cinco padres dizem sentir-se felizes. Vivem contentes, apesar dos desafios da secularização, do declínio das vocações e de 17 por cento não sentir “confiança nem apoio da parte do seu bispo ou da sua hierarquia”.
Intenção de oração para abril
Menos ecrãs e mais “olhos nos olhos”, pede o Papa“Como eu queria que olhássemos menos para os ecrãs e nos olhássemos mais nos olhos! Se gastamos mais tempo com o telemóvel do que com as pessoas, algo não funciona”. O alerta é feito pelo Papa, no vídeo em que partilha a sua intenção de oração para o mês de abril: “Pelo uso das novas tecnologias”.
“Se vivermos em função do loop que as redes sociais e outros devoradores de dados nos apresentam, do tipo de necessidades que vão alimentando e das opiniões e preconceitos que vão fabricando, vivemos uma fraca vida. Essa será, sem dúvida, uma vida de prazo expirado, por mais que o dispositivo seja de última geração e as atualizações estejam em dia.” – A reflexão de Sara Leão
[Segunda leitura]
A calar ao telemóvelA ironia disto é que um aparelho que foi feito para a gente falar serve agora, e cada vez mais, para a gente calar. Estamos à mesa com alguém, a conversa não sai ou não nos apetece que saia, ficarmos a olhar uns para os outros em silêncio é pouco agradável, e… puxamos do telemóvel. Pronto, já ficamos confortavelmente calados. Lemos notícias, vemos fotos, espreitamos vídeos, consultamos o Facebook ou o Instagram, lemos ou mandamos mensagens escritas, e por ali vamos estando, todos e cada um com o seu aparelhinho nas mãos e nos olhos, bem caladinhos, até que… chegou a comida! Vamos lá, duas de conversa rápida, que a comer não dá tanto jeito andar às voltas com o telemóvel (embora haja quem consiga!) e já voltamos ali. Já voltamos, não a falar, mas a calar ao telemóvel. Ele, afinal, não nos põe à conversa. Ele, afinal, põe-nos calados.
Nas margens da filosofia (XXXVI)
O telemóvel como “instrumento absoluto”As teses inovadoras de Mc Luhan fazem hoje parte do mundo em que vivemos, ou seja do regresso em força do Big Brother orwelliano no qual o uso do telemóvel ocupa um lugar central, obrigando-nos a uma disponibilidade a todas as horas, numa ligação permanente impeditiva de quaisquer ausências e adiamentos.
A consciência dos três tempos do nosso tempo de que gosto de falar, responsabiliza-nos por aprender com o passado, para que ele, por deixar de ser pensado em excesso, não se transforme em depressão; aprender com o presente, para que ele, por deixar de ser vivido em turbilhão, não se transforme em stresse; e aprender com o futuro, para que ele, por também deixar de ser sentido como uma violenta catadupa de ameaças, não se transforme em ansiedade.
Mensagem da CEP
Bispos querem uma “nova era missionária” e apontam Portugal como “terra de missão” novidadeA Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o centenário do Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebrará no próximo dia 18 de outubro, deve ser ocasião para renovar o compromisso missionário e reconhecer que a missão não acontece apenas em terras distantes.
Esta terça-feira, 7 outubro
“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidadeA Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.
[Entre Margens]
Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidadeNão sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].
[Entre o quadro e o mundo (31)]
Como pode a escola construir pontes num mundo de muros? novidadeO novo episódio do podcast Entre o Quadro e o Mundo parte da metáfora da ponte para pensar o papel da escola num tempo marcado pela polarização, pelas diferenças culturais e geracionais e pela crescente presença da inteligência artificial.
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