Original da “Clavis Prophetarum”

Tropeçar na chave e abrir o palácio do padre António Vieira

| 30 Mai 2022

Por uma sucessão de acasos, a investigadora Ana Valdez tropeçou no manuscrito original de uma obra que se julgava perdida há 300 anos ou mesmo inexistente. Com Arnaldo Espírito Santo e uma equipa de técnicos de diferentes áreas, confirmou que se estava mesmo perante o manuscrito original da Clavis Prophetarum, obra maior do padre António Vieira, que o próprio dizia ser um palácio, comparado com as “choupanas” dos seus sermões. A apresentação da descoberta decorreu nesta segunda-feira, 30 de Maio, entre Lisboa e Roma. 

Manuscrito 1165/1 com o original da Clavis Prophetarum, do padre António Vieira. Foto © Arquivo da Universidade Pontifícia Gregoriana

Manuscrito 1165/1 com o original da Clavis Prophetarum, do padre António Vieira, tal como foi encontrado em 2019: folhas com tamanhos díspares, mau estado de conservação, encadernação claramente posterior. Foto © Arquivo da Universidade Pontifícia Gregoriana.

 

Em 2 de Julho de 2019, Ana Valdez estava na primeira mesa junto à parede da sala de leitura do arquivo da Universidade Gregoriana a consultar um manuscrito do padre António Vieira, que tinha vindo com outros dois, que pedira para ver apenas por curiosidade académica. “Senti pânico, excitação, um friozinho de barriga”, recorda agora, em declarações ao 7MARGENS.

A investigadora tinha percebido que estava perante o original da Clavis Prophetarum (A Chave dos Profetas), terminado pelo padre António Vieira há 325 anos e cujo rasto estava perdido há 300. A apresentação da descoberta foi feita na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na tarde desta segunda-feira, 30 de Maio.

Quando chegou a Lisboa, Ana Valdez precisou de ganhar coragem para contar a novidade a Arnaldo Espírito Santo, autor da edição crítica daquela que o próprio Vieira considerava a sua obra maior, na qual apresenta a sua utopia e optimismo sobre o futuro da humanidade.

Só o conseguiu fazer em Outubro ou Novembro seguinte, recorda a professora da Faculdade de Letras de Lisboa.

O agora professor jubilado reagiu, primeiro, com cepticismo: como seria possível um manuscrito com tal importância estar numa biblioteca e nunca ninguém ter dado por ele? Nem sequer a investigadora Margarida Vieira Mendes (1949-1997), que também já tinha estado na Gregoriana, tinha percebido a existência deste manuscrito… A solução, por isso, seria voltar a Roma, para analisar o documento.

Apesar da reserva inicial, havia razões para pensar que poderia ser aquele o original da Clavis: muitas folhas com tamanhos díspares, um manuscrito em mau estado, tintas e caligrafias diferentes, uma encadernação claramente posterior… Em Roma, depois da primeira consulta feita já por ambos, em Janeiro de 2020, Arnaldo Espírito Santo e Ana Valdez ficaram “convencidos mas sem provas” de que era aquele o original do padre António Vieira.

Faltava, no entanto, a prova de fogo: um mês depois, ambos regressam a Roma, já a sombra da covid pairava sobre a Europa. No dia 19 de Fevereiro, Arnaldo Espírito Santo descobriu a certeza que faltava: na descrição que o relator da Inquisição em Lisboa, António Maria Casnedi, faz do manuscrito, ele tinha acrescentado uma nota dizendo que Vieira cometia uma heresia numa afirmação sobre o pecado.

Foi a vez de Arnaldo Espírito Santo se render à evidência. “Foi um espanto”, diz, recordando a emoção que sentiu. Começou logo a pensar nas urgências: “Era preciso arranjar dinheiro para restaurar o manuscrito, pensar numa edição crítica, estávamos perante qualquer coisa de muito novo.”

 

“Estava a sonhar”
Ana Valdez e Arnaldo Espírito Santo, no sábado, na preparação da sessão de apresentação do manuscrito: “Um friozinho na barriga um espanto.” Foto © António Marujo

Ana Valdez e Arnaldo Espírito Santo, no sábado, quando preparavam a sessão de apresentação do manuscrito: “Um friozinho na barriga, um espanto.” Foto © António Marujo

 

Para trás, ficara uma sucessão de acasos imprevistos que levara Ana Valdez a tropeçar no MS. [manuscrito] 1165/1. O encontro anual da Sociedade de Literatura Bíblica, de que faz parte, foi mudado da Índia para Roma, quase no último minuto. No dia 2 de Julho de 2019, depois de ter feito uma intervenção, apresentou-se ao reitor da Universidade Pontifícia Gregoriana, o padre português Nuno Gonçalves. “O que posso fazer por si?”, perguntou ele à investigadora. A resposta saiu quase sem pensar: “Posso ver os manuscritos 354 e 359 do arquivo da Gregoriana?”, os dois habitualmente usados como referência para o texto da Clavis e com os quais a investigadora trabalhava a partir de fotocópias.

O reitor português respondeu que sim e acompanhou Ana para a biblioteca, mostrando-lhe a área dos reservados. Dirigiram-se depois ao arquivo, onde aguardaram a chegada do seu responsável, o também padre jesuíta Martin Maria Morales. Quando este chegou, posto ao corrente da situação, pediu a Ana Valdez que aguardasse na sala de leitura. Um carrinho traria os manuscritos.

Os dois documentos pedidos chegariam acompanhados: havia outros dois, catalogados com os números 1165/1 e 1165/2. O primeiro deles “tinha um péssimo aspecto e estava em mau estado”, contava Ana Valdez ao 7MARGENS sábado passado, antecipando o que seria divulgado nesta segunda-feira. Já o 1165/2 “é uma cópia recente, deixei-o de lado”, acrescentava.

Ana Valdez começou por folhear os dois manuscritos que tinha solicitado. Voltaria depois de almoço para folhear o 1165/1. Começou a perceber por vários indícios que poderia ser aquele o manuscrito original e essa impressão foi crescendo, durante os três dias em que verificou o que tinha diante de si com um quadro comparativo das várias edições da Clavis.

“Lembrava-me das palavras de Vieira, nas suas cartas: ‘escrevo a Clavis em cadernos.’ E o volume que eu tinha na mão, tinha ainda pior aspecto, porque era composto por cadernos de papel de qualidade e tamanho diferentes.”, contou a investigadora nesta segunda-feira, na apresentação pública do manuscrito. “Seria? Não, impossível. Estava a sonhar”, acrescentou. “Vim para Lisboa já a achar que era”, dizia sábado ao 7MARGENS.

O trabalho que permitiu chegar à sessão de hoje começaria depois: acompanhados de uma técnica altamente qualificada, os dois investigadores portugueses começaram por verificar a datação do manuscrito, situando-o entre 1675 e 1750. Seguiram-se dois anos de testes laboratoriais, para a consumação da prova, explicam os dois investigadores. Confirmou-se que o manuscrito era do século XVIII e que a encadernação era posterior e aproveitou-se para iniciar o restauro do manuscrito.

Ana Valdez diz agora que este foi um trabalho transdisciplinar que pode criar um novo paradigma na análise destes documentos: “O manuscrito passou a ser um objecto completo. Fizeram-se testes às tintas usadas, às colas – descobriu-se por exemplo que há colas de farinha de trigo, de milho e de mandioca –, percebeu-se a existência de pólenes do hemisfério Sul.” E agora está a ser avaliado o grau de salinidade, para poder perceber quanto tempo o manuscrito viajou no mar.

Essa mesma característica seria destacada pela presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Helena Pereira, durante a apresentação do manuscrito: “O conhecimento é construído com a intervenção de múltiplos actores, em diferentes centros de Investigação e diversas geografias, constituindo, de facto, uma teia global”, afirmou.

 

Duas chaves para a Clavis
António Vieira: o seu grande objectivo era um mundo sem fronteiras e uma Igreja em que ninguém fosse excluído.

Selo português evocativo do padre António Vieira: o seu grande objectivo era um mundo sem fronteiras e uma Igreja em que ninguém fosse excluído.

António Vieira morreu em 18 de Julho de 1697 e três dias depois os seus papéis e documentos são todos colocados num baú, fechados com duas chaves, recorda Arnaldo Espírito Santo. As chaves ficaram à guarda, uma do provincial dos jesuítas na Baía, e a outra do reitor do colégio da companhia na mesma cidade.

Sabe-se que a arca é aberta em 1698 para verificar o seu conteúdo e para fazer cópias dos documentos. Em 1699, segue para a Inquisição Romana, sediada na Casamata. Aqui, há um censor jesuíta que se manifesta contra o padre António Vieira, enquanto o dominicano Jacinto de Santa Romana se manifesta a favor do português. A Clavis é riscada e rasurada, com o objectivo de a expurgar do que o censor considerava heresias, com vista à sua publicação.

A obra, no entanto, nunca receberia o Imprimatur. Dentro do manuscrito, há uma carta de Casnedi, o relator inquisitorial, dirigida ao seu provincial jesuíta, António Correia, elogiando a qualidade do manuscrito e dizendo que não há nele qualquer imperfeição moral. Mas isso não foi suficiente para publicar: Arnaldo Espírito Santo recorda as tensões existentes na época entre a sede da Companhia de Jesus e a Inquisição Portuguesa (que era favorável a Vieira). Por isso, acaba por não se publicar e é nessa altura que se perde o seu rasto. Estávamos à volta de 1720, há precisamente 300 anos, um quarto de século depois de Vieira morrer sem ter acabado a obra.

Nos seus textos, e em especial na Clavis, o grande objectivo de Vieira era um mundo sem fronteiras e uma Igreja em que ninguém fosse excluído – estava-se no tempo dos índios, da escravatura e dos negros… O diálogo inter-religioso e intercultural ou a inculturação, que hoje aparecem como ideias normais, davam os seus primeiros passos com as ousadas propostas feitas na obra agora descoberta.

Esta obra, dizia já em 2000 o seu editor crítico, “vem trazer muitas novidades à interpretação do pensamento de Vieira”. No Livro I, Vieira faz essencialmente uma “fundamentação bíblica” do que pretende, como se fosse um tratado escolástico. No Livro II, trata algumas questões concretas, como a integração dos índios na Igreja ou o problema da paz. O Livro III, porventura o mais difícil de trabalhar, por haver manuscritos com diferentes propostas de organização, mas também aquele que será mais fácil de captar pelos leitores, sintetiza a visão da utopia de Vieira e a pregação universal que deveria ser feita para chegar ao Reino de Cristo Consumado na Terra, como diz o subtítulo da obra.

Na Clavis, o padre António Vieira antecipa ideias hoje comuns, mas revolucionárias ou, no mínimo, polémicas para o seu tempo. Defensor dos judeus e dos índios, propõe o diálogo inter-religioso e intercultural que só nas últimas décadas se desenvolveu. Missionário incansável, a sua posição antecipa correntes actuais da inculturação, na linha de um Bartolomeu de las Casas (que cita com frequência) e do que seria o papel dos jesuítas na questão dos ritos. Grande cultor dos clássicos, apresenta três idades da humanidade, correspondentes à natureza, à lei e à graça.

Enquanto o processo de confirmação se fazia, o trabalho com o original da Clavis foi avançando: o manuscrito está já a ser digitalizado no âmbito de um projecto da Gregoriana; ao mesmo tempo, uma edição crítica e a sua tradução para inglês começaram a ser preparadas. Ana Valdez tem insistido na importância de colocar Vieira acessível pelo menos em inglês: “Não se poderia continuar a ter um autor com a importância de um padre António Vieira completamente desconhecido naquela que é hoje a língua franca.”

 

“Um arrepio”
O início da Clavis: “O primeiro livro tratará do Reino em si: o segundo, da sua consumação na terra: o terceiro, do tempo em que e quando se deve consumar, e quanto tempo há-de durar.” Foto © Direitos reservados.

O início da Clavis: “O primeiro livro tratará do Reino em si: o segundo, da sua consumação na terra: o terceiro, do tempo em que e quando se deve consumar, e quanto tempo há-de durar.” Foto © © Arquivo da Universidade Pontifícia Gregoriana.

 Na sessão de apresentação desta segunda-feira, Ana Valdez terminou afirmando: “Acabou o mito de que o original não existe. Ele está aqui e o trabalho ainda só agora começou para se desvendarem os segredos da Clavis prophetarum.”

Por isso, disse o director da Faculdade de Letras, Miguel Tamen, esta era “uma ocasião rara numa escola de humanidades”, mas também “importante”, pelo significado do autor, da obra e da descoberta agora feita. Livro que esteve no centro de debates teológicos e políticos, referiu Martin Morales, o responsável do arquivo da Gregoriana. “O reencontro com este antigo códice poderá provocar em alguns um movimento de alegria, em outros os olhos carregar-se-ão de assombro.”

O padre Nuno Gonçalves, reitor da Universidade Pontifícia Gregoriana, destacou o facto de o próprio Vieira considerar a Clavis como a sua obra “mais importante do seu longo percurso de jesuíta, missionário, pregador, escritor e diplomata; e ao mesmo tempo a obra em que mais é visível o seu génio profético, apocalíptico e visionário”.

É o próprio Vieira, de facto, que considera esta a sua obra maior, qual palácio comparado com as “choupanas” que eram os sermões. Em Junho de 1696, numa carta, o jesuíta diz que está aplicado à construção daquele edifício que o seu interlocutor compara “aos palácios da nossa corte”. “Para Vieira, os Sermões, se forem comparados com a Clavis Prophetarum, não passam de choupanas”, dizia Arnaldo Espírito Santo na apresentação do manuscrito.

O reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, confessou o “ligeiro arrepio” que sentia pela descoberta do original da Clavis: “A noção da condição humana, da globalização, da importância do diálogo entre culturas e religiões, da aceitação de diferentes pontos de vista num espaço que identificou como ‘O Reino de Cristo’ ou o ‘Quinto Império’ levam Vieira a exigir um processo de desconstrução de um mundo velho para implantar um novo, à semelhança do vinho novo que não deve ser colocado em odres velhos, ou um remendo de tecido novo em roupa velha”, como refere o texto dos evangelhos, disse, na sessão de apresentação. “Todos estes aspectos foram sabiamente profetizados por Vieira, mestre maior da língua portuguesa, na Clavis Prophetarum, numa prosa em latim que lhe é própria, deslizante, cheia de brilho, de sabor e de ritmo como a ela se referiu Saramago. De onde se conclui que somos uns privilegiados por estarmos a viver este momento.”

No início do texto da Clavis, Vieira resume o seu conteúdo: De Regno Christi in terris consummato (ipso fauente) acturi, disputationem vniuersam in libros tres diuidimus. Primus aget de Regno ipso: Secundus de eius in terris consummatione: tertius de tempore, quo et quando consummandum est, et quandiu duraturum. O que, traduzido, quer dizer: “Indo nós tratar do Reino de Cristo consumado na terra (com o seu próprio auxílio) dividimos toda a questão em três livros. O primeiro tratará do Reino em si: o segundo, da sua consumação na terra: o terceiro, do tempo em que e quando se deve consumar, e quanto tempo há-de durar.”

O tempo que há-de durar a redescoberta da Clavis há-de ser consumado na terra.

(A sessão de apresentação da Clavis pode ser vista no vídeo a seguir)

 

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