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Jornadas com convidados em Fátima

Bispos escolhem grupo de acompanhamento nacional do sínodo

| 19/06/2022

Abertura da 201ª Assembleia Plenária da CEP: as Jornadas do Episcopado contarão com quase 100 participantes, entre bispos, sacerdotes e leigos. Foto © HM/Agência Ecclesia

 

Os bispos portugueses vão decidir esta semana quem integrará o grupo de acompanhamento que irá elaborar o texto nacional de síntese e contributo para o Sínodo que a Igreja está a viver.

A decisão sobre os nomes a incluir no grupo será tomada depois das jornadas pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorrem em Fátima neste início de semana (segunda e terça-feira, 20 e 21 de Junho). Nas jornadas, participam desta vez, além de cerca de três dezenas de bispos titulares, auxiliares e eméritos, 40 padres e 20 leigos (dos quais 13 mulheres) com o estatuto de convidados. Na quarta-feira, caberá apenas aos bispos, já sem esses convidados, decidir quem são os nomes escolhidos.

Para lá de elaborar a síntese nacional a partir das de 21 dioceses, aquele grupo ficará responsável também por acompanhar a dinâmica sinodal nos próximos anos, explica ao 7MARGENS o secretário da CEP, padre Manuel Barbosa. À semelhança desse grupo nacional de acompanhamento, “também as equipas sinodais diocesanas permanecerão activas nos próximos anos para acompanhar o processo”, garante ainda o mesmo responsável.

Os convidados destas jornadas pastorais do episcopado – cada bispo podia levar duas pessoas da sua diocese – são precisamente, na maior parte dos casos, os coordenadores e membros das equipas diocesanas de coordenação do Sínodo.

As jornadas terão como tema de fundo a sinodalidade, na relação entre as igrejas locais e a CEP. “Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal” é o tema de abertura do debate, que será desenvolvido na tarde desta segunda-feira por José Eduardo Borges de Pinho. O professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa exprimiu já, numa sessão sobre o Sínodo promovida pela Capela do Rato (Lisboa) em 2021, a ideia de que deve haver, na Igreja, muito mais espaços e dinâmicas de participação de todos os baptizados do que aqueles que existem actualmente. Na segunda parte da tarde deste dia 20, o padre Sérgio Leal, prefeito do Seminário Maior do Porto, falará sobre “Sinodalidade: resistências e oportunidades”.

Na terça-feira de manhã, o programa prevê que cinco dioceses apresentem o seu balanço sobre o processo que levou à elaboração das sínteses diocesanas. É o caso de Braga, Évora e Lisboa (as três dioceses metropolitas), Funchal e Porto. À tarde, os participantes dividem-se em grupos, após o que um plenário preparará as conclusões, que serão apresentadas pelos três consultores de comunicação da CEP: Carmo Rodeia (Santuário de Fátima), Anabela Sousa (Setúbal) e Pedro Gil (Opus Dei).

A síntese nacional de contributo português para o Sínodo será elaborada durante o mês de Julho e primeira metade de Agosto, já que ainda há dioceses que estão a ultimar os seus textos até final deste mês. Esse documento nacional deverá ficar pronto até 15 de Agosto, de modo a ser enviado à secretaria-geral do Sínodo, em Roma.

Convocado pelo Papa como forma de repensar o papel do catolicismo no mundo para os próximos anos, este processo sinodal pretende ainda promover a participação e a corresponsabilidade dentro das estruturas católicas. Uma assembleia de bispos em Outubro do próximo ano será um ponto alto do processo, antes de o próprio Papa redigir um documento com propostas concretas sobre o tema. Nesta primeira fase, que agora está a terminar, pretendia-se que grupos, paróquias, movimentos e outras estruturas católicas contribuíssem com as suas reflexões. O 7MARGENS tem publicado (e continuará a fazê-lo por mais alguns dias) vários contributos de comunidades, paróquias e grupos católicos.

 

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