George Clooney e Elton John podem ajudar a libertar cristãos, apela a AIS-Itália

O primeiro socorro às vítimas, após o atentado na igreja de São Sebastião, em Colombo, capital do Sri Lanka, no Domingo de Páscoa deste ano: ataques e perseguições a cristãos têm crescido em vários países e regiões do mundo. Foto © ACN Portugal
E se George Clooney e Elton John ajudassem também na luta contra a perseguição aos cristãos? O apelo é feito pela Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em Itália: não se fiquem pelo Brunei e alarguem o boicote a quem persegue cristãos, pede a organização.
O apelo recorda o desafio do actor norte-americano, em Março, para que os actores e actrizes de Holywood boicotassem os hotéis do sultão do Brunei, em protesto contra a introdução, naquele pequeno país do Sudeste asiático, da pena de morte por homossexualidade e adultério (e amputação de um pé ou de uma mão em casos de roubo).
A população do Brunei é composta por dois terços de muçulmanos, 13% de budistas e 10% de cristãos e o pequeno Estado tem dois sistemas penais – um para os muçulmanos e outro para a população em geral.
“É legítimo perguntar porque não há uma desaprovação semelhante quando, ainda sob a lei da sharia, a liberdade de religião e outros direitos humanos fundamentais são violados”, diz a AIS-Itália. “Qualquer manifestação que pretenda proteger a vida humana deve ser bem-vinda”, diz o apelo da AIS, que exemplifica depois com o caso de seis cristãos que enfrentam a pena de morte no Paquistão.
O texto do apelo cita o Afeganistão, a Arábia Saudita, o Sudão e o norte da Nigéria como países onde se invoca o islão para perseguir e matar cristãos. No Paquistão, seis cristãos aguardam a sentença de morte, acusados de blasfémia contra o islão, tal como aconteceu com Asia Bibi, libertada há meses, depois de oito anos no corredor da morte.
Sawan Masih, Shafqat Emanuel, Shagufta Kasur, Qasir Ayub, A Lua Ayub e Nadeem James são os seus nomes, recorda o texto-apelo. “Façam com que as vossas voz sejam ouvidas em favor desses seis cristãos com o mesmo empenho meritório que o que demonstraram no caso de Brunei.
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