
Tal como aconteceu durante a Jornada Mundial da Juventude, a Mesquita Central de Lisboa voltará a reunir no seu interior pessoas de diversas confissões religiosas. Foto © António Marujo/7MARGENS
Se é verdade que a paz começa em cada pessoa, aonde quer que ela esteja, então é provável que comece já este sábado, 30 de novembro, em Lisboa, com os participantes da iniciativa “Unidos pela Paz”. Promovido pela Comunidade Islâmica de Lisboa, o evento decorrerá na Mesquita Central, que vai estar de portas abertas entre as 11h e as 20h, para proporcionar momentos de reflexão, diálogo, partilha e convívio entre pessoas de todas as origens, idades ou religiões.
O programa inclui visitas guiadas à Mesquita, uma oração onde está já garantida a presença de representantes de pelo menos nove confissões religiosas, a criação de um “Mural da Paz”, e também um torneio amigável de futsal (feminino e masculino).
Para os mais novos, haverá um espaço de brincadeira com insufláveis, e para os adolescentes e jovens um “Espaço Juventude”, onde será construída a “Roda da Paz”, em que cada um poderá partilhar as suas preocupações, propostas e sonhos, tenho em vista um mundo melhor. Durante o período de almoço, o refeitório da Mesquita estará pronto a receber todos aqueles que queiram experimentar diferentes “Comidas do Mundo”.
Haverá ainda oportunidade para conversar com o xeque David Munir (Imã da Mesquita de Lisboa), às 11h30, e com o xeque Zabir Edriss (comunidade islâmica do Centro Cultural Colinas do Sol), às 16h30. Ambas as conversas decorrerão no Salão Al Muhaidib, onde poderá também ser visitada uma “Mostra Intercultural”.
“Tendo em conta os inúmeros focos de guerra que existem neste momento em todo o mundo, e porque muitas vezes se associam essas guerras à religião, e em particular à religião islâmica, queremos mostrar que nenhuma religião do mundo ensina a matar ou a fazer o mal, muito pelo contrário”, explica ao 7MARGENS Samir Aboobaker, da Comunidade Islâmica de Lisboa.
“Com esta iniciativa, queremos mostrar que não estamos de braços cruzados perante os conflitos, e também que temos as portas abertas, a mente aberta e o coração aberto para encontrar os outros e construir a paz, a começar pela nossa própria paz interior”, acrescenta.
A iniciativa, que conta com o apoio do Patriarcado de Lisboa, da Fundação Islâmica de Palmela, da Comunidade Hindu e da Comunidade Bahá’í em Portugal, poderá ser “um exemplo para o resto do mundo”, diz, esperançado, Samir Aboobaker, para quem “as religiões podem, e devem, fazer mais pela paz”.









