Dossiês
Dossiês
Testemunho
O silêncio foi parte da violência. E continua a doer quando volta a ser exigido – Uma carta aberta aos bispos e a toda a Igreja Católica
“Escrevo como vítima. Escrevo como católica. Escrevo como alguém que ficou quando tantas outras partes de mim queriam fugir, que permaneceu quando teria sido mais fácil partir, alguém que continuou a rezar quando já mal tinha forças para acreditar, alguém que tentou não deixar a ferida transformar-se em afastamento total.” — testemunho de uma vítima de abuso numa das dioceses portuguesas
Dados da PGR
MP investiga 14 casos de abusos na Igreja e já arquivou 31
O Ministério Público (MP) já arquivou 31 inquéritos a abusos sexuais no contexto da Igreja Católica, estando atualmente 14 sob investigação. Das 16 denúncias apresentadas desde maio pelo Grupo Vita, mantêm-se abertos sete inquéritos, informou esta quarta-feira, 20 de dezembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) em nota enviada às redações.
[O flagelo que não acaba – XIV]
Garrido, o vitimador
Os abusos de qualquer tipo na Igreja são, em essência, uma forma de eclesiopatia, fruto de uma formação distorcida nos seminários e noviciados (embora alguns destes últimos já pareçam estar a corrigir o rumo) que, embora possa parecer estranho hoje, ainda considera o corpo como o inimigo a ser derrotado, o que gera muitos traumas. Tampouco é levada em consideração a formação afetiva, sexual e emocional dos seminaristas. (Cristina Inogés Sanz)
Comunicado lacónico da diocese de Liubliana
“Graves problemas” levaram à dissolução da Comunidade Loyola
“Graves problemas relativos ao exercício da autoridade e à forma de convivência”: foi desta forma que o Dicastério para a Vida Consagrada do Vaticano justificou a decisão de “dissolver” a Comunidade Loyola, num comunicado difundido esta sexta-feira, dia 15 de dezembro, que confirma a notícia dada em primeira mão pelo 7MARGENS, no dia anterior. O Vaticano clarificou, assim, uma situação insustentável, mas, ao mesmo tempo, deixou por esclarecer várias perguntas.
Ligada ao caso do padre Rupnik
Vaticano extingue Comunidade Loyola
O arcebispo de Liubliana, Eslovénia, comunicou esta quinta-feira, 14 de dezembro, que o Dicastério para a Vida Religiosa decidiu avançar com o processo de extinção da Comunidade Loyola, segundo garantiu ao 7MARGENS uma fonte que acompanha o processo.
Associação Coração Silenciado lamenta
“Igreja portuguesa continua a não fazer nada pelas vítimas reais de abusos”
A Coração Silenciado – Associação de vítimas de abuso na Igreja em Portugal diz-se “desiludida” com a apresentação do primeiro relatório de atividades do Grupo Vita, que aconteceu esta terça-feira, 12, e com as declarações do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o bispo José Ornelas, que se lhe seguiram. Reconhecendo a importância da criação de um “manual de boas práticas”, divulgado nesse dia pelo grupo, consideram no entanto que continuam a faltar “iniciativas concretas” em relação às pessoas que foram vítimas de abusos, nomeadamente no que diz respeito a indemnizações.
Relatório apresentado esta quarta-feira
Em seis meses, Grupo Vita identificou 64 vítimas de violência sexual na Igreja em Portugal
Nos primeiros seis meses, o Grupo Vita identificou 64 vítimas de violência sexual na Igreja Católica em Portugal. Destas, atendeu 39 pessoas. A maioria dos casos (69,2%) não havia sido relatada à Comissão Independente, revela o relatório de atividades do organismo, apresentado na tarde desta quarta-feira em Lisboa, e já disponível na página do Grupo Vita.
Prevenção da violência sexual
Reflexão sobre afectos é necessária nos seminários, propõe Manual do Grupo Vita
A inclusão da reflexão sobre a vivência afectiva e sexual nos seminários e casas de formação é uma das sugestões do Grupo Vita no Manual de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Adultos Vulneráveis no Contexto da Igreja Católica em Portugal, que foi apresentado esta quarta-feira, 12 de Dezembro.
Ainda os abusos do padre Rupnik
Religiosas da Comunidade Loyola vão conhecer o seu futuro
Todas as religiosas da Comunidade Loyola estão convocadas para o Arcebispado de Liubliana esta quinta-feira, 14, para serem informadas sobre o seu futuro e o futuro da instituição a que pertencem. Esta convocatória causou alguma estranheza entre as irmãs da Comunidade, visto que as comunidades se encontram espalhadas por vários países e continentes, o que significa que apenas as que estão na Eslovénia e, eventualmente, em Itália poderão corresponder à chamada.
Dados da PGR
MP investiga 14 casos de abusos na Igreja e já arquivou 31
O Ministério Público (MP) já arquivou 31 inquéritos a abusos sexuais no contexto da Igreja Católica, estando atualmente 14 sob investigação. Das 16 denúncias apresentadas desde maio pelo Grupo Vita, mantêm-se abertos sete inquéritos, informou esta quarta-feira, 20 de dezembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) em nota enviada às redações.
[O flagelo que não acaba – XIV]
Garrido, o vitimador
Os abusos de qualquer tipo na Igreja são, em essência, uma forma de eclesiopatia, fruto de uma formação distorcida nos seminários e noviciados (embora alguns destes últimos já pareçam estar a corrigir o rumo) que, embora possa parecer estranho hoje, ainda considera o corpo como o inimigo a ser derrotado, o que gera muitos traumas. Tampouco é levada em consideração a formação afetiva, sexual e emocional dos seminaristas. (Cristina Inogés Sanz)
Comunicado lacónico da diocese de Liubliana
“Graves problemas” levaram à dissolução da Comunidade Loyola
“Graves problemas relativos ao exercício da autoridade e à forma de convivência”: foi desta forma que o Dicastério para a Vida Consagrada do Vaticano justificou a decisão de “dissolver” a Comunidade Loyola, num comunicado difundido esta sexta-feira, dia 15 de dezembro, que confirma a notícia dada em primeira mão pelo 7MARGENS, no dia anterior. O Vaticano clarificou, assim, uma situação insustentável, mas, ao mesmo tempo, deixou por esclarecer várias perguntas.
Ligada ao caso do padre Rupnik
Vaticano extingue Comunidade Loyola
O arcebispo de Liubliana, Eslovénia, comunicou esta quinta-feira, 14 de dezembro, que o Dicastério para a Vida Religiosa decidiu avançar com o processo de extinção da Comunidade Loyola, segundo garantiu ao 7MARGENS uma fonte que acompanha o processo.
Associação Coração Silenciado lamenta
“Igreja portuguesa continua a não fazer nada pelas vítimas reais de abusos”
A Coração Silenciado – Associação de vítimas de abuso na Igreja em Portugal diz-se “desiludida” com a apresentação do primeiro relatório de atividades do Grupo Vita, que aconteceu esta terça-feira, 12, e com as declarações do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o bispo José Ornelas, que se lhe seguiram. Reconhecendo a importância da criação de um “manual de boas práticas”, divulgado nesse dia pelo grupo, consideram no entanto que continuam a faltar “iniciativas concretas” em relação às pessoas que foram vítimas de abusos, nomeadamente no que diz respeito a indemnizações.
Relatório apresentado esta quarta-feira
Em seis meses, Grupo Vita identificou 64 vítimas de violência sexual na Igreja em Portugal
Nos primeiros seis meses, o Grupo Vita identificou 64 vítimas de violência sexual na Igreja Católica em Portugal. Destas, atendeu 39 pessoas. A maioria dos casos (69,2%) não havia sido relatada à Comissão Independente, revela o relatório de atividades do organismo, apresentado na tarde desta quarta-feira em Lisboa, e já disponível na página do Grupo Vita.
Prevenção da violência sexual
Reflexão sobre afectos é necessária nos seminários, propõe Manual do Grupo Vita
A inclusão da reflexão sobre a vivência afectiva e sexual nos seminários e casas de formação é uma das sugestões do Grupo Vita no Manual de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Adultos Vulneráveis no Contexto da Igreja Católica em Portugal, que foi apresentado esta quarta-feira, 12 de Dezembro.
Ainda os abusos do padre Rupnik
Religiosas da Comunidade Loyola vão conhecer o seu futuro
Todas as religiosas da Comunidade Loyola estão convocadas para o Arcebispado de Liubliana esta quinta-feira, 14, para serem informadas sobre o seu futuro e o futuro da instituição a que pertencem. Esta convocatória causou alguma estranheza entre as irmãs da Comunidade, visto que as comunidades se encontram espalhadas por vários países e continentes, o que significa que apenas as que estão na Eslovénia e, eventualmente, em Itália poderão corresponder à chamada.
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