
Algumas religiosas da Comunidade Loyola em oração na Igreja de Jerusalém, em 2020. Foto © Nadim Asfour CTS
Todas as religiosas da Comunidade Loyola estão convocadas para o Arcebispado de Liubliana esta quinta-feira, 14, para serem informadas sobre o seu futuro e o futuro da instituição a que pertencem.
Esta convocatória causou alguma estranheza entre as irmãs da Comunidade, visto que as comunidades se encontram espalhadas por vários países e continentes, o que significa que apenas as que estão na Eslovénia e, eventualmente, em Itália poderão corresponder à chamada.
A informação da convocatória foi enviada às religiosas no dia 30 de novembro último pelo bispo Daniel Libanori, auxiliar de Roma e encarregado pelo arcebispo de comissariar uma visita canónica à Comunidade Loyola, na sequência das sequelas deixadas pelos abusos de poder, sexuais e psicológicos do padre Marko Rupnik, então membro da Companhia de Jesus, e pelos abusos de poder e psicológicos da irmã Ivanka Hosta, fundadora e superiora geral da instituição religiosa, como o 7MARGENS oportunamente noticiou.
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O visitador, que realizou o seu trabalho em grande parte através de reuniões por zoom, dadas as restrições em tempo de pandemia de covid 19, entregou o relatório ao Dicastério para a Vida Consagrada em julho de 2022.
Com a comunicação da reunião em Liubliana, Libanori informava igualmente que aquele Dicastério tinha já tomado “as decisões que entendeu oportunas” a respeito da Comunidade, sem, no entanto, indicar quais. Conclui-se, assim, que quem as vai comunicar será o arcebispo de Liubliana, em cuja arquidiocese a Comunidade está registada.
O bispo informava também que com esta missiva se despedia, encerrando o encargo de comissário, que recebera, cabendo ao padre canossiano Amedeo Cencini, professor de Psicologia, na Universidade Gregoriana, e à religiosa Marisa Adami, das Irmãs da Sagrada Família, dar seguimento às decisões do Dicastério.
Cencini esteve envolvido, em 2019, na visita canónica à Comunidade de Bose, em Itália, que resultou na saída imposta ao responsável e fundador, o monge Enzo Bianchi. Mais recentemente, segundo a Catholic News Agency, comissariou, já com a irmã Marisa Adami, uma visita canónica à Comunidade Regina Pacis, sediada em Verona. Dessa visita resultou, em julho de 2021, a decisão do Dicastério respetivo de extinguir a Comunidade.









