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Artigos de Ana Vasquez
Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Gosto de trabalhar em Agosto. Também gosto de guardar uns dias das minhas férias para viver na cidade que habito. Agrada-me tecer rotina longe das rotinas, quando todes constroem a sua casa longe de casa. Sempre gostei, mas este ano tem um sabor especial: marca o mês em que a rotina se volta a fazer de cabelos ao vento, na minha bicicleta, depois de uns anos sem pedalar.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Que tal Kyiv?

Conheci uma cidade, num país e com um povo cheio de esperança, mesmo que em estado de alerta. A guerra na Ucrânia começou, para nós, há pouco mais de três meses. Para eles, nunca acabou.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Nem sempre O entendo, não me canso de O procurar

Relembro os Pais que perderam filhos, e todos os filhos sem Pai. Alguns são meus amigos, e mesmo aos que não são, desejo ardentemente que fosse possível, com um abraço, dividir com eles o pesado fardo do vazio. Trago à memória os Pais em guerra. Os que não conheço, mas sei, que se metem com os filhos em barcos, porque qualquer futuro é melhor do que um passado de violência, mesmo que isso signifique afundar o presente no mar da travessia mediterrânica. Os que entregam os filhos ao violento destino de matar ou morrer por razões que só um irracional conhece.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

O inimigo está à espreita e não é Karl Marx

Num artigo publicado no Ponto SJ, o portal dos Jesuítas em Portugal, com o título “O marxismo não é para católicos”, o padre Nelson Faria faz a crítica do marxismo como uma ideologia “assente na inevitabilidade do conflito”, que nos arrasta “para um perpetuar do conflito”. Ao ler este destaque, que aparece junto ao título e num dos últimos parágrafos, poderíamos julgar que, ao contrário do que o título sugere, o artigo seria um ensaio positivo e construtivo sobre uma Igreja que é para todos e para todas. Mas não.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Encontra um trabalho que não amas, não perderás um minuto da tua vida

Ainda antes de acabar o curso fui à minha primeira entrevista de trabalho “a sério”, numa produtora de filmes num bairro trendy de Lisboa. Roubei um dia à escrita da tese de mestrado, apanhei o comboio e lá fui eu, tão nervosa quanto entusiasmada. O dono começou por me perguntar se fazer cinema era o meu sonho. Fiquei logo sem chão. Sofri, desde muito cedo, de um mal que me acompanha até hoje: sonhava demais e muitos sonhos diferentes.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

A beleza dos dias tristes

Um dia, ao falarmos sobre um momento particularmente marcante da minha conversão, disse-me assim o meu Avô: “Filha, é só saber olhar: até na morte há beleza”. Se bem o disse, melhor o fez, pois morreu uns anos mais tarde, num triste Setembro belo, dando lugar a uns dos mais bonitos dias tristes da minha vida.

O outro sou eu

O outro sou eu

Há tanto que me vem à cabeça quando penso em Jorge Sampaio. Tantas ocasiões em que o seu percurso afetou e inspirou o meu, quando era só mais uma adolescente portuguesa da primeira geração do pós-25 de Abril à procura de referências. Agora, que sou só uma adulta que recusa desprender-se delas, as memórias confundem-se com valores e os factos com aspirações.

O outro sou eu

“It’s the season, silly!”

Quando, há dias, comecei a pensar nesta contribuição, estavam em cima da mesa vários temas importantes, urgentes e vitais: o clima que samba na cara das inimiga’ na Europa Central; Israel que tenta mudar a agulha da agenda mediática para os estudos sobre vacinas, para esconder a aplicação continuada das suas políticas colonialistas sobre o povo palestiniano; ou as últimas detenções ligadas a processos de corrupção.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Gosto de trabalhar em Agosto. Também gosto de guardar uns dias das minhas férias para viver na cidade que habito. Agrada-me tecer rotina longe das rotinas, quando todes constroem a sua casa longe de casa. Sempre gostei, mas este ano tem um sabor especial: marca o mês em que a rotina se volta a fazer de cabelos ao vento, na minha bicicleta, depois de uns anos sem pedalar.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Que tal Kyiv?

Conheci uma cidade, num país e com um povo cheio de esperança, mesmo que em estado de alerta. A guerra na Ucrânia começou, para nós, há pouco mais de três meses. Para eles, nunca acabou.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Nem sempre O entendo, não me canso de O procurar

Relembro os Pais que perderam filhos, e todos os filhos sem Pai. Alguns são meus amigos, e mesmo aos que não são, desejo ardentemente que fosse possível, com um abraço, dividir com eles o pesado fardo do vazio. Trago à memória os Pais em guerra. Os que não conheço, mas sei, que se metem com os filhos em barcos, porque qualquer futuro é melhor do que um passado de violência, mesmo que isso signifique afundar o presente no mar da travessia mediterrânica. Os que entregam os filhos ao violento destino de matar ou morrer por razões que só um irracional conhece.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

O inimigo está à espreita e não é Karl Marx

Num artigo publicado no Ponto SJ, o portal dos Jesuítas em Portugal, com o título “O marxismo não é para católicos”, o padre Nelson Faria faz a crítica do marxismo como uma ideologia “assente na inevitabilidade do conflito”, que nos arrasta “para um perpetuar do conflito”. Ao ler este destaque, que aparece junto ao título e num dos últimos parágrafos, poderíamos julgar que, ao contrário do que o título sugere, o artigo seria um ensaio positivo e construtivo sobre uma Igreja que é para todos e para todas. Mas não.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

Encontra um trabalho que não amas, não perderás um minuto da tua vida

Ainda antes de acabar o curso fui à minha primeira entrevista de trabalho “a sério”, numa produtora de filmes num bairro trendy de Lisboa. Roubei um dia à escrita da tese de mestrado, apanhei o comboio e lá fui eu, tão nervosa quanto entusiasmada. O dono começou por me perguntar se fazer cinema era o meu sonho. Fiquei logo sem chão. Sofri, desde muito cedo, de um mal que me acompanha até hoje: sonhava demais e muitos sonhos diferentes.

Nossa Senhora da Boa Viagem em duas rodas, rogai por nós!

A beleza dos dias tristes

Um dia, ao falarmos sobre um momento particularmente marcante da minha conversão, disse-me assim o meu Avô: “Filha, é só saber olhar: até na morte há beleza”. Se bem o disse, melhor o fez, pois morreu uns anos mais tarde, num triste Setembro belo, dando lugar a uns dos mais bonitos dias tristes da minha vida.

O outro sou eu

O outro sou eu

Há tanto que me vem à cabeça quando penso em Jorge Sampaio. Tantas ocasiões em que o seu percurso afetou e inspirou o meu, quando era só mais uma adolescente portuguesa da primeira geração do pós-25 de Abril à procura de referências. Agora, que sou só uma adulta que recusa desprender-se delas, as memórias confundem-se com valores e os factos com aspirações.

O outro sou eu

“It’s the season, silly!”

Quando, há dias, comecei a pensar nesta contribuição, estavam em cima da mesa vários temas importantes, urgentes e vitais: o clima que samba na cara das inimiga’ na Europa Central; Israel que tenta mudar a agulha da agenda mediática para os estudos sobre vacinas, para esconder a aplicação continuada das suas políticas colonialistas sobre o povo palestiniano; ou as últimas detenções ligadas a processos de corrupção.

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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