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Artigos de Clara Raimundo
A via-sacra das angústias dos jovens de hoje

Coreografia multimédia, música e dança

A via-sacra das angústias dos jovens de hoje

A pobreza, a violência (incluindo bullying e os abusos), a solidão, a falta de compromisso, a intolerância. Quais são, hoje, as estações da via-sacra dos jovens? “Vocês vão renovar o caminho da cruz”, disse o Papa Francisco às centenas de milhar de participantes da Jornada Mundial da Juventude, concentrados no final da tarde desta sexta-feira, 4 de Agosto, na Colina do Encontro, em Lisboa – o nome do Parque Eduardo VII (e ruas adjacentes) durante os dias da JMJ.  

O “encontro de amigos” em que o Papa se emocionou

Com líderes de outras religiões

O “encontro de amigos” em que o Papa se emocionou

Assim que chegou à sala da Nunciatura Apostólica onde o aguardavam representantes das diferentes confissões religiosas em Portugal, o Papa deu o mote: “Encontramo-nos aqui como irmãos”. E foi mesmo isso que aconteceu esta sexta-feira, 4 de agosto, assegurou Timóteo Cavaco, Presidente da Aliança Evangélica de Portugal, em conferência de imprensa após o encontro com Francisco: “Saímos todos dali com a sensação de que tínhamos estado num encontro de amigos, fraternal, em torno de valores e princípios comuns”.

“Não poderia existir uma JMJ se não tivéssemos em conta esta realidade”

Papa no bairro da Serafina

“Não poderia existir uma JMJ se não tivéssemos em conta esta realidade”

Os óculos não funcionaram, mas Francisco não se atrapalhou. Até porque a mensagem que queria passar, naquele bairro “onde nem os polícias entravam”, não estava no papel, e sim “no espírito”: “Não existe amor abstrato, só amor concreto. O amor platónico está em órbita, não na realidade. O amor concreto é aquele que suja as mãos”, disse o Papa, olhos nos olhos com .”os amigos do Centro Paroquial da Serafina, da Casa Família Ajuda de Berço e da Associação Acreditar” que ali se encontravam na manhã desta sexta-feira, 4 de agosto.

A pequena grande exposição que pode “ajudar a salvar vidas”

Na Basílica dos Mártires

A pequena grande exposição que pode “ajudar a salvar vidas”

“Impressionante”, “comovente”, “absolutamente necessária”… O impacto que a exposição de artigos religiosos profanados e danificados no Iraque (na Basílica dos Mártires, em Lisboa, até esta sexta-feira, 4 de agosto) é percetível nas palavras que os jovens usam para descrevê-la, e bem visível na expressão do seu olhar, entre o choque, a consternação e a compaixão.

Elizabeth, Arina, Alina e Ouwais dizem o que anseiam do encontro do Papa com refugiados

Francisco dedica a manhã de quarta-feira às escolas e estudantes

Elizabeth, Arina, Alina e Ouwais dizem o que anseiam do encontro do Papa com refugiados

Elizabeth espera um encontro importante para um apelo à reconciliação. Arina, ucraniana, e a russa Arina são amigas e dizem que “a religião tem de ser uma ferramenta para regular conflitos. E Ouwais afirma-se “grato” pelos “esforços do Papa para consciencializar sobre a situação dos migrantes e refugiados em todo o mundo”. 

“Na Igreja, há quem nos queira calar, mas o Papa estaria do nosso lado”

Jovens na JMJ pedem mais misericórdia para reclusos

“Na Igreja, há quem nos queira calar, mas o Papa estaria do nosso lado”

Com sorte, este grupo de jovens ainda entrega um folheto destes ao Papa, dizem eles, convictos. Contestando o estado das prisões em Portugal, foram ao Parque do Perdão, onde estão os confessionários feitos por 150 presos, para sensibilizar para os valores da misericórdia e do perdão. Mas houve responsáveis da Igreja que os quiseram impedir. “Lamentável”, diz o presidente da Obra Vicentina de Auxílio aos Reclusos. 

Peregrinos do Sudão do Sul: “Se nós conseguimos estar na JMJ, então nada é impossível”

Testemunho ao 7MARGENS

Peregrinos do Sudão do Sul: “Se nós conseguimos estar na JMJ, então nada é impossível”

Quando os pais de Rejoice escolheram o seu nome (que significa “alegra-te, rejubila”), queriam que ele fosse prenúncio de um futuro risonho, mas estavam longe de imaginar que viesse a traduzir na perfeição o sentimento da filha por poder participar numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A própria Rejoice parece ainda não acreditar que faz parte do grupo de seis peregrinos que vieram do Sudão do Sul até Lisboa para o encontro mundial de jovens com o Papa. Sentada junto ao campo desportivo da Escola Básica e Secundária António Bento Franco, na Ericeira (paróquia da diocese de Lisboa que a vai acolher ao longo dos próximos dias), é com os olhos marejados de lágrimas – de alegria, claro – que, nesta segunda-feira, 31 de julho, diz já ter aprendido a grande lição desta Jornada que só agora vai começar: “Se nós conseguimos estar aqui, então nada é impossível. Nesta vida, nada é impossível, desde que coloquemos Deus em primeiro lugar”.

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“Esta é uma crise da infância”: Igrejas cristãs africanas pedem ajuda para crianças vítimas da guerra

Direitos humanos

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Conflitos no Sudão, República Democrática do Congo, Somália e norte da Nigéria estão a retirar milhões de crianças das escolas, a expô-las à fome, ao rapto e ao recrutamento por grupos armados. Os líderes de diferentes Igrejas cristãs em África pedem que sejam vistas sobretudo como vítimas e defendem mais proteção, apoio psicológico e reintegração.

Stabat Mater

[Trago comigo - 11]

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Neste décimo primeiro texto dessa rubrica, que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória., Lucy Wainewright convida-nos a ir até aos aos anos 60 do século passado, recordando a sua experiência de internato no convento do séc. XVII que fora habitado por monges arrábidos (franciscanos) até 1833, e onde funcionava então um colégio interno para raparigas.

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