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Artigos de Clara Raimundo
Francisco alerta bispos para o perigo do “carreirismo”

Último dia na RD Congo

Francisco alerta bispos para o perigo do “carreirismo”

Antes de se despedir da República Democrática do Congo (RDC), o Papa visitou na manhã desta sexta-feira, 3 de fevereiro, a sede da Conferência Episcopal do Congo (CENCO), onde se encontrou com os bispos do país. No seu discurso, desafiou-os a serem uma “voz profética” em defesa do “povo crucificado e oprimido”, e alertou-os para a tentação de “ver no episcopado a possibilidade de escalar posições sociais e exercer o poder”.

“As pessoas são violadas e assassinadas, enquanto os negócios que provocam morte continuam a prosperar”

Papa escutou testemunhos

“As pessoas são violadas e assassinadas, enquanto os negócios que provocam morte continuam a prosperar”

“Bunia, Beni-Butembo, Goma, Masisi, Rutshuru, Bukavu, Uvira… são lugares que os meios de comunicação internacionais quase nunca mencionam”, mas que Francisco fez questão de nomear na tarde desta quarta-feira, 1 de fevereiro. Fê-lo durante um encontro com vítimas de violência oriundas precisamente de alguns desses locais, que ficam no leste da República Democrática do Congo, região que tem sido alvo de atrocidades por parte de grupos armados. Depois de escutar os seus testemunhos dramáticos, confessou que não é fácil encontrar palavras.

“Romper a espiral da violência” é uma opção, garante o Papa

Segundo dia na RD Congo

“Romper a espiral da violência” é uma opção, garante o Papa

“Esengo – alegria!” Assim iniciou Francisco a sua homilia na missa da manhã desta quarta-feira, 1 de fevereiro, que decorreu no aeroporto Ndolo, em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC). E a mesma palavra descreve na perfeição o ambiente que se viveu do início ao fim da celebração. Um ambiente pleno de cor, música e dança, em que ressoou a mensagem do Papa: sim, a paz é possível, se escolhermos “romper a espiral da violência”.

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver

40ª viagem apostólica

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver

O Papa acaba de embarcar naquela que tem sido descrita como uma das viagens mais ousadas do seu pontificado, mas cujos riscos associados não foram motivo suficiente para que abdicasse de a fazer. Apesar dos problemas de saúde que o obrigaram a adiá-la, Francisco insistiu sempre que queria ir à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul. Mais do que uma viagem, esta é uma missão de paz. E no Congo, em particular, onde os conflitos já custaram a vida de mais de seis milhões de pessoas e cuja região leste tem sido atingida por uma violência sem precedentes, a presença do Papa será determinante para mostrar a toda a comunidade internacional aquilo que ela parece não querer ver.

Vaticano pede aos bispos que não instrumentalizem as assembleias continentais do Sínodo

Carta assinada por Grech e Hollerich

Vaticano pede aos bispos que não instrumentalizem as assembleias continentais do Sínodo

Os cardeais Mario Grech e Jean Claude Hollerich, secretário-geral e relator-geral do Sínodo, escreveram uma carta aos bispos do mundo inteiro partilhando algumas considerações que estes deverão ter em conta nas assembleias continentais que se aproximam. Na missiva, divulgada esta segunda-feira, 30 de janeiro, no site do Sínodo, pedem em particular que não instrumentalizem esta nova fase, nem descurem aquela que foi “a consulta do Povo de Deus” realizada na primeira etapa.

E se os Simpsons fossem uma família judia deportada para Auschwitz?

Murais recordam vítimas do Holocausto

E se os Simpsons fossem uma família judia deportada para Auschwitz?

Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie: se a família criada por Matt Groening tivesse vivido em Itália nos anos 40 e fosse judia, teria certamente sido forçada a partir da Plataforma 21, na Estação Central de Milão, com destino aos campos de concentração de Auschwitz. Sobreviveriam? O ativista e artista pop contemporâneo aleXsandro Palombo quer acreditar que sim, mas nunca mais seriam os mesmos. Assim, para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27 de janeiro), retratou-os junto a essa mesma estação, num “antes e depois” que não deixa ninguém que ali passe indiferente.

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Ter emprego não chega, habitação pesa: estudos mostram que a pobreza persiste em Portugal

Investigações Nova SBE e EAPN

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Quase uma em cada dez pessoas vive em Portugal numa situação de pobreza persistente, perto de metade dos adultos pobres tem emprego e, quando são descontados os custos com a habitação, mais de um quarto da população fica abaixo do limiar de pobreza. Estes são alguns dos dados mais significativos de dois estudos sobre pobreza divulgados esta semana.

Uma característica sinodal é escutar os outros

[Entre Margens]

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“Não é possível encontrar nos evangelhos “ipsissima verba”, os ditos de Jesus, nem narrativas absolutamente fidedignas dos factos protagonizados por Jesus, o que não nos impede de aceder ao fundamental do que Jesus pretendia revelar-nos. Nem tudo nos evangelhos é, objetivamente, verosímil e plausível, porque a produção dos textos era condicionada pelos constrangimentos culturais das comunidades. Mas tudo neles tem um significado. É o significado que deve procurar-se.”

Papa está a recuperar bem e envia mensagem aos participantes sobre a Amoris Laetitia

Pós-operatório

Papa está a recuperar bem e envia mensagem aos participantes sobre a Amoris Laetitia

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou hoje, 14 de outubro, que o Papa realizou os exames de sangue e a radiografia ao tórax programados após a cirurgia a que foi submetido na noite de 13 de outubro para remover o lobo inferior do pulmão direito. A operação, que permitiu confirmar o diagnóstico de cancro, durou uma hora e meia e obrigou o Papa a permanecer no bloco operatório por cerca de três horas.

Leão XIV: “Por mais ferida que uma família possa estar, pode sempre crescer a partir do amor”

Dez anos depois da "Amoris laetitia"

Leão XIV: “Por mais ferida que uma família possa estar, pode sempre crescer a partir do amor”

Não foi Leão XIV quem pronunciou a frase, mas foi ele quem a escreveu: “Por mais ferida que uma família possa estar, pode sempre crescer a partir do amor.” As palavras faziam parte da homilia preparada pelo Papa para a missa de encerramento do encontro internacional sobre os dez anos da Amoris laetitia, esta quarta-feira, 14, no Vaticano, mas acabaram por ser lidas pelo cardeal Luis Antonio Tagle.

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