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Artigos de João Paulo Costa
“Playlist” pascal: Mahler, Beethoven, Bach e Haydn

Reverberações inactuais do sentir católico

“Playlist” pascal: Mahler, Beethoven, Bach e Haydn

Algures no meu diário monástico, encontrei este fogacho que escrevi no silêncio das águas ecoantes do claustro interior do repouso eterno monacal: «Agora entendo no meu corpo próprio a filósofa Simone Weil que, no seu livro A gravidade e a graça, no capítulo “Mística do trabalho”, escrevia o seguinte: “Os trabalhadores têm necessidade de poesia mais do que de pão.

Luz e negrume

Luz e negrume

As obras de Pedro Costa, cineasta, Rui Chafes, escultor, e Paulo Nozolino, fotógrafo, e de Simon Hantaï, artista plástico, estão expostas em Paris, respectivamente no Centre Georges Pompidou e na Fundação Louis Vitton. Um autor, identificado como Anonymous, estabelece com elas um diálogo em dois poemas traduzidos por João Paulo Costa, investigador na área de filosofia e autor de À sombra do invisível (Documenta, 2020).

Requiem pelos vivos!

Requiem pelos vivos!

A vagem que morre contém dentro de si a vida. Mistério simples e profundo! Numa dimensão não meramente utilitária e material, o nosso ser está sempre em transformação. Ninguém sabe em absoluto a nossa origem, as transformações das origens imemoriais que sofremos para ser aquilo que somos hoje. E também não sabemos os devires que se seguirão. Este não-saber o que virá é precioso, pois nos poderá abrir para uma confiança fundamental, para o que torna possível a nossa demora no mundo, a relação com outrem.

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

Que coisa é a poesia, o pensamento poético, senão o labor silencioso da captação da ausência, do invisível que está aí para que se veja, se apresente? Só um fino olhar, transfigurado e transfigurador, captará tal modo de ser presença. Este pensar sensível, que mantém a tensão entre o conceito e a intuição, a razão e a pulsão, mantem-nos despertos do longo sono do racionalismo estrito, de uma razão tecnológica glicémica, mas estreita e pesada, que nos adormece e embala, de teorema em teorema, não obstante a condição trágica em que os humanos vivem – a permanente e inacabada “noite do Getsémani”.

Imunização – A Terceira Via? (ensaio)

Imunização – A Terceira Via? (ensaio)

A pandemia provocou um certo embaraço à teologia e à própria experiência religiosa e parece tê-las tornado irrelevantes no debate intelectual público e na doação de um “plus” de sentido à simples vida biológica. Numa “terceira via”, o cristianismo católico poderá, enquanto instituição universal, deveria ser capaz de orientar o devir das sociedades para a imunização do vírus dos exclusivismos, através de uma inteligência espiritual crente e com o melhor pensamento lúcido secular e as artes de sentido disponíveis para o resgate do humano.

Do prazer da leitura como exercício espiritual – as comunidades de leitores como um outro modo de ser crente? (ensaio)

Do prazer da leitura como exercício espiritual – as comunidades de leitores como um outro modo de ser crente? (ensaio)

Por todo o lado se constituem comunidades de leitores de literatura universal, de pessoas que encontram nos livros o motivo para a hospitalidade da alteridade. Como é sabido, a prática da leitura comunitária e pública da Torah era fundamental para o judaísmo rabínico em torno do Talmude. A chamada lectio divina (meditação orante da Palavra), praticada primordialmente nos mosteiros, assume essa linha da tradição hebraica e amplia-a como modo de ser fundamental da experiência cristã do evento originário crístico.

“Playlist” pascal: Mahler, Beethoven, Bach e Haydn

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Algures no meu diário monástico, encontrei este fogacho que escrevi no silêncio das águas ecoantes do claustro interior do repouso eterno monacal: «Agora entendo no meu corpo próprio a filósofa Simone Weil que, no seu livro A gravidade e a graça, no capítulo “Mística do trabalho”, escrevia o seguinte: “Os trabalhadores têm necessidade de poesia mais do que de pão.

Luz e negrume

Luz e negrume

As obras de Pedro Costa, cineasta, Rui Chafes, escultor, e Paulo Nozolino, fotógrafo, e de Simon Hantaï, artista plástico, estão expostas em Paris, respectivamente no Centre Georges Pompidou e na Fundação Louis Vitton. Um autor, identificado como Anonymous, estabelece com elas um diálogo em dois poemas traduzidos por João Paulo Costa, investigador na área de filosofia e autor de À sombra do invisível (Documenta, 2020).

Requiem pelos vivos!

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A vagem que morre contém dentro de si a vida. Mistério simples e profundo! Numa dimensão não meramente utilitária e material, o nosso ser está sempre em transformação. Ninguém sabe em absoluto a nossa origem, as transformações das origens imemoriais que sofremos para ser aquilo que somos hoje. E também não sabemos os devires que se seguirão. Este não-saber o que virá é precioso, pois nos poderá abrir para uma confiança fundamental, para o que torna possível a nossa demora no mundo, a relação com outrem.

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

“À Sombra do Silêncio” – Elogio ao poeta do ‘pensar emocionado’

Que coisa é a poesia, o pensamento poético, senão o labor silencioso da captação da ausência, do invisível que está aí para que se veja, se apresente? Só um fino olhar, transfigurado e transfigurador, captará tal modo de ser presença. Este pensar sensível, que mantém a tensão entre o conceito e a intuição, a razão e a pulsão, mantem-nos despertos do longo sono do racionalismo estrito, de uma razão tecnológica glicémica, mas estreita e pesada, que nos adormece e embala, de teorema em teorema, não obstante a condição trágica em que os humanos vivem – a permanente e inacabada “noite do Getsémani”.

Imunização – A Terceira Via? (ensaio)

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A pandemia provocou um certo embaraço à teologia e à própria experiência religiosa e parece tê-las tornado irrelevantes no debate intelectual público e na doação de um “plus” de sentido à simples vida biológica. Numa “terceira via”, o cristianismo católico poderá, enquanto instituição universal, deveria ser capaz de orientar o devir das sociedades para a imunização do vírus dos exclusivismos, através de uma inteligência espiritual crente e com o melhor pensamento lúcido secular e as artes de sentido disponíveis para o resgate do humano.

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O estranho “suicídio” do pastor Zedequias Manganhela

Livro sobre a PIDE

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O livro será apresentado nesta quarta-feira, 16, a partir das 18h30, no auditório do Liceu Camões, em Lisboa, com intervenções da historiadora Maria Inácia Rezola, responsável da Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de Abril, e por Fernando Marques Mendes, antigo padre do Macúti, um dos que denunciou os massacres cometidos pelo Exército português na então colónia de Moçambique.

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