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Artigos de José Brissos-Lino
Fora com os judeus?

Fora com os judeus?

Curiosamente, o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, 27 de Janeiro, surgiu este ano poucos dias depois de o líder populista dum partido político de extrema-direita, que se caracteriza por um discurso xenófobo, racista e misógino, ter obtido quase meio milhão de votos em Portugal. O leit motiv da campanha desse partido foi a diabolização social e política da comunidade cigana, à falta de problemas com as comunidades de imigrantes, ao contrário de alguns países europeus, de modo a fazer dos ciganos portugueses os maus da fita que vivem à custa dos nossos impostos, paralelo ao discurso cavalgado pela extrema-direita que se queixa dos imigrantes por tirarem o trabalho aos nacionais desses países. Isso e o discurso do medo.

A fábula dos bons e dos maus

A fábula dos bons e dos maus

Como muito bem sugeriu Marcelo, o governo deve rever a lei eleitoral e a constituição desde já. Há que admitir o voto por correspondência, reforçar o voto antecipado, e permitir que uma eleição possa ser adiada em caso de calamidade como a que estamos a viver. Mas deviam aproveitar para acabar com o chamado dia de reflexão, que é politicamente pré-histórico, e considerar um mandato único de sete anos para Belém, de modo a deixar de transformar os primeiros mandatos em campanha permanente para a reeleição.

A fraude do nacionalismo cristão

A fraude do nacionalismo cristão

A secção de língua inglesa da International Bonhoeffer Society (fundada em 1973), um grupo de teólogos e académicos dedicados a estudar a vida e os escritos deixados pelo pastor luterano alemão e resistente antinazi Dietrich Bonhoeffer, executado em 1945 num campo de concentração, juntou-se ao crescente coro de autoridades eleitas, académicos e líderes religiosos que pedem a destituição do Presidente Donald Trump.

A fraude do nacionalismo cristão

O estado dos portugueses

Era bom que todos entendessem que a presente situação pode ser ainda pior do ponto de vista emocional do que uma guerra, pelo menos num aspecto. É que a guerra implica um inimigo a combater, com um rosto, uma intenção e uma identidade, contra quem se podem dirigir as nossas energias, o que não é possível numa pandemia causada por um vírus que não se vê a olho nu e cuja presença não se sente nem percepciona.

A fraude do nacionalismo cristão

A insurreição americana

Donald Trump passou todo o mandato a destilar ódios e a dividir o país, colocando uns americanos contra os outros. Como se isso não bastasse funcionou como uma bola de demolição num processo sistemático e orientado de destruição do sistema democrático.

A fraude do nacionalismo cristão

Perdidos no monte errado

Pelo facto de os montes serem lugares elevados, mais perto do céu, sugeriam maior proximidade com Deus. Ainda hoje há quem vá orar para um monte, com esta mesma inspiração; todavia sabemos que Deus está em todo o lugar, nos montes e nos vales. Se não fosse assim as geografias planas, as terras baixas, as ilhas sem elevações ou os mares não inspiravam a oração e a aproximação a Deus.

A fraude do nacionalismo cristão

Embuste à la carte

A superstição campeia sobretudo em tempos de crise. Muitos dos grandes estadistas mundiais são e sempre foram sensíveis a este embuste, assim como artistas de topo e figuras públicas. O facto é que são gente, feitos da mesma massa que todos os humanos. Também sofrem ansiedades e receios, também são frágeis, independentemente da imagem pública que cultivam, também têm muita dificuldade em lidar com a incerteza.    

A fraude do nacionalismo cristão

O Natal é inclusivo ou não é Natal

Normalmente tendemos a excluir os diferentes de nós, aqueles em que reconhecemos factores diferenciadores, como a cor da pele, a religião, as opções políticas, sociais ou sexuais, mas também os de usos e costumes distintos dos nossos. A dar vazão a essa tendência, e por esta ordem de ideias, teríamos que excluir então a esmagadora maioria da população mundial. É que semelhantes a nós há muitos poucos, se tivermos em conta um conjunto largo de critérios de exclusão.

Fora com os judeus?

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Curiosamente, o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, 27 de Janeiro, surgiu este ano poucos dias depois de o líder populista dum partido político de extrema-direita, que se caracteriza por um discurso xenófobo, racista e misógino, ter obtido quase meio milhão de votos em Portugal. O leit motiv da campanha desse partido foi a diabolização social e política da comunidade cigana, à falta de problemas com as comunidades de imigrantes, ao contrário de alguns países europeus, de modo a fazer dos ciganos portugueses os maus da fita que vivem à custa dos nossos impostos, paralelo ao discurso cavalgado pela extrema-direita que se queixa dos imigrantes por tirarem o trabalho aos nacionais desses países. Isso e o discurso do medo.

A fábula dos bons e dos maus

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Como muito bem sugeriu Marcelo, o governo deve rever a lei eleitoral e a constituição desde já. Há que admitir o voto por correspondência, reforçar o voto antecipado, e permitir que uma eleição possa ser adiada em caso de calamidade como a que estamos a viver. Mas deviam aproveitar para acabar com o chamado dia de reflexão, que é politicamente pré-histórico, e considerar um mandato único de sete anos para Belém, de modo a deixar de transformar os primeiros mandatos em campanha permanente para a reeleição.

A fraude do nacionalismo cristão

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A secção de língua inglesa da International Bonhoeffer Society (fundada em 1973), um grupo de teólogos e académicos dedicados a estudar a vida e os escritos deixados pelo pastor luterano alemão e resistente antinazi Dietrich Bonhoeffer, executado em 1945 num campo de concentração, juntou-se ao crescente coro de autoridades eleitas, académicos e líderes religiosos que pedem a destituição do Presidente Donald Trump.

A fraude do nacionalismo cristão

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Era bom que todos entendessem que a presente situação pode ser ainda pior do ponto de vista emocional do que uma guerra, pelo menos num aspecto. É que a guerra implica um inimigo a combater, com um rosto, uma intenção e uma identidade, contra quem se podem dirigir as nossas energias, o que não é possível numa pandemia causada por um vírus que não se vê a olho nu e cuja presença não se sente nem percepciona.

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Donald Trump passou todo o mandato a destilar ódios e a dividir o país, colocando uns americanos contra os outros. Como se isso não bastasse funcionou como uma bola de demolição num processo sistemático e orientado de destruição do sistema democrático.

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Pelo facto de os montes serem lugares elevados, mais perto do céu, sugeriam maior proximidade com Deus. Ainda hoje há quem vá orar para um monte, com esta mesma inspiração; todavia sabemos que Deus está em todo o lugar, nos montes e nos vales. Se não fosse assim as geografias planas, as terras baixas, as ilhas sem elevações ou os mares não inspiravam a oração e a aproximação a Deus.

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A superstição campeia sobretudo em tempos de crise. Muitos dos grandes estadistas mundiais são e sempre foram sensíveis a este embuste, assim como artistas de topo e figuras públicas. O facto é que são gente, feitos da mesma massa que todos os humanos. Também sofrem ansiedades e receios, também são frágeis, independentemente da imagem pública que cultivam, também têm muita dificuldade em lidar com a incerteza.    

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“Tomo um verso de Guimarães Rosa: todo o dia é véspera, para breves glosas da nossa circunstância”, diz Luís Soares Barbosa, poeta e professor na Universidade do Minho, que a 24/25 de cada mês, assinalando a data da implantação da democracia em Portugal, publica um poema que é, “uma espécie de comentário sobre a nossa circunstância portuguesa”.

Mobilidades não deferidas pela primeira vez em 19 anos!

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