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Artigos de Luísa Ribeiro Ferreira
Aprender a rezar com Etty Hillesumm

[Nas margens da filosofia - XLVIII]

Aprender a rezar com Etty Hillesumm

Na conjuntura de guerra que actualmente vivemos é particularmente chocante verificar como a religião continua a ser instrumentalizada em prol de opções políticas. As imagens que frequentemente vemos do Patriarca Cirilo abençoando os exércitos russos e apelando à sua coragem, constituem um insulto ao Deus misericordioso que a todos ama. E recordo uma figura que muito admiro – Etty Hillesum – pelo modo inovador como nos ensinou a rezar.

Uma Guerra Mundial “em peças soltas” – a oportunidade de um livro

Papa Francisco

Uma Guerra Mundial “em peças soltas” – a oportunidade de um livro

A expressão de uma guerra “em peças soltas” é usada pelo Papa Francisco no prefácio do seu recente livro Contra a Guerra.[1] Constituem-no um conjunto de textos provenientes de diferentes acções decorridas no ano de 2022 – bem como em datas anteriores – onde se debruçou criticamente sobre este tema. Em todos esses escritos está presente aquilo a que o Papa designa como “cultura da solicitude,” [2] uma atitude que contrasta com a situação que hoje diariamente vivemos, onde a possibilidade de guerra mundial é uma constante.

Quando a violência nos bate à porta

[Nas margens da filosofia]

Quando a violência nos bate à porta

Quando falamos de violência imediatamente a identificamos com o abuso de força ou de poder sobre algo ou alguém, ou seja, pensamos num agressor e num agredido despojado dos seus direitos e que, enquanto tal, fica reduzido à condição de vítima. Etimologicamente ligamos este termo à sua raiz latina que é a “vis”, ou seja, a força ou vigor e é quase consensual defini-lo como um uso ilegítimo dessa força.

Memórias divertidas de uma escola do antigamente

[Nas margens da filosofia]

Memórias divertidas de uma escola do antigamente

Comecei a minha carreira de professora a ensinar na mesma escola que frequentei e que nessa altura se chamava liceu[1]. Continuo a morar no bairro dessa escola. O nome da mesma está escrito no passeio, em letras azuis que se destacam no empedrado branco. No seu exterior o edifício mantém-se igual e embora nele não entre há muitos anos presumo que no interior haja poucas alterações.

A importância de desacelerar

Nas margens da filosofia (XLI)

A importância de desacelerar

Um dos alertas que nos foi dado pelo Papa Francisco na sua encíclica Laudato Si’ foi a necessidade de tomarmos consciência do ritmo frenético que se instalara nas nossas vidas. O termo por ele usado foi rapidación, essa velocidade imposta às acções humanas, fortemente contrastante com a lentidão natural da evolução biológica.”

A importância de desacelerar

Nas margens da filosofia (XXXIX)

Cultivemos a amizade na era das redes sociais

As redes sociais em que hoje nos movimentamos põem em causa o conceito de amizade e as suas exigências. Todos os dias somos inundados com mensagens de pessoas que se apresentam como amigos e que permanentemente nos comunicam os seus estados de alma, partilhando alegrias e tristezas, anunciando eventos, dando-nos conta das suas preocupações, revelando intimidades que as mais das vezes preferíamos ignorar.

A importância de desacelerar

Quando a memória começa a faltar-nos

Há uma altura da nossa vida em que aparecem as falhas de memória. E começamos a recorrer a recordações colectivas, perguntando aos nossos amigos: quando foi? quem era? como se chamava? quem esteve presente? e outras questões do mesmo tipo. Esta perda angustia-nos e preocupa-nos, não só porque as recordações do passado são parte determinante do presente que somos, mas também porque gastamos tempo a lembrar autores e teorias que esquecemos, a procurar coisas que perdemos, a reconstituir episódios e datas importantes que devíamos ter presentes. No entanto, há vantagens no esquecimento para o equilíbrio psíquico de todo o ser humano.

Aprender a rezar com Etty Hillesumm

[Nas margens da filosofia - XLVIII]

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Na conjuntura de guerra que actualmente vivemos é particularmente chocante verificar como a religião continua a ser instrumentalizada em prol de opções políticas. As imagens que frequentemente vemos do Patriarca Cirilo abençoando os exércitos russos e apelando à sua coragem, constituem um insulto ao Deus misericordioso que a todos ama. E recordo uma figura que muito admiro – Etty Hillesum – pelo modo inovador como nos ensinou a rezar.

Uma Guerra Mundial “em peças soltas” – a oportunidade de um livro

Papa Francisco

Uma Guerra Mundial “em peças soltas” – a oportunidade de um livro

A expressão de uma guerra “em peças soltas” é usada pelo Papa Francisco no prefácio do seu recente livro Contra a Guerra.[1] Constituem-no um conjunto de textos provenientes de diferentes acções decorridas no ano de 2022 – bem como em datas anteriores – onde se debruçou criticamente sobre este tema. Em todos esses escritos está presente aquilo a que o Papa designa como “cultura da solicitude,” [2] uma atitude que contrasta com a situação que hoje diariamente vivemos, onde a possibilidade de guerra mundial é uma constante.

Quando a violência nos bate à porta

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Quando falamos de violência imediatamente a identificamos com o abuso de força ou de poder sobre algo ou alguém, ou seja, pensamos num agressor e num agredido despojado dos seus direitos e que, enquanto tal, fica reduzido à condição de vítima. Etimologicamente ligamos este termo à sua raiz latina que é a “vis”, ou seja, a força ou vigor e é quase consensual defini-lo como um uso ilegítimo dessa força.

Memórias divertidas de uma escola do antigamente

[Nas margens da filosofia]

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Comecei a minha carreira de professora a ensinar na mesma escola que frequentei e que nessa altura se chamava liceu[1]. Continuo a morar no bairro dessa escola. O nome da mesma está escrito no passeio, em letras azuis que se destacam no empedrado branco. No seu exterior o edifício mantém-se igual e embora nele não entre há muitos anos presumo que no interior haja poucas alterações.

A importância de desacelerar

Nas margens da filosofia (XLI)

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Um dos alertas que nos foi dado pelo Papa Francisco na sua encíclica Laudato Si’ foi a necessidade de tomarmos consciência do ritmo frenético que se instalara nas nossas vidas. O termo por ele usado foi rapidación, essa velocidade imposta às acções humanas, fortemente contrastante com a lentidão natural da evolução biológica.”

A importância de desacelerar

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Cultivemos a amizade na era das redes sociais

As redes sociais em que hoje nos movimentamos põem em causa o conceito de amizade e as suas exigências. Todos os dias somos inundados com mensagens de pessoas que se apresentam como amigos e que permanentemente nos comunicam os seus estados de alma, partilhando alegrias e tristezas, anunciando eventos, dando-nos conta das suas preocupações, revelando intimidades que as mais das vezes preferíamos ignorar.

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Há uma altura da nossa vida em que aparecem as falhas de memória. E começamos a recorrer a recordações colectivas, perguntando aos nossos amigos: quando foi? quem era? como se chamava? quem esteve presente? e outras questões do mesmo tipo. Esta perda angustia-nos e preocupa-nos, não só porque as recordações do passado são parte determinante do presente que somos, mas também porque gastamos tempo a lembrar autores e teorias que esquecemos, a procurar coisas que perdemos, a reconstituir episódios e datas importantes que devíamos ter presentes. No entanto, há vantagens no esquecimento para o equilíbrio psíquico de todo o ser humano.

Últimas Notícias

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O meu tio Fred

[Arquipélago Jerusalém]

O meu tio Fred

Contra a vaga da direita radical e de antisemitismo que assalta a França e a Alemanha e que tem expressão em vitórias eleitorais, gostaria de evocar o legado do meu tio-bisavô Fréderic Kohn-Abrest (1850-1893). Foi um ilustre jornalista, dramaturgo e ensaísta que viveu entre Paris e Viena e lutou nesses tempos longínquos para criar pontes entre os europeus. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

Bíblia da CEP

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

A Comissão Coordenadora da Tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disponibilizou a tradução provisória do Livro de Baruc e da Carta de Jeremias, dando continuidade ao processo de revisão e tradução dos textos bíblicos. Como nas restantes publicações, a comissão convida os leitores a enviar sugestões e comentários para contribuir para a revisão do texto.

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