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Artigos de Manuel Vilas Boas
“Moçambique ainda cheira a sangue”

Bispo de Tete, Diamantino Antunes

“Moçambique ainda cheira a sangue”

“Quisemos já exorcizar” os fantasmas da guerra, diz Diamantino Guapo Antunes, bispo português de Tete, no norte de Moçambique, em entrevista à TSF. “Eu próprio, quando aqui cheguei, tive medo. Gostaria que já estivesse definitivamente enterrado machado de guerra em Moçambique.” Mas isso não aconteceu, como se tem visto em Cabo Delgado.

A carta que te devo

Maria da Glória Fernandes (1929-2024)

A carta que te devo

“Chamavas-me «meu querido “filho”», como se fosse mesmo de verdade. E sabes que eu adorava esse teu galanteio de “mãe extremosa”. Acho mesmo que eu era o filho que não te foi dado ter. As cartas denunciavam tão viva persuasão.” Na morte de Maria da Glória Fernandes, missionária da Boa Nova, aos 95 anos, por Manuel Vilas Boas.

Lopes Morgado: um franciscano de corpo inteiro

Frade morreu aos 85 anos

Lopes Morgado: um franciscano de corpo inteiro

O último alarme chegou-me no dia 10 de Fevereiro. No dia seguinte, pude vê-lo no IPO do Porto, em cuidados continuados. As memórias que tinha desse lugar não eram as melhores. Ali tinha assistido à morte de um meu irmão, a despedir-se da vida aos 50 anos… O padre Morgado, como o conheci, em Lisboa, há 47 anos, estava ali, preso a uma cama, incrivelmente curvado, cara de sofrimento, a dar sinais de conhecer-me. Foram 20 minutos de silêncios longos.

Vita Prima de Santo António, à descoberta de uma personalidade única

Exposição

Vita Prima de Santo António, à descoberta de uma personalidade única

Penetremos na exposição da vida primeira de António, o jovem, inquieto e decidido, de consciência limpa e sensível aos ideais da cultura e da espiritualidade do tempo. Foi essa personalidade religiosa que os “inventores” desta mostra, abundante em iconografia e escritos, formataram numa estética, verdadeiramente, apelativa.

Moçambique: Colonização e Igreja Católica

Pré-publicação

Moçambique: Colonização e Igreja Católica

Na iminência do cinquentenário do 25 de Abril de 1974 e quando se celebram 100 anos do nascimento do arcebispo de Nampula, Manuel Vieira Pinto, Amadeu Gomes de Araújo e Manuel Vilas Boas decidiram-se pela escrita, a quatro mãos, da História de Moçambique e do papel da Igreja Católica, durante a colonização.

“Faça-me o trabalhinho, que eu pago o que for necessário”

“Faça-me o trabalhinho, que eu pago o que for necessário”

O telefone tocou aflito. Do outro lado da linha, uma voz masculina angustiada, com sotaque do norte do país: “O senhor padre venha depressa que a minha mulher diz que vai morrer.” Do lado de cá, ainda sem peso pastoral, respondeu-lhe o pároco substituto: “Nesse caso, talvez seja melhor chamar o médico.”

“Faça-me o trabalhinho, que eu pago o que for necessário”

Zero penitentes

Para nenhum penitente aconteceu essa confissão auricular, nas vésperas do último Natal, numa diocese do norte do país. Por duas horas, três párocos sentaram-se nos respectivos confessionários, de modelo tradicional. Durante esse tempo, nenhum penitente para ali dirigiu os passos. Ninguém se levantou nem se ajoelhou. Ninguém pediu perdão. (Opinião de Manuel Villas Boas)

“Moçambique ainda cheira a sangue”

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A carta que te devo

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“Chamavas-me «meu querido “filho”», como se fosse mesmo de verdade. E sabes que eu adorava esse teu galanteio de “mãe extremosa”. Acho mesmo que eu era o filho que não te foi dado ter. As cartas denunciavam tão viva persuasão.” Na morte de Maria da Glória Fernandes, missionária da Boa Nova, aos 95 anos, por Manuel Vilas Boas.

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Na iminência do cinquentenário do 25 de Abril de 1974 e quando se celebram 100 anos do nascimento do arcebispo de Nampula, Manuel Vieira Pinto, Amadeu Gomes de Araújo e Manuel Vilas Boas decidiram-se pela escrita, a quatro mãos, da História de Moçambique e do papel da Igreja Católica, durante a colonização.

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Últimas Notícias

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Inteligência lógica e emocional

[Entre Margens]

Inteligência lógica e emocional novidade

Li uma vez que Paulo Freire (educador e filósofo brasileiro, 1921-1997) fez um tipo de desafio com camponeses chilenos, pois “todos” dizem que lavradores são ignorantes e os “letrados” são “oooh! Incríveis!”, os “sabe-tudo”. O desafio era: 10 coisas que os camponeses saberiam fazer e ele, Paulo Freire, não – e vice-versa. [Texto de Denise Sabino, Porto Alegre |Brasil].

“Em que fonte procurámos saciar a nossa sede?”, perguntou o Papa à multidão

Missa na Praça da Concórdia

“Em que fonte procurámos saciar a nossa sede?”, perguntou o Papa à multidão

Foi uma multidão eufórica que, neste sábado ao princípio da tarde, saudou o Papa Leão XIV, mal o papamóvel desembocou na rotunda do Arco do Triunfo, contornou o monumento e seguiu por uns Campos Elísios repletos de pessoas a agitar bandeirinhas. Demorou mais de meia hora até chegar à Praça da Concórdia, onde decorreu a celebração da Eucaristia.

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