O bispo de Angra irá presidir, na próxima quinta-feira, 17 de abril, à Missa da Ceia do Senhor no Estabelecimento Prisional de Angra. Armando Esteves Domingues escolheu realizar aquela que é a primeira celebração do Tríduo Pascal junto da comunidade prisional e dos voluntários que ali prestam assistência, e lavará os pés a 12 reclusos.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, 9 de abril, pelo sítio Igreja Açores, que recorda que, na mensagem para esta Quaresma, o bispo de Angra havia desafiado os fiéis da diocese a terem como guia neste tempo “a lista dos mais necessitados de esperança”, que o Papa Francisco indica na Bula de proclamação do Ano Santo 2025, entre os quais os presos e “os jovens que, muitas vezes, infelizmente, veem desmoronar-se os seus sonhos”. A agência de notícias da diocese assinala que, neste estabelecimento prisional de alta segurança, “estão muitos reclusos jovens”.
Já no passado mês de dezembro Armando Esteves Domingues havia presidido à missa de Natal na cadeia de Angra, onde desafiou os reclusos a ser corajosos e “sonhar com a vida que Deus quer para nós: uma vida de paz, de harmonia, de bem com o outro, de liberdade”.
O prelado une-se assim ao Papa Francisco, que ao longo do seu pontificado tem celebrado a Missa da Ceia do Senhor em diferentes estabelecimentos prisionais italianos, lavando os pés a reclusos e reclusas católicos e de outras confissões religiosas, e que iniciou o Jubileu 2025 com a abertura de uma Porta Santa na Igreja do Pai Nosso, na prisão de Rebibbia, em Roma.
Pastoral Penitenciária deve ser “prioridade e não um fardo”
A Diocese de Angra reafirmou recentemente o seu compromisso de “criar espaços para atividades culturais, apoiar social e economicamente reclusos e familiares, e desenvolver sinergias para o processo de reinserção social” depois de uma reunião entre a coordenação das capelanias da Pastoral Penitenciária com o bispo de Angra, que aconteceu no passado dia 25 de março.
Este encontro pretendeu ser “um primeiro passo em ordem à estruturação desta pastoral na Diocese”, onde existem três estabelecimentos prisionais (Angra, Ponta Delgada e Horta). O objetivo, adiantou aquele organismo em comunicado, é “ir mais longe procurando fortalecer a presença da Igreja através do atendimento religioso, da celebração dos atos de culto, da formação e do voluntariado”.
“Num ano jubilar que convoca a Igreja à esperança, D. Armando Esteves Domingues destacou a necessidade de estruturar este serviço como uma prioridade na vida diocesana, e não um fardo. Sublinhou ainda que a Igreja vê a atividade com os reclusos como um serviço pastoral essencial, promovendo uma atenção especial às pessoas privadas de liberdade e ao seu contexto envolvente” refere a mesma nota.
Como fruto deste primeiro encontro, “surgiu a vontade de caminhar em conjunto, promovendo iniciativas de formação e preparação para o Jubileu dos Reclusos”, que será celebrado a 14 de dezembro em Roma e que a Diocese de Angra também pretende assinalar.










