
“O nosso desejo é que o diaconado como serviço e a sua ligação ao sacerdócio sejam estudados a fundo”, disse o cardeal Ambongo no encontro com a imprensa desta terça-feira. Imagem reproduzida a partir do canal de Youtube do Vaticano.
O cardeal Fridolin Ambongo, que é o presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM), manifestou abertura relativamente à perspetiva do diaconado assumido por mulheres.
O purpurado falava nesta terça-feira, 22 de outubro, no encontro com os jornalistas, na sala de Imprensa do Vaticano, no âmbito do Sínodo sobre a Sinodalidade, que se encontra na reta final da sua atual fase.
O cardeal Ambongo, que é também arcebispo de Kinshassa, começou por recordar que o diaconado não é um conceito novo na Igreja e, historicamente, foi visto como uma função de serviço distinta do sacerdócio. “O diaconado existiu no início da Igreja e não tinha nada a ver com o sacerdócio. Era um serviço à comunidade e, naquela época, também era aberto às mulheres”, explicou ele aos jornalistas.
Esse ministério começou a evoluir no sentido de constituir uma etapa no caminho do presbiterado, uma mudança que, segundo Ambongo, “apresenta questões teológicas complexas”.
“Confiamos na comissão que o Papa estabeleceu para estudar estas questões em profundidade. Dado que o próprio Papa levanta estas questões para toda a Igreja, seguiremos a orientação que o Santo Padre nos indicar”, acrescentou o responsável eclesiástico.
“Não temos nenhuma dificuldade particular a este respeito, mas o nosso desejo é que o diaconado como serviço e a sua ligação ao sacerdócio sejam estudados a fundo”, frisou ainda, numa atitude de abertura que contrasta com a oposição total que tomou recentemente a propósito da possibilidade de bênção de casais homossexuais.
No encontro com os jornalistas, o cardeal manifestou ainda satisfação com os trabalhos do Sínodo, frisando os desafios que virão da fase seguinte: a da concretização da sinodalidade nas igrejas locais.









