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Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

É sobre a consideração dos estatutos sociais das pessoas, dentro da sua tribo, que quero falar no presente texto. Não abordarei alguma tribo ou grupo étnico em especial, mas o modus vivendi de algumas tribos moçambicanas, de modo geral. Isso vem a propósito de uma conversa que tive com uma amiga, há dias, quando lhe liguei para falarmos por telefone.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

Performance, expressões, palavras: rituais do acto de contar

A minha avó contou-me que a literatura existe em todos os momentos da vida de um bantu. Eu explico. Embora sejam vastas e sempre inacabadas as discussões sobre o que é literatura, há sempre delimitações possíveis ou básicas, para referir o campo abrangido pelo objecto e compreender, de algum modo, a dimensão do seu alcance.

Pessah, a Páscoa judaica, a grande festa da liberdade

Pessah, a Páscoa judaica, a grande festa da liberdade

A origem situa-se há mais de três mil anos e desde aí, cada ano, os judeus recordam o sucedido. É a grande festa da liberdade, é a “memória da libertação do Egipto, transmitindo-a aos mais novos”. Isaac Assor, hazan da sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança), em Lisboa, explica deste modo o sentido de Pessah, a Páscoa judaica, que se inicia neste sábado, 27 de Março.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

“Bhelani khu nyumbani, namuguphedhe khu guhamba mandza”

Fui há dias a Inhambane, a chamada “terra da boa gente” – ganhou esse epíteto, no primeiro contacto com o povo português, a propósito de ser acolhedora. Ao chegar a essa província, recebi uma mensagem do editor do gala-gala, que publicou o meu último livro. Dizia ele: “Sara, a tua obra está quase pronta, já podemos pensar numa data para o lançamento.” Respondi-lhe que era uma grande bênção, chegar à casa dos meus avós, dos meus ancestrais, na verdade, dos que intercedem por mim junto a Deus e ter uma informação tão preciosa.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

Nas culturas bantu do sul de Moçambique, especificamente na xironga e na xitswa, após o nascimento de um bebé, a mãe e a sua criança ficam, por algum tempo, interditados do convívio com a família alargada, por se considerar que os seus corpos não se encontram fortes o suficiente para conviver com agentes impuros, sejam do ambiente poluído de fora de casa, sejam os que com eles habitam, pelo facto de viverem entre o resguardo do lar e outras actividades que realizam fora de casa.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

“Verdades” dos mitos: rituais de donzelar

Há mitos sobre rituais de iniciação, sobretudo no que se refere ao de passagem da adolescência à idade adulta. Um deles tem a ver com o facto de que o que se trata nessas cerimónias deverá ser guardado em segrego; o outro tem a ver com a ideia que se criou de que, no sul de Moçambique, não há esse tipo de eventos para as donzelas e que só no norte é que são realizados. Neste texto, falarei sobre o segundo mito acabado de apontar.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

É sobre a consideração dos estatutos sociais das pessoas, dentro da sua tribo, que quero falar no presente texto. Não abordarei alguma tribo ou grupo étnico em especial, mas o modus vivendi de algumas tribos moçambicanas, de modo geral. Isso vem a propósito de uma conversa que tive com uma amiga, há dias, quando lhe liguei para falarmos por telefone.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

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A minha avó contou-me que a literatura existe em todos os momentos da vida de um bantu. Eu explico. Embora sejam vastas e sempre inacabadas as discussões sobre o que é literatura, há sempre delimitações possíveis ou básicas, para referir o campo abrangido pelo objecto e compreender, de algum modo, a dimensão do seu alcance.

Pessah, a Páscoa judaica, a grande festa da liberdade

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A origem situa-se há mais de três mil anos e desde aí, cada ano, os judeus recordam o sucedido. É a grande festa da liberdade, é a “memória da libertação do Egipto, transmitindo-a aos mais novos”. Isaac Assor, hazan da sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança), em Lisboa, explica deste modo o sentido de Pessah, a Páscoa judaica, que se inicia neste sábado, 27 de Março.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

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Fui há dias a Inhambane, a chamada “terra da boa gente” – ganhou esse epíteto, no primeiro contacto com o povo português, a propósito de ser acolhedora. Ao chegar a essa província, recebi uma mensagem do editor do gala-gala, que publicou o meu último livro. Dizia ele: “Sara, a tua obra está quase pronta, já podemos pensar numa data para o lançamento.” Respondi-lhe que era uma grande bênção, chegar à casa dos meus avós, dos meus ancestrais, na verdade, dos que intercedem por mim junto a Deus e ter uma informação tão preciosa.

Rituais pós-nascimento: “Ku xlomula mamani ni ku humisa mwana”

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Nas culturas bantu do sul de Moçambique, especificamente na xironga e na xitswa, após o nascimento de um bebé, a mãe e a sua criança ficam, por algum tempo, interditados do convívio com a família alargada, por se considerar que os seus corpos não se encontram fortes o suficiente para conviver com agentes impuros, sejam do ambiente poluído de fora de casa, sejam os que com eles habitam, pelo facto de viverem entre o resguardo do lar e outras actividades que realizam fora de casa.

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

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Há mitos sobre rituais de iniciação, sobretudo no que se refere ao de passagem da adolescência à idade adulta. Um deles tem a ver com o facto de que o que se trata nessas cerimónias deverá ser guardado em segrego; o outro tem a ver com a ideia que se criou de que, no sul de Moçambique, não há esse tipo de eventos para as donzelas e que só no norte é que são realizados. Neste texto, falarei sobre o segundo mito acabado de apontar.

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