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Rainhas anónimas, princesas reconhecidas: nomes com história

Rainhas anónimas, princesas reconhecidas: nomes com história

Sou filha de um matsua e de uma bitonga, ambos são da província de Inhambane. O meu pai era filho de uma bitonga, que o educara naquela cultura. Eu fui uma criança culturalmente bitonga, embora tenha nascido num território ronga, em Maputo. Somos todos do sul de Moçambique. Entretanto, depois de se separar do pai do meu pai, a minha avó tornou-se esposa de um machuabo.

Rainhas anónimas, princesas reconhecidas: nomes com história

Monstros lendários: a rainha corona, um bicho, um xitukulumukumba e uma zuzu são momomos

A geração dos anos 40 cresceu intimidada pelos pais, sobre a existência de um bicho que nunca chegou a ver. Mas foi um bicho que a educou de forma rígida. Viveu o tempo todo obedecendo cegamente aos pais, em tudo o que fosse necessário. Não foi uma geração questionadora, pelo menos no que a assuntos domésticos dizia respeito. Uma palavra dos seus pais era de ordem.

Profetadas

Profetadas

Com a base de apoio progressivamente reduzida, o Presidente do Brasil estriba-se cada vez mais nos líderes religiosos do sector neopentecostal, fazendo tábua rasa do Estado laico e promovendo uma perigosa promiscuidade entre política e religião, que só pode vir a dar mau resultado no futuro.
Ouve-se e custa a acreditar, mas o “Polígrafo SIC” comprovou a veracidade dos factos relatados, no âmbito duma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Bolsonaro determinava uma “proclamação santa” anunciando um jejum religioso contra a pandemia do coronavírus, à qual teriam aderido os “maiores líderes evangélicos” do país. 

“Pfukùár” a humanidade

Vivíamos “aparentemente” felizes o limiar do ano 2020. O tal que, por ser capicua, dizia-se que prenunciava beleza, alegria, bem-estar e todas as boas coisas ligadas à estética. Mesmo quem não estivesse feliz, “entrava na onda” e era como se estivesse, porque a aura do início de um novo ano, de um modo geral, faz pensar que muita coisa irá mudar para o melhor. Alguns se esquecem, tal como se tem dito, que o dia que marca o ano novo é apenas mais uma data no calendário e que quem tem de mudar somos nós.

Varanasi, a “cidade dos mortos” da Índia, também está vazia

Varanasi, a “cidade dos mortos” da Índia, também está vazia

Todos os dias, chegam entre 200 a 300 mortos a Varanasi, a mística cidade indiana à beira do rio Ganges onde os hindus acreditam que, ao serem cremados e lançados à água, a sua alma é libertada. Ou melhor, chegavam. Porque também aqui, naquela que é considerada a cidade mais sagrada da Índia, existe um antes e depois da pandemia de covid-19. E desde que o governo decretou quarentena obrigatória a 1,3 mil milhões de habitantes na segunda nação mais populosa do planeta, não foram só os vendedores ambulantes que deixaram de atulhar as ruas ou os tuk tuks que fizeram o trânsito respirar de alívio: as piras dos crematórios junto ao rio Ganges, que dia e noite enchiam o céu de fumo, também tiveram tréguas.

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Sou filha de um matsua e de uma bitonga, ambos são da província de Inhambane. O meu pai era filho de uma bitonga, que o educara naquela cultura. Eu fui uma criança culturalmente bitonga, embora tenha nascido num território ronga, em Maputo. Somos todos do sul de Moçambique. Entretanto, depois de se separar do pai do meu pai, a minha avó tornou-se esposa de um machuabo.

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A geração dos anos 40 cresceu intimidada pelos pais, sobre a existência de um bicho que nunca chegou a ver. Mas foi um bicho que a educou de forma rígida. Viveu o tempo todo obedecendo cegamente aos pais, em tudo o que fosse necessário. Não foi uma geração questionadora, pelo menos no que a assuntos domésticos dizia respeito. Uma palavra dos seus pais era de ordem.

Profetadas

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Com a base de apoio progressivamente reduzida, o Presidente do Brasil estriba-se cada vez mais nos líderes religiosos do sector neopentecostal, fazendo tábua rasa do Estado laico e promovendo uma perigosa promiscuidade entre política e religião, que só pode vir a dar mau resultado no futuro.
Ouve-se e custa a acreditar, mas o “Polígrafo SIC” comprovou a veracidade dos factos relatados, no âmbito duma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Bolsonaro determinava uma “proclamação santa” anunciando um jejum religioso contra a pandemia do coronavírus, à qual teriam aderido os “maiores líderes evangélicos” do país. 

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Vivíamos “aparentemente” felizes o limiar do ano 2020. O tal que, por ser capicua, dizia-se que prenunciava beleza, alegria, bem-estar e todas as boas coisas ligadas à estética. Mesmo quem não estivesse feliz, “entrava na onda” e era como se estivesse, porque a aura do início de um novo ano, de um modo geral, faz pensar que muita coisa irá mudar para o melhor. Alguns se esquecem, tal como se tem dito, que o dia que marca o ano novo é apenas mais uma data no calendário e que quem tem de mudar somos nós.

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Todos os dias, chegam entre 200 a 300 mortos a Varanasi, a mística cidade indiana à beira do rio Ganges onde os hindus acreditam que, ao serem cremados e lançados à água, a sua alma é libertada. Ou melhor, chegavam. Porque também aqui, naquela que é considerada a cidade mais sagrada da Índia, existe um antes e depois da pandemia de covid-19. E desde que o governo decretou quarentena obrigatória a 1,3 mil milhões de habitantes na segunda nação mais populosa do planeta, não foram só os vendedores ambulantes que deixaram de atulhar as ruas ou os tuk tuks que fizeram o trânsito respirar de alívio: as piras dos crematórios junto ao rio Ganges, que dia e noite enchiam o céu de fumo, também tiveram tréguas.

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