Via Sacra ecuménica

Mais de 1.000 jovens cristãos caminharam pela paz nas ruas de Jerusalém

| 27 Fev 2024

Via Sacra em Jerusalém, 23 de feveiro 2024. Foto PGPO CTS

A procissão foi organizada pela Custódia da Terra Santa e envolveu 12 instituições, incluindo duas escolas da Igreja Anglicana e a escola da Igreja Apostólica Arménia, bem como vários grupos católicos. Foto © PGPO/CTS

 

A guerra de Israel em Gaza e Cisjordânia prossegue e o sentimento de insegurança em Jerusalém cresce. Ainda assim, ou talvez por isso mesmo, a tradicional Via Sacra que ali se realiza anualmente por ocasião da segunda semana da Quaresma não foi cancelada. Na passada sexta-feira, 23 de fevereiro, mais de mil crianças e jovens que frequentam as escolas cristãs da cidade, acompanhados de inúmeros familiares e professores, percorreram as ruas de lenços brancos na mão, pedindo a paz para todo o mundo, e em particular para a Terra Santa.

Este ano intitulada “A Via Sacra… Um Caminho de Paz”, a procissão que recorda o caminho percorrido por Jesus carregando a cruz foi organizada pela Custódia da Terra Santa e envolveu 12 instituições, incluindo duas escolas da Igreja Anglicana e a escola da Igreja Apostólica Arménia, bem como vários grupos católicos.

“Podemos dizer que foi uma Via Sacra ecuménica, havia praticamente todas as igrejas, portanto, cristãos de todas as confissões unidos em oração, unidos no desejo de percorrer o mesmo caminho que Jesus percorreu para nos salvar. E o nosso desejo é caminhar com Ele, como seus discípulos, como discípulos de Jesus, invocando o dom da paz, pois sabemos que Jesus morreu pela reconciliação da Humanidade. E, portanto, não há oração melhor do que aquela, ouso dizer, que celebra a paixão e a morte de Jesus, para invocar o dom da paz”, assinalou o padre Francesco Patton, Custódio da Terra Santa, em declarações ao Vatican News nesta segunda-feira, 26.

 

Via Sacra em Jerusalém, 23 de feveiro 2024. Foto BM CTS

Em cada estação, depois da leitura bíblica e da oração, duas crianças soltaram um par de pombas, sinal visível dos desejos de paz e liberdade. Foto © BM/CTS

 

A Via Sacra começou na Igreja da Flagelação e terminou na Igreja de São Salvador. As primeiras oito estações corresponderam ao percurso tradicional da Via Dolorosa de Jesus por Jerusalém. Em cada estação, depois da leitura bíblica e da oração, duas crianças soltaram um par de pombas, sinal visível dos desejos de paz e liberdade.

“Todos rezaram para que esta guerra acabe. Rezaram pelos seus irmãos que estão em Gaza, que morrem de fome, de sede, de frio. Muitos estão feridos, não têm possibilidade de tratamento. Hoje foi um dia de clamor ao Senhor pela paz”, disse por seu lado o padre Ibrahim Faltas, vigário custodial e diretor das Escolas Terra Santa,, que também participou.

Faltas enfatizou também a importância da liberdade de culto à luz de relatórios recentes que sugerem que o governo israelita está a considerar restringir o acesso à Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo durante o mês do Ramadão. “Jerusalém deve estar aberta a todos; essa é a sua natureza. As pessoas não podem ser impedidas de ir rezar, em qualquer idade. Todos têm o direito de orar nos seus locais de culto. Se durante o Ramadão as pessoas não conseguirem chegar às mesquitas, será um problema significativo”, disse, em declarações à Catholic News Agency no final da Via Sacra.

Até porque, acrescentou o padre Francesco Patton, “nos momentos em que parece que as pessoas não conseguem chegar a um acordo, devemos bater com mais insistência à porta de Deus com as nossas orações, para que aqueles que devem e podem oferecer uma solução para esta guerra possam ser guiados de volta à razão”.

Via Sacra em Jerusalém, 23 de feveiro 2024. Foto PGPO CTS

“Nos momentos em que parece que as pessoas não conseguem chegar a um acordo, devemos bater com mais insistência à porta de Deus com as nossas orações”, disse o padre Francesco Patton, Custódio da Terra Santa  Foto © PGPO/CTS

 

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