
Papa Francisco e António Guterres, durante um encontro no Vaticano, em dezembro de 2019.
É um apelo idêntico aquele que o Papa Francisco e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deixaram para o mundo académico, nos tempos de hoje, em que o mundo se confronta com tantas incógnitas.
Os dois líderes mundiais desafiaram o mundo académico a ser parte da solução, perante crises globais que ameaçam a humanidade, em mensagens enviadas ao simpósio para a promoção da “aprendizagem-serviço” que decorreu, na quinta e sexta-feira, dias 28 e 29, na Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Num texto enviado aos participantes, através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, citado pela Agência Ecclesia, Francisco fez votos para que as instituições educativas da Igreja Católica “fortaleçam a sua identidade e missão”, com “projetos de saída, que não fiquem meramente pela parte académica, mas formem a cabeça, o coração e as mãos” para a “solidariedade e a fraternidade”.
A UCP organizou o II Simpósio Uniservitate “Aprendizagem-Serviço, Educação Integral e Espiritualidade Transformadora”, coordenado pelo Clayss (Centro Latino Americano de Aprendizagem Serviço Solidário).
O Papa defende que, no pós-pandemia, as universidades devem promover uma “cultura do diálogo” para responder aos “anseios profundos” da sociedade, superando o individualismo e o sectarismo.
Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou o “papel central das universidades” na transformação da sociedade e na resposta a crises como a pandemia, as alterações climáticas, a violência ou a desinformação.
“Agora, mais do que nunca, precisamos de superar as divisões, reduzir o sofrimento humano, restaurar a confiança e inspirar esperança. A educação de qualidade está no centro da resposta a estes desafios”, indicou o responsável português.
As mensagens foram lidas aos participantes durante a sessão inaugural do evento, com transmissão online.










