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Fazer do mundo uma casa

Trago comigo (12)

Fazer do mundo uma casa

Publicamos a seguir o décimo segundo texto dessa rubrica, que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória. Mário Robalo leva-nos a conhecer um pouco mais do filósofo catalão Josep Maria Esquirol.

Em busca do rosto de Deus

[Entre Margens]

Em busca do rosto de Deus

Embora se passe um pouco por toda a Europa, incluindo Portugal, é no coração do continente onde é mais visível a acelerada descristianização das sociedades. Uma realidade que se impõe, se estranha e se lamenta, como se algo de essencial estivesse a desaparecer sem que consigamos impedi-lo. As celebrações de Natal são agora, muitas delas, rebatizadas como “festas de inverno”. Desaparece o sentido da Pessoa que as sustenta, esse Menino profundamente pobre, marginal e desvalido que depositou a sua confiança em nós. [Texto de Dina Matos Ferreira].

Meu filho, Meu Milagre

[Entre Margens]

Meu filho, Meu Milagre

Sentei-me naquele trono, vestido de vermelho. As barbas brancas apertavam-me a face em demasia. Olhei à volta pela primeira vez, na pele de outro. Era estranho. O que tinha começado com um simples gesto de cuidado transformara-se num território ainda vazio de significado. Alguma coisa me ultrapassava e eu deixava. Valores maiores têm esse condão, o de nos deixar sem chão. [Texto de Aldora Amaral].

Em Nome da Mãe

[Os dias da semana]

Em Nome da Mãe

Em Nome da Mãe é um pequeno e belíssimo livro, particularmente apropriado para acompanhar estes escassos dias que antecedem o Natal. Erri de Luca narra os dias de Maria e José pela voz de Maria, Míriam em hebraico. O escritor apresenta a Mãe de Jesus de um modo admirável. É sempre ela que, com extrema delicadeza, conta a História. [Crónica de Eduardo Jorge Madureira]

Clara das Neves

Conto de Natal

Clara das Neves

Naquele tempo, em Vila De Pedras, era comum as mulheres morrerem no ato de parir. Hospital, não havia. Só o Lar da Maternidade – anexo contíguo à casa da parteira Dona Alma, bem intencionalmente construído sob a finalidade de progresso local -, onde as mães davam à luz perante o desadornado auxílio de uma parteira sem instrução esculapiana. [texto de Ana Sofia Brito].

Meu filho, Meu Milagre

[Entre Margens]

Dádiva dos Céus

O dia da consoada chegou. A casa estava decorada de forma simples, mas cuidada. Este ano optámos pelas cores mais tradicionais: os vermelhos, os verdes e os dourados. A árvore de Natal estava linda, com a base recheada de pinhas, douradas por Laurinha, e uma caixa onde os presentes se iriam acumular. [Texto de Aldora Amaral].

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

[Crónica da Europa]

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

A hesitação europeia tem um preço terrível. Se a Ucrânia cair por falta de financiamento, a guerra não acaba — mudará de fronteira. Surgirá uma nova linha de confronto, talvez na Polónia, como alertou o primeiro ministro Tusk, talvez nos países Bálticos. E então vem a pergunta : os europeus querem voltar aos anos 30, ao avanço por etapas do agressor? [Crónica de Mendo Castro Henriques].

A mentira do Natal pagão

[Entre Margens]

A mentira do Natal pagão

Quando nos aproximamos da época natalícia, multiplicam-se os artigos de opinião, as peças jornalísticas e até vídeos e publicações de militância religiosa que repetem a mesma afirmação: o Natal é uma festa de origem pagã, uma cristianização tardia de festivais romanos como as Saturnais ou o Sol Invictus. A ideia é antiga na cultura popular – mas surpreendentemente recente na historiografia. [Texto António Madaleno].

Reimaginando este Natal

[Entre Margens]

Reimaginando este Natal

E se Jesus tivesse hoje nascido algures na nossa actual sociedade ocidental? A história que quero contar, seguramente já foi contada centenas, milhares ou mesmo milhões de vezes, das mais variadas maneiras em vários lugares e épocas, mas em contextos semelhantes. Imagino um cenário nos subúrbios de uma grande metrópole. [Texto de Vítor Rafael].

Em busca do rosto de Deus

[Entre Margens]

Em busca do rosto de Deus

Embora se passe um pouco por toda a Europa, incluindo Portugal, é no coração do continente onde é mais visível a acelerada descristianização das sociedades. Uma realidade que se impõe, se estranha e se lamenta, como se algo de essencial estivesse a desaparecer sem que consigamos impedi-lo. As celebrações de Natal são agora, muitas delas, rebatizadas como “festas de inverno”. Desaparece o sentido da Pessoa que as sustenta, esse Menino profundamente pobre, marginal e desvalido que depositou a sua confiança em nós. [Texto de Dina Matos Ferreira].

Meu filho, Meu Milagre

[Entre Margens]

Meu filho, Meu Milagre

Sentei-me naquele trono, vestido de vermelho. As barbas brancas apertavam-me a face em demasia. Olhei à volta pela primeira vez, na pele de outro. Era estranho. O que tinha começado com um simples gesto de cuidado transformara-se num território ainda vazio de significado. Alguma coisa me ultrapassava e eu deixava. Valores maiores têm esse condão, o de nos deixar sem chão. [Texto de Aldora Amaral].

Em Nome da Mãe

[Os dias da semana]

Em Nome da Mãe

Em Nome da Mãe é um pequeno e belíssimo livro, particularmente apropriado para acompanhar estes escassos dias que antecedem o Natal. Erri de Luca narra os dias de Maria e José pela voz de Maria, Míriam em hebraico. O escritor apresenta a Mãe de Jesus de um modo admirável. É sempre ela que, com extrema delicadeza, conta a História. [Crónica de Eduardo Jorge Madureira]

Clara das Neves

Conto de Natal

Clara das Neves

Naquele tempo, em Vila De Pedras, era comum as mulheres morrerem no ato de parir. Hospital, não havia. Só o Lar da Maternidade – anexo contíguo à casa da parteira Dona Alma, bem intencionalmente construído sob a finalidade de progresso local -, onde as mães davam à luz perante o desadornado auxílio de uma parteira sem instrução esculapiana. [texto de Ana Sofia Brito].

Meu filho, Meu Milagre

[Entre Margens]

Dádiva dos Céus

O dia da consoada chegou. A casa estava decorada de forma simples, mas cuidada. Este ano optámos pelas cores mais tradicionais: os vermelhos, os verdes e os dourados. A árvore de Natal estava linda, com a base recheada de pinhas, douradas por Laurinha, e uma caixa onde os presentes se iriam acumular. [Texto de Aldora Amaral].

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

[Crónica da Europa]

Irão os “Porquinhos” responder aos Porcos?

A hesitação europeia tem um preço terrível. Se a Ucrânia cair por falta de financiamento, a guerra não acaba — mudará de fronteira. Surgirá uma nova linha de confronto, talvez na Polónia, como alertou o primeiro ministro Tusk, talvez nos países Bálticos. E então vem a pergunta : os europeus querem voltar aos anos 30, ao avanço por etapas do agressor? [Crónica de Mendo Castro Henriques].

A mentira do Natal pagão

[Entre Margens]

A mentira do Natal pagão

Quando nos aproximamos da época natalícia, multiplicam-se os artigos de opinião, as peças jornalísticas e até vídeos e publicações de militância religiosa que repetem a mesma afirmação: o Natal é uma festa de origem pagã, uma cristianização tardia de festivais romanos como as Saturnais ou o Sol Invictus. A ideia é antiga na cultura popular – mas surpreendentemente recente na historiografia. [Texto António Madaleno].

Reimaginando este Natal

[Entre Margens]

Reimaginando este Natal

E se Jesus tivesse hoje nascido algures na nossa actual sociedade ocidental? A história que quero contar, seguramente já foi contada centenas, milhares ou mesmo milhões de vezes, das mais variadas maneiras em vários lugares e épocas, mas em contextos semelhantes. Imagino um cenário nos subúrbios de uma grande metrópole. [Texto de Vítor Rafael].

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