Ana Sofia Brito

Saberei ser quem sou?

  Que me fosse concedido o desejo de aquietar a consciência, aquele dom invejável dos sábios discretos; às tantas, vivo cansada de uma mente desobediente a perturbar cada instante que a vida me dispõe. Parece que, afinal, o sonho é obra do ego, e o ego é obra do diabo. No regaço do meu cansaço, imploro o meu avesso; dai-me vida, sabedoria...

A minha casa é a pele que visto

  A morte não existe senão para os que não souberam viver, para quem não semeou o que há de brotar. Vivermos absortos em tudo o que é palpável leva-nos a crer que o fim da matéria é o adeus definitivo, mas os que amamos não morrem. Fazem-nos falta como falta nos faz a infância pela vida fora e, nem por isso, a criança que somos se desvanece...

Arte de rua: amor e brilho no olhar

  A arte não nasce nos palcos, nem nas telas, nem nos livros ou nos pincéis… A arte nasce na Rua; nesse depósito de vida comum. A arte nasce onde a fonte se inspira pela paixão que brota. Ouvi, pela vida fora, incontáveis vezes a velha história da coragem, a mítica frase “eu não era capaz”; é claro que não, sempre que o preconceito se...

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