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Artigos de Ana Sofia Brito
A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu quero pegar no livro – aquele que trago na mala onde escondi o cubo mágico – para ler, mas a sala de espera tem ecrãs que estridulam a cada chamada de número de senha. O meu avô sabia fechar os sentidos quando lia, eu nunca aprendi. O casal conversa sobre coisas banais, num tom de voz ainda mais perturbador do que o barulho vindo dos vídeos que a mulher do lado oposto vê no telemóvel. [Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

Justiça: deusa com venda de ilusionista e espada de faquir

Como se a balança já não tivesse desnível íngreme que bastasse, lá estão – mesmo à mão de semear dos juízes – as alíneas e os artigos à espera de um oportunismo aplicável que acentue ainda mais a inclinação da Justiça, essa deusa com venda de ilusionista e espada de faquir. (Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A geração do interrail

Éramos arrogantes o suficiente para tirarmos, à partida, a ilação de que a viagem de finalistas no meio dos outros putos ia ser uma seca insuportável. Se a nossa paciência já era pouca para os aturar na escola, imagine-se naquelas condições. Era o que faltava. [Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

Infâncias infelizes e fragilidades psicológicas

Não costumo ler as crónicas do Rodrigo Guedes de Carvalho no Expresso. Li vezes que bastassem para perceber que não gosto do estilo e sei que ao dizê-lo estou a quebrar uma regra de ouro para a sobrevivência em Portugal: “Nunca critiques alguém que esteja acima de ti nos patamares da hierarquia do bom-sucesso (…). [Texto de Ana Sofia Brito].

Um regressado coliseu de roma

[Crónica]

Um regressado coliseu de roma

Albufeira não comemorou o 25 de Abril – nem um cravo ao peito de alguém. Uma palavra de respeito, uma fagulha, sequer, de gratidão pelos dias vividos na sequência da mão beijada. Este ano, a minha cidade não homenageou a revolução que devolveu oxigénio aos pulmões do país. Asfixiemos. [Artigo de Ana Sofia Brito]

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

As minhas aventuras de Tom Sawyer e Huck Finn

Combinámos que durante todo o tempo das férias eu seria o Tom Sawyer e ele o Huck Finn. Houvesse um barómetro para medir a pressão das alegrias e aqueles momentos entrariam no livro do Guinness – pescámos no Guadiana, trepámos freixos centenários, pernoitámos numa tenda e colecionámos estrelas cadentes. O mundo era o melhor lugar do universo. [Texto de Ana Sofia Brito]

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

Isac

“Isac, tu hás de conhecer um amor assim, de afetos e cuidados sem porquês, e vais entender os vínculos que se estendem de gesto em gesto, livro em livro, filme em filme.” [Um texto de Ana Sofia Brito]

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A gente passa a vida com vergonha da gente

Eu quero pegar no livro – aquele que trago na mala onde escondi o cubo mágico – para ler, mas a sala de espera tem ecrãs que estridulam a cada chamada de número de senha. O meu avô sabia fechar os sentidos quando lia, eu nunca aprendi. O casal conversa sobre coisas banais, num tom de voz ainda mais perturbador do que o barulho vindo dos vídeos que a mulher do lado oposto vê no telemóvel. [Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

Justiça: deusa com venda de ilusionista e espada de faquir

Como se a balança já não tivesse desnível íngreme que bastasse, lá estão – mesmo à mão de semear dos juízes – as alíneas e os artigos à espera de um oportunismo aplicável que acentue ainda mais a inclinação da Justiça, essa deusa com venda de ilusionista e espada de faquir. (Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

A geração do interrail

Éramos arrogantes o suficiente para tirarmos, à partida, a ilação de que a viagem de finalistas no meio dos outros putos ia ser uma seca insuportável. Se a nossa paciência já era pouca para os aturar na escola, imagine-se naquelas condições. Era o que faltava. [Texto de Ana Sofia Brito].

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

Infâncias infelizes e fragilidades psicológicas

Não costumo ler as crónicas do Rodrigo Guedes de Carvalho no Expresso. Li vezes que bastassem para perceber que não gosto do estilo e sei que ao dizê-lo estou a quebrar uma regra de ouro para a sobrevivência em Portugal: “Nunca critiques alguém que esteja acima de ti nos patamares da hierarquia do bom-sucesso (…). [Texto de Ana Sofia Brito].

Um regressado coliseu de roma

[Crónica]

Um regressado coliseu de roma

Albufeira não comemorou o 25 de Abril – nem um cravo ao peito de alguém. Uma palavra de respeito, uma fagulha, sequer, de gratidão pelos dias vividos na sequência da mão beijada. Este ano, a minha cidade não homenageou a revolução que devolveu oxigénio aos pulmões do país. Asfixiemos. [Artigo de Ana Sofia Brito]

A gente passa a vida com vergonha da gente

[Entre Margens]

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Combinámos que durante todo o tempo das férias eu seria o Tom Sawyer e ele o Huck Finn. Houvesse um barómetro para medir a pressão das alegrias e aqueles momentos entrariam no livro do Guinness – pescámos no Guadiana, trepámos freixos centenários, pernoitámos numa tenda e colecionámos estrelas cadentes. O mundo era o melhor lugar do universo. [Texto de Ana Sofia Brito]

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Últimas Notícias

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Ciclos e Rituais para atravessar a noite do inverno: medos e transformação

Ensaio

Ciclos e Rituais para atravessar a noite do inverno: medos e transformação novidade

Comecei o dia a interrogar a minha assistente pessoal (IA, Notion) sobre o Halloween, o dia de Todos os Santos e o Pão por Deus. Adoro festas, brincadeiras e celebrações – quem não gosta? A polarização e o antagonismo são geradores de tensões e conflitos – não promovem o diálogo e o reconhecimento do Outro, daquele ou daquela que são diferentes de nós. [Texto de Margarida Belchior].

Recém-criada Aliança Inter-Religiosa pela Paz apela ao envolvimento de todos

“Chuva Pacífica”

Recém-criada Aliança Inter-Religiosa pela Paz apela ao envolvimento de todos novidade

“Uma única gota de chuva parece insignificante. Não pode apagar um incêndio. Não pode parar uma guerra. Não pode curar todas as feridas da história. Mas uma multidão de gotas pode humedecer a terra seca e permitir que uma nova vida brote dela. O mesmo acontece com a construção da paz”. É com esta imagem de um simples pingo de chuva que acaba de ser constituída na cidade croata de Rijeka a Aliança Mediterrânea para a Paz.

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