Eu quero pegar no livro – aquele que trago na mala onde escondi o cubo mágico – para ler, mas a sala de espera tem ecrãs que estridulam a cada chamada de número de senha. O meu avô sabia fechar os sentidos quando lia, eu nunca aprendi. O casal conversa sobre coisas banais, num tom de voz ainda mais perturbador do que o barulho vindo dos vídeos que a mulher do lado oposto vê no telemóvel. [Texto de Ana Sofia Brito].






